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domingo, 3 de janeiro de 2021

Atividade sobre conjunção a partir de uma fábula de Esopo


Leia esta fábula de Esopo:

O Leão e as outras feras

Certo dia o leão saiu para caçar junto com três outras feras, e os quatro pegaram um veado. Com a permissão dos outros, o leão se encarregou de repartir a presa e dividiu o veado em quatro partes iguais. Porém, quando os outros foram pegar seus pedaços, o leão falou:

    – Calma, meus amigos. Este primeiro pedaço é meu, porque é o meu pedaço. O segundo também é meu, porque sou o rei dos animais. O terceiro vocês vão me dar de presente para homenagear minha coragem e o sujeito maravilhoso que eu sou. E o quarto… Bom, se alguém aí quiser disputar esse pedaço comigo na luta, pode vir que eu estou pronto. Logo, logo a gente fica sabendo quem é o vencedor.

Moral: Nunca forme uma sociedade sem primeiro saber como será a divisão dos lucros.

1. Leia os pares de orações abaixo: 
I. o leão se encarregou de repartir a presa
   dividiu o veado em quatro partes iguais.

II. os outros foram pegar seus pedaços,
    o leão falou:

III. O segundo também é meu, 
      sou o rei dos animais.

Do modo como as orações estão organizadas, não há palavras relacionando-as. Volte ao texto e identifique a palavra que liga as orações de cada um dos pares.

2. Na ligação entre as orações, essas palavras estabeleceram um sentido novo. Em qual par de orações, no texto, a palavra que liga uma oração à outra:
a) estabelece uma relação de adição?
b) introduz a explicação para o que se afirmou na 1ª oração?
c) inicia uma oração que indica circunstância de tempo?

3. Indique o valo semântico expresso por cada conjunção destacada nas frases abaixo:
a) "Porém, quando os outros foram pegar seus pedaços..."
b) "... porque é o meu pedaço"
c) "e o sujeito maravilhoso que eu sou"


Fonte: Português: Linguagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Atividade com a fábula "O Leão e o Rato"


Observe o texto abaixo:

O Leão e o Rato

Certo dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O Leão acordou, pôs-lhe a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para engoli-lo.
– Perdoa-me! – gritou o ratinho. – Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um dia não precisarás de mim?
O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.
Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei, amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.
Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam.
E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.

LA FOUNTAINE, Jean de. Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/frase/ODEwNDAw/>. Acesso em: 04 set. 2013.

# Exercícios:
1) O Leão se enfurece com o ratinho porque foi acordado de sua sesta. Qual foi a reação do Leão?

2) Em determinado momento do texto, o Leão se diverte com a ideia que o rato lhe apresenta para tentar não ser devorado. Com base nisso, responda:
a) Qual é a ideia apresentada pelo rato?

b) Por que o Leão a considerou divertida?

3) Qual é a moral dessa história?

# RESPOSTAS (GABARITO)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Atividade com a fábula "A cigarra e a formiga"

Atividade para aula de língua portuguesa com exercícios a partir da fábula "A cigarra e a formiga".

Leia as fábulas abaixo:

A cigarra e a formiga

Tendo a cigarra, em cantigas,
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
– Amiga – diz a cigarra
– Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?
– À pedinte, ela pergunta.
Responde a outra: – Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga
– Cantavas? Pois dança agora!

Veja outra versão:

Sem barra - José Paulo Paes

Enquanto a formiga
Carrega a comida
Para o formigueiro,
A cigarra canta,
Canta o dia inteiro.

A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.

Mas sem a cantiga 
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga! 

# Questões:  
1) O autor reescreveu a fábula a seu modo, criando um novo jeito de contar. Que tipo de texto ele produziu? Que características observadas no texto, justificam sua resposta.

2) Ele alterou somente a forma ou o conteúdo da fábula também?

3) O que você percebeu sobre a posição do poeta? Ele concorda com a fábula “A cigarra e a formiga”? Explique.

4) No poema de José Paulo Paes, o canto da cigarra completa o trabalho da formiga; nas versões tradicionais lidas antes, o canto da cigarra é oposto ao trabalho da formiga. Assinale a resposta correta:
a. A partir da comparação, podemos concluir que na versão do poeta:
(  ) O trabalho do artista é menos importante que os demais trabalhos;
(  ) O trabalho do artista é tão importante quanto qualquer outro trabalho.

b. Nas versões tradicionais:
(  ) O trabalho do artista também é importante;
(  ) Só o trabalho que produz bens materiais é importante.

Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/ Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 11 de novembro de 2012

Aula: Gênero textual "Fábula"



O Leão e o Javali

Num dia muito quente, um leão e um javali chegaram juntos a um poço. Estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia primeiro. Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando o leão olhou para cima e viu vários urubus voando.
 - Olhe lá! – disse o leão. – Aqueles urubus estão com fome e espera para ver qual de nós dois será derrotado...
- Então é melhor fazermos as pazes – respondeu o javali. – Prefiro ser seu amigo a ser comida de urubus.
Moral: Diante de um perigo maior, é melhor esquecermos as pequenas rivalidades.
(Esopo. Fábulas de Esopo.)

Responda:
1) O que aconteceu ao leão e ao javali num dia muito quente?
2) Por que os dois começaram a discutir?
3) O que o leão viu ao olhar para cima?
4) O que o leão achou que os urubus iam fazer?
5) O que eles resolveram fazer?
6) Qual a moral da história?
7) Você já passou por uma situação semelhante?

A fábula que você leu é de Esopo, um escravo grego que viveu há muitos e muitos anos.
Fábula é uma narração fantástica, cujas personagens geralmente são animais.
Nas fábulas os animais pensam, falam e agem como seres humanos. Toda fábula encerra com uma lição de moral.
Encaminhamentos para a aula:
1º O professor lê o texto para os alunos;
2º Após a leitura o professor propõe que alguns leiam também em voz alta;
3º Na seqüência discute-se o que foi compreendido a partir da leitura
4º Os alunos respondem as questões.

Referência Bibliográfica
NEVES, Débora Pádua Mello. Caligrafia e ortografia. Coleção Eu Gosto. 1ºEd. São Paulo: IBEP, 2006. p.72-73.
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Aula sobre o gênero Fábulas


O que é Fábula?

A fábula é um gênero textual que, geralmente, apresentam uma cena, vivida por animais, plantas ou objetos que falam e agem como se fossem gente. Elas são contadas ou escritas para dar um conselho, para alertar sobre algo que pode acontecer na vida real, para transmitir algum ensinamento, para fazer alguma crítica, uma ironia etc.

Leia a fábula abaixo, de La Fontaine:

O lobo e o cordeiro

A razão do mais forte vai sempre vencer
é o que diante vocês hão de ver.
Num límpido regato um dia
um cordeiro, sereno, bebia.
Eis que surge um lobo faminto:
– Como ousas sujar minha água?
diz o lobo com fingida mágoa:
– Logo vais receber o castigo
por assim desafiar o perigo.
– Senhor – o cordeiro responde -,
não te zangues: não vês que me encontro
vinte passos abaixo de ti
e, portanto, seria impossível
macular tua água daqui?
– Tu a sujas – diz o bicho feroz -,
além disso estou informado
que falaste de mim ano passado.
– Como poderia te ter ofendido
se não era nascido então,
e o leite materno inda bebo?
– Ora, ora, se não foste tu,
com certeza foi teu irmão.
– Não o tenho.
– Então foi algum dos teus:
pois que nunca me deixam em paz,
tu, teus pastores e cães;
necessária a vingança se faz.
E no fundo da floresta
com toda tranquilidade
o lobo devora o cordeirosem outra formalidade.


# Atividade de produção textual:

Agora você vai escrever uma fábula. Pense em alguma situação que envolve personagens animais. No final dessa história deve ser possível apreender algum ensinamento moral.

Atenção: Você não fará uma adaptação de alguma fábula já conhecida. Portanto, o seu texto deverá ser inédito. Você poderá utilizar algum provérbio ou ditado popular como a moral de sua história. Eis algumas sugestões:

“De grão em grão a galinha enche o papo.”
“Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.”
“Quem ama o feio, bonito lhe parece.”
“Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.”
etc.

