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domingo, 16 de março de 2025

Atividade sobre crônica

Leia o texto abaixo, de Luís Fernando Veríssimo:

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
– Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. [...]
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
– Não. [...]
O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. [...] Outro caminho, menos honesto, mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
– Não me diga. Você é o... o...
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. [...]. Ou você pode dizer algo como:
– Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa “não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!”. [...]
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
– Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. [...] Você ainda arremata:
– Há quanto tempo! [...]
Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, [...].
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
– Cê tem visto alguém da velha turma?
– Só o Pontes.
– Velho Pontes! ([...] Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...) [...]
– Sabe que a Ritinha casou? [...]
– Com quem?
– Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. [...] Como que não conhece o Bituca?)
– Claro que conheci! Velho Bituca...
– Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
– E não avisou nada? [...]
– Desculpe, Edgar. É que...
– Não desculpo não. [...] (Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar.
Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima ideia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”.)
– Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
– Certo, Edgar. E desculpe, hein? [...]
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.

# Questões:
1.O texto "Grande Edgar" é uma crônica. Onde os cronistas buscam assuntos para seus textos?

2. O texto lido apresenta uma narrativa leve ou pesada? Por quê?

3. Esse texto faz críticas a algum comportamento humano? Qual?

4. Esse texto apresenta os elementos básicos da narrativa? Identifique-os no texto.
a) fatos:
b) personagens:
c) tempo e espaço: são limitados
d) narrador: 

5. A linguagem do texto é pessoal ou impessoal? Por quê?

6. E o nível de linguagem adotado? Padrão ou não padrão?

7. Nas falas dos personagens há exemplos de linguagem não padrão? Identifique-os.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Atividade sobre colocação pronominal a partir de uma crônica de Antônio Prata



Leia o texto a seguir, de Antonio Prata.

Abraçando árvore

Não era uma felicidade eufórica, dessas de gritar "Urru!", estava mais pra uma brisa de contentamento, como se eu bebesse vinho branco à beira-mar ou lesse Rubem Braga na varanda de um sítio.

Eu tinha acordado cedo naquela sexta - e acordar cedo sempre me predispõe à felicidade. O trabalho havia rendido bem e, antes do fim da manhã, já tinha acabado de escrever tudo o que me propusera para o dia. À uma, fui almoçar com o meu editor. Ele estava com alguns capítulos do meu livro novo desde dezembro e eu temia que não tivesse gostado. Gostou. Fez alguns reparos com que concordei. Comemos um peixe na brasa - peixe e brasa também costumam me predispor à felicidade - e como era sexta-feira, e como somos amigos, e como comemorávamos essa pequena alegria que é um trabalho andar bem, uma parceria funcionar, brindamos com vinho branco - não à beira-mar, mas à beira do Cemitério da Consolação, que pode não ter a grandeza de um Atlântico, mas também tem lá os seus pacíficos encantos.

Saí andando meio emocionado, meio sem rumo pela tarde ensolarada e quando vi estava em frente à paineira da Biblioteca Mario de Andrade. É uma árvore gigante, que provavelmente já estava ali antes do Mario de Andrade nascer, continuou ali depois de ele morrer e continuará ali depois que todos os 18 milhões de habitantes que hoje perambulam pela cidade de São Paulo estiverem abaixo de suas raízes. Talvez tenha sido o assombro com essa longevidade, talvez acordar cedo, talvez os elogios ao livro e o vinho certamente colaborou: fato é que senti uma súbita vontade de abraçar aquela árvore.

Acho importante deixar claro, inclemente leitor, que não sou do tipo que abraça árvore. Na verdade, sou do tipo que faz piada com quem abraça árvore. Se me contassem, até a última sexta, que algum amigo meu foi visto abraçando uma paineira na rua da Consolação eu diria, sem pestanejar: enlouqueceu. Mas...

Não haveria nada de místico no abraço. Eu não achava que a paineira iria me emprestar qualquer "energia", nem que ela sugaria de minh'alma possíveis toxinas metafísicas. Era algo simbólico como atirar uma rosa ao mar dia 31 de dezembro, uma mínima inflexão na correria: aí está você, imóvel e longeva, aqui estou eu, ágil e breve, duas soluções do acaso para a soma de elementos da tabela periódica - e ela seguiria ali, com sua fotossíntese, eu seguiria adiante, com minhas caraminholas.

