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terça-feira, 7 de julho de 2020

Aula sobre Tipos de Discurso (direto, indireto e indireto livre)




Assunto: Tipos de discurso

1. Discurso direto - o narrador cita a própria fala dos personagens.
Exemplo:
"Julieta suspirou e disse:  _Ó, Romeu! Você por aqui?"

2. Discurso indireto - o narrador interfere na fala do personagem preferindo suas palavras.
"Julieta suspirou e chamou por Romeu receosa pela presença dele".

3. Discurso indireto livre - as falas do narrador e do personagem se misturam e podem ser confundidas.
"Uma presença foi percebida. Romeu, você por aqui? Os dois entreolharam surpresos..."

Questões:
1. Reconheça o tipo de discurso do fragmento:
Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:
— Alô, quem fala?
— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia.

a) discurso direto
b) discurso indireto
c) discurso indireto livre
RESPOSTA

2. Qual o tipo de discurso do trecho?
Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou quem estava falando. Do outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e perguntou com tom de simpatia com quem a pessoa queria falar.

a) discurso direto
b) discurso indireto
c) discurso indireto livre
RESPOSTA

3. Qual o tipo de discurso do trecho?
Amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia assistindo televisão! 

a) discurso direto
b) discurso indireto
c) discurso indireto livre

4. Passe para o discurso direto o seguinte fragmento:
"Disse que precisava sair por alguns instantes."

a) _Preciso sair por alguns instantes.
b) _Ele precisa sair por alguns instantes.

5. Passe para o discurso indireto o seguinte fragmento:
"_Sou a pessoa com quem falou há pouco."

a) Eu disse que era a pessoa com quem tinha falado há pouco.
b) Ele disse que era a pessoa com quem tinha falado há pouco.

sábado, 27 de abril de 2013

Atividade sobre tipos de narrador (personagem, observador e onisciente)



Leia os trechos a seguir, observando as características dos três tipos de narrador (personagem, observador e onisciente).

Texto 1
Abriu a janela no exato momento em que a garrafa com a mensagem passava, levada pelo vento. Pegou-a pelo gargalo e, sem tirar a rolha, examinou-a cuidadosamente. Não tinha endereço, não tinha remetente.
Certamente, pensou, não era para ele. Fonte: Colasanti (1986).

Texto 2
Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos de dourado e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os vermelhos e os dourados do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, [...] então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma correspondência, a vizinha de cima à procura da gata persa que costumava fugir pela escada, ou mesmo alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar. Fonte: Abreu (2005).

Atividades:
1. Após a leitura dos trechos citados, responda ao que se pede.

Texto 1
a. Você acha que a personagem devolveu a garrafa ao vento?
b. Invente uma continuação para a narrativa.

Texto 2
a. Imagine o que Ana teria escrito no bilhete.
b. O personagem permaneceu estático na sala, com o bilhete de Ana em suas mãos. O que você acha que aconteceu depois?
c. Procure manter o tom do texto e finalize a história.

2. Imagine o seguinte enredo:
 
Dois jovens, viciados em computador, conhecem-se numa sala de bate-papo da internet. Durante meses, eles conversam, trocam ideias, compartilham problemas e sentimentos.
Um dia, a garota recebe a seguinte mensagem:
Heloísa,
As coisas estão se tornando difíceis para mim. Não vou escrever de novo para você. Nosso relacionamento está ficando intenso demais, real demais, e acho que você não existe. Eu inventei você, nossas conversas, seu endereço. Eu me sentia só, queria ardentemente uma amiga, mas perdi o controle. Acho que estou apaixonado por você. Antes que essa loucura acabe comigo, adeus.
Abelardo
Prontamente, a garota responde:
Abelardo, tolinho
Você não pode me transformar num fantasma porque está com medo. Um poeta não dispensa sua musa por capricho. Se você não vier me encontrar, eu irei até você.
Heloísa
Fonte: Cereja e Magalhães (2000, p. 50).

Com base no enredo das personagens acima e considerando as características do gênero narrativo, crie um texto narrativo tematizando o encontro ou o desencontro entre as personagens. Construa o tempo e o espaço em que os fatos ocorrem. Não se esqueça de construir o tempo e o lugar em que os fatos ocorrem. Se quiser, introduza novas personagens. O narrador pode ser observador ou personagem. Se adotar o narrador-personagem, escolha o ponto de vista: narre sua história sob a ótica de Abelardo ou sob a de Heloísa.
Fonte:  http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/ce/aula_03.html Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...