# Atividade com intertextualidade



Observe a propaganda a seguir. Não se trata de um texto narrativo, porém faz referência à fábula que você acabou de ler. As fábulas, por serem textos tão conhecidos, muitas vezes, são utilizadas de forma intertextual. Intertextualidade é a relação que se estabelece entre dois textos, quando um deles faz referência a elementos existentes no outro. Esses elementos podem dizer respeito ao conteúdo, à forma, ou mesmo à forma e ao conteúdo. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Atividade de Interpretação da fábula "O Leão e o Rato", M. Fernandes



O leão e o rato (Millor Fernandes)

Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com um espinho no pé (ou por desprezo, mas dá no mesmo) e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão envolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão (por gratidão ou mineirice, já que tinha que continuar a viver na mesma floresta); os dois, rato e Leão passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes das florestas (e das fábulas). E, como os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades, e como a poluição já devastou até mesmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante muitos dias.
Com licença da expressão, estavam com uma fome animal. Disse o Leão:
- Nem um boi. Nem ao menos uma paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como “hors-d’oeuvres” para a minha fome.
Caiu estatelado no chão, irado ao mais fundo de sua alma. E, do chão, onde estava, lançou um olhar ao rato que fez este estremecer até a medula. A amizade resistiria à fome?- pensou ele. E, sem ousar responder à própria pergunta, esgueirou-se pé ante pé e sumiu da frente do amigo (?) faminto. Sumiu durante muito tempo. Quando voltou, o leão passeava em círculos, deitando fogo pelas narinas com ódio da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme pedaço de queijo Gorgonzola que ninguém jamais poderá explicar onde conseguiu (fábulas!). O Leão, ao ver o queijo, muito embora não fosse, de usual, um animal queijífero, lambeu os beiços e exclamou:
- Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Você é uma das sete maravilhas! Comamos, comamos!Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E, como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a você a tarefa ingrata de controlar o queijo com seus próprios e famélicos instintos.
Vamos, divida você, meu irmão! A parte do rato para o rato; para o Leão a parte do Leão. A expressão ainda não existia naquela época, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não mais apagariam. E dividiu o queijo como o Leão queria: uma parte do rato, outra parte do Leão. Isto é: deu o queijo todo ao Leão e ficou apenas com os buracos. O Leão segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um pedaço enorme, não sem antes elogiar o rato pelo seu alto critério:
- Muito bem, meu amigo. Isso é que se chama partilha. Isso é que se chama justiça.
Quando eu voltar ao poder entregarei sempre a você a partilha dos bens que me couberem no litígio com os súditos. Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo! Não vai se arrepender! E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Leão pensar que lambia os buracos do queijo. E, enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam os seus fracos pulmões:
- Longa vida ao Rei Leão! Longa vida ao Rei Leão!
MORAL: Os ratos são iguaizinhos aos homens.


VOCABULÁRIO:
1) Encontre, no texto, palavras que signifiquem:
a) arrasou: ______________________ d) mordeu:
b) estendido: _____________________ e) com fome:
c) desviou-se:______________________ f) lábios:

2) Substitua os termos sublinhados por sinônimos
a) Isso é que se chama partilha.

b) Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo.

c) E, como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência [...]

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
A) De quem é a fala que está entre parênteses nas linhas 1/2, 3, 4 e 5?

B) Por que, segundo o narrador, “os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades”? Essa característica foge das fábulas tradicionais? Por quê? Qual a consequência disso para os animais?

C) O que fez o rato sentir-se ameaçado pelo leão?

D) Como o leão se descreve no 4º parágrafo? Você concorda com o perfil que ele traça dele mesmo? Por quê?

E) Qual foi o “alto critério” adotado pelo rato? Quem o denominou assim?

F) Observe que na moral da fábula, Millôr diz: “Os ratos são iguaizinhos aos homens”, ainda que, na fábula não tenha nenhuma presença humana.

ATIVIDADES GRAMATICAIS
1) Sublinhe os verbos nas frases abaixo e indique a qual conjugação pertencem.
a) [...] os dois, rato e Leão passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes das floresta (e das fábulas).

b) Caiu estatelado no chão.

c) A amizade resistiria a fome? – pensou ele.

d) Sumiu durante muito tempo.

e) Você é uma das sete maravilhas.

f) O rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não apagariam.
g) E dividiu o queijo como o leão queria.

2) Complete com a pessoa gramatical adequada:
a) _______desistiu d) ______são f) ______voltei h) ______é
b) _______passaram e) ______caiu g) ______lambia i) ______dividiste
c) _______pensamos

3) Encontre no texto:
a) 2 verbos no presente:

b) 3 verbos no pretérito:

c) 3 verbos no futuro:

4) Complete as frases:
a) Verbos no ___________________ indicam algo que ainda não aconteceu.
b) Verbos no ___________________ indicam algo que acontece.
c) Verbos no ___________________ indicam algo que já aconteceu.

POSTADO POR FABI BEHLING, In: http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...