Olhei prum lado. Olhei pro outro. Tomei coragem e foi só sentir o rosto tocar o tronco para ouvir: "Antonio?!". Era meu editor.

Foram dois segundos de desespero durante os quais contemplei o distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a mendicância, mas só dois segundos, pois meu inconsciente, consciente do perigo, me lançou a ideia salvadora. "Uma braçada", disse eu, girando pra esquerda e envolvendo a árvore novamente, "duas braçadas e... Três". Então encarei, seguro, meu possível verdugo: "Três braçadas dá o que? Uns cinco metros de perímetro? Tava medindo pra descrever, no livro. Tem uma parte mais no fim em que essa paineira é importante."
Colou. Nos despedimos. Ele foi embora prum lado, a minha felicidade pro outro e agora estou aqui, já noite alta desta sexta-feira, tentando enfiar a todo custo um tronco de quase dois metros de diâmetro num livro em que, até então, não havia nem uma samambaia.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2016/ 01/1730364-abracando-arvore.shtml. Acesso em: 5/3/2016.)

1. O autor conta, em seu texto, sobre um dia específico de sua vida.
a. Qual era o estado de espírito do autor naquele dia?

b. A que acontecimentos ele atribui tal estado de espírito?

c. Qual atitude inusitada ele tomou levado por esse estado de espírito?

2. Ao decidir realizar um ato julgado por ele mesmo como inusitado, o autor foi surpreendido por seu editor.
a. Qual foi a reação do autor nesse momento e o que ele fez para sair da situação embaraçosa?

b. Qual problema essa atitude trouxe para ele?

3. Esse texto foi publicado em um jornal de grande circulação. Tendo em vista a história contada, responda:
a. Qual nova função pode assumir esse texto, além de entreter os leitores?

b. Levante hipóteses: O problema mencionado pelo autor no último parágrafo permanecerá após a circulação desse texto?

4. Observe as seguintes construções empregadas no texto:

"sempre me predispõe"
"tudo o que me propusera"
"costumam me predispor"
"Se me contassem"
"iria me emprestar"
"me lançou a ideia"
"Nos despedimos."

a. O que há de comum entre todas elas no que diz respeito à posição do pronome oblíquo?

b. Discuta com os colegas e o professor: Em alguma dessas ocorrências, ao produzir o mesmo enunciado, você colocaria o pronome em lugar diferente?

5. Embora no português falado atualmente no Brasil (e escrito em situações informais) os pronomes sejam majoritariamente colocados na posição em que estão no texto lido, há outras maneiras de explorar essa colocação.
Discuta com os colegas e o professor e levante hipóteses: Quais das opções a seguir são consideradas adequadas à norma-padrão segundo a gramática normativa?

sempre predispõe-me
tudo o que propuse-me-ra
tudo o que propusera-me
costumam predispor-me
ir-me-ia emprestar
iria emprestar-me
lançou-me a ideia
Despedimo-nos

6. Encontre no texto outros trechos que comprovem a opção do autor de empregar uma linguagem bastante informal, próxima da fala.


Fonte: Português: Linguagens

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Proposta de produção de crônica a partir de um texto de Luis Fernando Veríssimo



Ninguém é de ferro: o humor.
A crônica serve também para o entretenimento, para ser lida quando queremos nos divertir. Luis Fernando Verissimo é, provavelmente, nosso principal cronista de humor, pois consegue relatar situações engraçadas do cotidiano de maneira que, além de proporcionar diversão, leva à reflexão e à crítica.

Leia esta crônica do autor:

O olhar da truta

O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.

- Como, escolher?

- No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.

Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.

- Essa está bonita... - disse o garçom.

- Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.

- Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela.

A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.

- Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...

Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo.

Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua - pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. Havia toda uma engrenagem montada para afastar você do remorso.

As galinhas vinham já esquartejadas, suas partes acondicionadas em bandejas congeladas, nada mais distante da sua responsabilidade. Os peixes jaziam expostos no gelo, com os olhos abertos mas sem vida. Exatamente, olhos de peixe morto. Mas você não decretara a morte deles. Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. Não via o sangue. De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.

- Vai essa, doutor? - insistiu o garçom.

- Não sei. Eu...

- Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer ''Me come''.

O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo. Ele estava delirando ou aquele olhar era de desafio?

- Vamos - estava dizendo a truta. - Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. A decisão é sua. Eu não decido nada. Sou apenas um peixe, com cérebro de peixe. Não escolhi estar neste tanque. Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. A minha e a sua. Você é um ser humano, um ente moral, com discernimento e consciência. Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. Você tem uma biografia para decidir. A minha. Agora. Depois pode decidir a sua, se gostar da experiência. O que não pode é continuar se escondendo da vida, e....

- Vai essa mesmo, doutor? - quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.

- Não - disse o homem. - Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.

E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:

- Esses camarões estão vivos?

- Não, doutor. Os camarões estão mortos.

- Pode trazer.
(Em algum lugar do paraíso. São Paulo: Objetiva, 2011. p. 14-6.)

Como fez Luis Fernando Verissimo, escreva uma crônica de humor a partir de uma situação do cotidiano. Essa situação, real ou imaginada, pode ser ambientada em um dos locais sugeridos a seguir ou outro que você prefira.
- No elevador
- No salão de beleza
- Na feira
- No banheiro
- Na praia
- No cinema

Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso

Proposta de produção de crônica a partir do texto "O amor deixa muito a desejar", de Arnaldo Jabor



Cena do filme "Love Story"

Meu primeiro amor. Apesar de sempre ter sido explorado na arte, foi no Romantismo que o sentimento do amor encontrou sua principal expressão artística. No período em que predominou esse movimento, o amor e a paixão eram os sentimentos que moviam as pessoas, a ponto de muitas terem morrido ou matado por amor.

Você já foi tocado pelo amor? Se sim, como foi para você a descoberta do amor?

Leia o seguinte fragmento de uma crônica de Arnaldo Jabor.

O amor deixa muito a desejar

[...]
Eu devia ter uns 6 anos, no máximo. Foi meu primeiro dia de aula no colégio, lá no Meier, onde minha mãe me levou, pela Rua 24 de Maio, coberta de folhas de mangueira que o vento derrubava. Fiquei sozinho, desamparado, sem pai nem mãe no colégio desconhecido. No pátio do recreio, crianças corriam. Uma bola de borracha voou em minha direção e bateu em meu peito. Olhei e vi uma menina morena, de tranças, com olhos negros, bem perto, me pedindo a bola e, nesse segundo, eu me apaixonei. Lembro-me de que seu queixo tinha um pequeno machucado, como um arranhão com mercúrio-cromo, lembro-me que ela tinha um nariz arrebitado, insolente e que, num lampejo, eu senti um tremor desconhecido, logo interrompido pelo jogo, pela bola que eu devolvi, pelos gritos e correria do recreio. Ela deve ter me olhado no fundo dos olhos por uns três segundos mas, até hoje, eu me lembro exatamente de sua expressão afogueada e vi que ela sentira também algum sinal no corpo, alguma informação do seu destino sexual de fêmea, alguma manifestação da matéria, alguma mensagem do DNA. Recordando minha impressão de menino, tenho certeza de que nossos olhos viram a mesma coisa, um no outro. Senti que eu fazia parte de um magnetismo da natureza que me envolvia, que envolvia a menina, que alguma coisa vibrava entre nós e senti que eu tinha um destino ligado àquele tipo de ser, gente que usava trança, que ria com dentes brancos e lábios vermelhos, que era diferente de mim e entendi vagamente que, sem aquela diferença, eu não me completaria.

Ela voltou correndo para o jogo, vi suas pernas correndo e ela se virando com uma última olhada.
Misteriosamente, nunca mais a encontrei naquela escola. Lembro-me que me lembrei dela quando vi aquele filme Love Story, não pelo medíocre filme, mas pelo rosto de Ali McGraw, que era exatamente o rosto que vivia na minha memória. Recordo também, com estranheza, que meu sentimento infantil foi de "impossibilidade"; aquele rosto me pareceu maravilhoso e impossível de ser atingido inteiramente, foi um instante mágico ao mesmo tempo de descoberta e de perda. Escrevendo agora, percebo que aquela sensação de profundo "sentido" que tive aos 6 anos pode ter marcado minha maneira de ser e de amar pelos tempos que viriam. Senti a presença de algo belíssimo e inapreensível que, hoje, velho de guerra, arrisco dizer que talvez seja essa a marca do amor: ser impossível. [...]
(Disponível em: http://pensador.uol.com.br/cronica_do_amor_arnaldo_jabor/. Acesso em: 20/11/2015.)

Escreva uma crônica sobre o amor, relatando como foi para você a descoberta desse sentimento ou refletindo sobre as dificuldades e a beleza que envolvem a experiência amorosa.

Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso

sábado, 12 de junho de 2021

Proposta de produção de uma crônica sobre o tema "contestação e inconformismo da juventude"

raspberryjubileee.blogspot.com

Os poetas ultrarromânticos expressaram em sua produção um grande sentimento de mal-estar em relação à sociedade burguesa da época. Em contraposição ao mundo racional e materialista, eles valorizavam o mundo interior, os ambientes noturnos, o pessimismo, o satânico, a morte.

O espírito de contestação e inconformismo da juventude, entretanto, não é uma exclusividade do século XIX. Ele sempre existiu, conforme mostra o texto que segue. Leia-o.

O antigo Egito já reclamava deles

Os conflitos que marcam a adolescência sempre existiram - e sempre vão existir. A história da cultura e das artes mostra que traços como a impulsividade, a inquietação, a rebeldia e o sentimento de que se pode mudar o mundo são constantes nessa fase da vida - embora a resposta a eles tenha variado muito. De todas as características dos adolescentes, a rebeldia é, de longe, a que mais recebeu atenção. Cinco mil anos atrás, um egípcio exasperado mandou inscrever em sua tumba as seguintes palavras: "Os jovens já não respeitam os mais velhos. Eles se tornaram impertinentes e perderam toda a noção de comedimento". Na Grécia, onde o tema da educação ocupou os melhores cérebros, o filósofo Sócrates refletiu longamente sobre o desdém que os adolescentes mostravam pela autoridade. Essas reprimendas aos rebeldes ecoaram pelos séculos sem interrupção. As coisas começaram a mudar com os românticos, no século XIX, mas só no século XX se operou uma transformação de alcance universal. A rebeldia adolescente tornou-se algo a ser compreendido - e até exaltado. Formas de cultura popular como o cinema e o rock se alimentaram dessa ideia. Juventude Transviada, de 1955, é um marco nessa virada. A fita glamorizou o inconformismo e produziu um ícone: o ator James Dean. Na música pop, o terreno foi desbravado pelo roqueiro Elvis Presley, mas foi nos Rolling Stones que a rebeldia adolescente encontrou sua melhor personificação. Os integrantes da banda eram tudo o que os pais dos anos 60 odiavam. O último passo nesse caminho foi a mercantilização da rebeldia: hoje, ídolos como Eminem ou Britney Spears nem precisam ser rebeldes, basta que pareçam ser.

As imagens mais complexas da adolescência foram captadas na literatura. Romeu e Julieta, de Shakespeare, é um dos mais belos textos já escritos sobre o tema. No centro da história está um amor que arrebata o corpo e o espírito dos protagonistas, e ao qual eles se entregam de modo incondicional. Quando um padre tenta despertar a razão de Romeu, sua resposta é que ninguém tão velho poderia entender o estado em que ele se encontrava. Shakespeare reconhece a beleza desse enlevo, mas não deixa de zombar da intensidade de um personagem que hoje chamaríamos de "aborrescente".
(Disponível em: http://www.pailegal.net/forum/viewtopic.php?t=2576. Acesso em: 14/11/2015.)

Para você, o que é ser jovem no nosso tempo? O que o incomoda mais? O que você, como jovem, quer? O que não quer?

Escreva uma crônica sobre o adolescente ou o jovem de hoje, abordando um ou mais dos seguintes temas ou outro(s) que queira incluir:
- O jovem e o futuro
- O comportamento do jovem
- Os adultos e o jovem
- O que é a liberdade para o jovem

Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso

domingo, 12 de abril de 2015

Atividades sobre crônica (Saerjinho 2012)



Leia o texto abaixo.
Grande Edgar
Já deve ter acontecido com você.
– Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. [...]
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
– Não. [...]
O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. [...] Você deveria ter vergonha. [...] Outro caminho, menos honesto, mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
– Não me diga. Você é o... o...
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. [...]. Ou você pode dizer algo como:
– Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa “não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!”. [...]
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
– Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. [...] Você ainda arremata:
– Há quanto tempo! [...]
Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, [...].
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
– Cê tem visto alguém da velha turma?
– Só o Pontes.
– Velho Pontes! ([...] Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...) [...]
– Sabe que a Ritinha casou? [...]
– Com quem?
– Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. [...] Como que não conhece o Bituca?)
– Claro que conheci! Velho Bituca...
– Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
– E não avisou nada? [...]
– Desculpe, Edgar. É que...
– Não desculpo não. [...] (Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar.
Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima ideia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”.)
– Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
– Certo, Edgar. E desculpe, hein? [...]
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.

1. Esse texto é um fragmento de
A) crônica.
B) entrevista.
C) notícia.
D) resumo.
E) romance.
RESPOSTA

2. De acordo com esse texto, o narrador diz que conhece o interlocutor, porque
A) deseja saber notícias dos amigos.
B) está atrasado para um compromisso.
C) não quer magoá-lo.
D) não quer prolongar a conversa.
E) sente-se esquecido.
RESPOSTA
 
3. O trecho “Você deveria ter vergonha” (ℓ. 9) está relacionado ao fato de o interlocutor da conversa
A) chamar o narrador de Edgar.
B) dar detalhes sobre o casamento de Ritinha.
C) perguntar se o narrador lembrava-se dele.
D) envolver-se em um lance arriscado.
E) escolher o terceiro caminho.
RESPOSTA
 
4. No trecho “Você é o... o...” (ℓ. 11), o uso das reticências expressa
A) decepção.
B) dúvida.
C) ironia.
D) preocupação.
E) suspense.
RESPOSTA

5. Sobre o fato de o narrador afirmar ao interlocutor que lembrava-se dele, há uma opinião em:
A) “Um, curto, grosso e sincero”. (ℓ. 6)
B) “Outro caminho, menos honesto, mas igualmente razoável”. (ℓ. 10)
C) “É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso”. (ℓ. 25)
D) “não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!”. (ℓ. 14-15)
E) “Você não quer magoá-lo, é isso!”. (ℓ. 19)

Atividade sobre crônica - relato de viagem (Carta de Pero Vaz de Caminha)



Leia abaixo um trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha e responsa às questões que seguem:

Senhor,
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa.
Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos – terra que nos parecia muito extensa.
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d’agora assim os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!
Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. [...]
E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo.
E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro – o que d’Ela receberei em muita mercê.
Beijo as mãos de Vossa Alteza.
Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio
de 1500.

1. Qual é o objetivo comunicativo desse texto?
A) Contar uma história.
B) Dar uma informação.
C) Fazer um relato.
D) Divulgar um lugar.
E) Ensinar um procedimento.
RESPOSTA

2. Em relação à descrição do lugar, o narrador desse texto demonstra um sentimento de
A) contemplação.
B) desprezo.
C) esperança.
D) ironia.
E) preocupação.
RESPOSTA

3. Nesse texto, qual é a função da linguagem predominante?
A) Apelativa, porque o narrador tenta influenciar o receptor.
B) Emotiva, porque o narrador está em destaque.
C) Fática, porque chamar a atenção do leitor.
D) Metalinguística, porque o está centrado na própria linguagem.
E) Referencial, porque o narrador tem como foco o assunto do texto.
RESPOSTA
 
4. O trecho desse texto que revela uma opinião do narrador em relação à Ilha de Vera Cruz é:
A) “porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos”. (ℓ. 8)
B) “Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo”. (ℓ. 13-14)
C) “E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi.”. (ℓ. 19)
D) “Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo.”. (ℓ. 20-21)
E) “tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for”. (ℓ. 22-23)
RESPOSTA
 
5. A palavra em destaque no trecho “Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar” (ℓ. 15) exprime uma
circunstância de
A) alternância.
B) comparação.
C) oposição.
D) explicação.
E) conclusão..
RESPOSTA
 
6. No trecho “E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe.” (ℓ. 19-20), a palavra em destaque refere-se
A) terra.
B) costa.
C) Vossa Alteza.
D) navegação.
E) Ilha de São Tomé.

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domingo, 9 de março de 2014

Atividade sobre o gênero textual “Crônica” (Saerjinho, 9º ano)




Questões do Saerjinho de Língua Portuguesa a partir de uma "crônica"

Leia o texto abaixo:

Sinais do tempo

Tudo estava pronto para a grande festa anual dos sinais gráficos. A comissão organizadora, formada pelo cifrão ($), pelo e comercial (&) e pelos dois parênteses (( )) tinha decidido que os pontos finais não seriam convidados e, se viessem, não entrariam. “São muito chatos, a todo momento entram na conversa dos outros paralisando as frases, que ficam cortadas, sem sentido”, justificou o cifrão.
Durante a festa, os sinais formavam rodinhas de bate-papo. Alguns alegres, outros tristes. A arroba (@), por exemplo, era de longe a mais feliz entre os convivas. Com a internet, estava sendo utilizada em todo o mundo. “Eu que cheguei a pensar que não mais seria usada para alguma coisa, além do preço do boi na bolsa, eis que a internet me rejuvenesceu”.
O trema (¨), coitado, era só tristeza. Usando sua linguagem erudita, lamentava para a crase. “Estou fenecendo a cada dia solerte amiga. Poucos me utilizam. Os jornais, então, quase todos aboliram-me. E o pior. Às vezes usam-me em cima de outras letras que não o U, em palavras de línguas estrangeiras, principalmente as bárbaras europeias, que não provêm do nosso saudoso latim”. A crase, que também tinha seus problemas, respondeu: “E eu, que quase ninguém sabe usar corretamente”.
A vírgula, trajando vestido roxo e longo, realçando suas formas curvilíneas, comentava com o dois pontos. “Caro colega, é impressionante como tem gente que me usa em excesso, me colocam até entre o sujeito e o verbo. Imagine você, fiquei sabendo de um leitor que ficou asmático depois de ler o livro de um escritor que me usava em profusão”.
A festa continuava. A orquestra tirava de letra as músicas, os convidados dançavam e bebiam. O ponto de exclamação (!), um dos mais esbeltos e elegantes, com seu smoking preto, perguntou à cedilha. “Parabéns por ter vindo desacompanhada do C”. Ela respondeu: “Você continua o mesmo galante de sempre e esta festa é o único lugar em que eu tenho sentido sozinha”.
De repente, na portaria do salão, veio o barulho de um entrevero entre um convidado e o ponto de interrogação (?), responsável pela segurança. “Ponto final não foi convidado, não pode entrar.”, bradou o interrogação, curvando-se ao baixinho bravo. “Meu amigo, procure entender, eu não sou ponto final. Sou asterisco (*). É que tive a horrível ideia de passar gel nos cabelos”.
NUNES, Otávio. Disponível em: <http://migre.me/dj8xs>. Acesso em: 14 mar. 2011.

# Exercícios:
1. Por suas características, esse texto é um exemplo de
A) crônica literária.
B) fábula.
C) lenda.
D) resenha crítica.
E) romance.

2. De acordo com esse texto, o asterisco foi impedido de entrar no salão porque
A) era baixinho.
B) era chato.
C) estava parecido com o ponto final.
D) estava triste.
E) veio desacompanhado do C.

3. Nesse texto há uma opinião em:
A) “Tudo estava pronto para a grande festa anual dos sinais gráficos.”. (ℓ. 1)
B) “‘São muito chatos, a todo momento entram na conversa dos outros...’”. (ℓ. 3-4)
C) “‘Estou fenecendo a cada dia solerte amiga. Poucos me utilizam.’”. (ℓ. 11)
D) “‘Às vezes usam-me em cima de outras letras que não o U,...’”. (ℓ. 12-13)
E) “‘Meu amigo, procure entender, eu não sou ponto final.’”. (ℓ. 27-28)

4. De acordo com esse texto, o sinal gráfico que usava uma linguagem erudita era
A) a arroba.
B) a crase.
C) a vírgula.
D) o asterisco.
E) o trema.

5. Nesse texto, as aspas foram usadas para
A) destacar o uso de expressões de tom irônico.
B) introduzir uma informação complementar.
C) isolar uma frase do texto.
D) marcar a fala das personagens.
E) ressaltar uma crítica.

6. No trecho “O ponto de exclamação (!), um dos mais esbeltos e elegantes, com seu smoking preto, perguntou à cedilha.” (ℓ. 21-22), o recurso estilístico que se destaca é
A) a comparação entre as personagens.
B) a personificação de seres inanimados.
C) a presença de ironia.
D) o exagero na descrição das personagens.
E) o uso de repetições.

7. No trecho “'Você continua o mesmo galante de sempre...'” (ℓ. 23), o termo destacado faz referência ao
A) asterisco.
B) cifrão.
C) ponto de exclamação.
D) ponto de interrogação.
E) trema.

8 No trecho “A arroba (@), por exemplo, era de longe a mais feliz entre os convivas.” (ℓ. 7), a expressão destacada foi usada para
A) destacar uma ação concluída.
B) enfatizar uma característica.
C) indicar distância.
D) marcar ironia.
E) sugerir indiferença.

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domingo, 1 de abril de 2012

Aula sobre o gênero textual "Crônica"



“Profissões só pra homem”, por Jaguar

Rio - Não faz muito tempo comentei numa crônica, numa entrevista ou numa mesa de bar (hipótese mais provável) que só restavam duas profissões exclusivas para homem: estivador e cartunista. Todas as outras já estavam ocupadas, com mais zelo e competência, pelas mulheres. Exemplo mais expressivo: as presidentas do Brasil e da Alemanha. E quem me garante que a suprema autoridade da China não é uma mulher travestida de homem? Já o Obama, desconfio que não passa de um pau mandado da Michelle, aquele mulherão. Mas voltando a estivador e cartunista. Outro dia comprei uma revista com fotos de mulheres mais musculosas que qualquer halterofilista. A única profissão que sobrava para o (ex) sexo forte era a de cartunista. Um cartum do Siné é um soco na cara gráfico.

E não me falem da Maitena, sucesso na Argentina e adjacências. Comparada a esses monstros, é uma sangria ao lado de um vinho rascante. Até que Laerte, 59, passou a partir de 2009 a usar roupas femininas e comunicou aos amigos e clientes que atende pelo nome de Sônia ou coisa parecida. E isso com o apoio dos filhos e da namorada. Minha tese foi para as cucuias; a senhora em questão produz cartuns geniais. Para mim foi a coisa mais original deste século e até do anterior. Não se trata de um travesti “normal”. Fui o primeiro, com a turma do Pasquim, a entrevistar a Rogéria e saiu na capa do jornal como Mona Lisa. Sônia não tem nada a ver com Rogéria ou Aloma, mais bonitas que a maioria das mulheres.

Ela poderia ser uma das senhoras que encontro do elevador do prédio, carregando sacolas do supermercado. E isso não veio de repente. Lembro que há anos, num festival de humor aqui no Rio, depois de muitas rodadas de “chopes e pastel”, alguém sugeriu que cada um contasse sua mais esquisita experiência. Por sorteio, o primeiro a falar foi o Laerte. “Um amigo de infância foi me visitar. Bebemos um bocado”. “E aí?”, perguntei. “Dormi com ele”. “Não sou homem nem mulher”, declarou numa entrevista. Concordo. Sônia (ou Laerte) é algo fora do comum.
Fonte: JAGUAR. Jornal O dia. In: http://odia.ig.com.br/portal/opiniao/jaguar-profiss%C3%B5es-s%C3%B3-pra-homem-1.420558. Veiculado em 16 de março de 2012. 

Atividade de Leitura
1. Na sua opinião, a crônica “Profissões só para homem”, de Jaguar, possui características estruturais e temáticas que se aproximam mais de uma crônica literária ou de uma crônica jornalística? Explique sua resposta.    

Atividade de Língua
2. Procure captar o sentido de cada uma das expressões destacadas abaixo, empregadas no sentido conotativo, e reescreva-as passando para o sentido denotativo.
Habilidade trabalhada: Identificar o sentido denotativo e conotativo da linguagem.
a) “Obama... é um pau mandado de Michelle”.
b) “Michelle, aquele mulherão”.
c) “Um cartum de Sine é um soco na cara gráfico”.
d) “Minha tese foi para as cucuias”.

Atividade de Língua
3. Quando escrevemos um texto, podemos direcionar o nosso dicurso para qualquer um dos elementos da comunicação para a transmissão de uma mensagem. Dependendo do elemento focalizado, percebemos o predomínio de uma função da linguagem diferente.
Com base nessas informações, observe o verso seguinte:
 “Já o Obama, desconfio que não passa de um pau mandado da Michelle, aquele mulherão”.
E responda:
a) Qual função da linguagem predomina nesta frase?
b) Quais são as características dessa função?

Atividade de Produção textual
4. A crônica é um gênero textual desenvolvido, geralmente, a partir de acontecimentos da atualidade, contudo, sempre permeado pelo ponto de vista de seu autor. Este gênero possui uma classificação própria de acordo com o assunto ou com a sua estrutura. 
A partir desse conceito e das características principais desse gênero textual, escreva uma crônica aproveitando um fato ocorrido recentemente no seu colégio ou no noticiário recente.
Habilidade trabalhada: Produzir uma crônica a partir de notícia de jornal, editando-a, sob a orientação do professor, para publicação em jornal mural ou blog informativo produzido pela turma.

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