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domingo, 30 de maio de 2021

Atividade sobre Modernismo a partir de dois sonetos de Vinícius de Morais



Você vai ler, a seguir, um soneto de Vinícius de Morais e a letra de uma canção, com música de Tom Jobim e letra de Vinícius de Morais. Na Internet, é possível assistir a parte de um show na qual os dois juntos apresentam a canção e Vinícius declama o poema. Procure ver.

Soneto de fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Eu sei que vou te amar

Eu sei que vou te amar
Por toda minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda minha vida

1. O poema de Vinícius de Morais apresenta recursos formais - como inversões e outras figuras de linguagem - que o associam à tradição da poesia clássica.
a. Qual é o tipo de composição utilizado?

b. A fim de constatar o uso de inversões no poema, ponha os versos da 1ª estrofe na ordem direta.

c. Qual é o efeito de sentido decorrente do emprego do polissíndeto em "Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto"?

d. Identifique no poema exemplos de antítese, pleonasmo e metáfora.

2. O poema tem como título "Soneto de fidelidade". De acordo com o ponto de vista do eu lírico:
a. A fidelidade exige renúncia? Justifique sua resposta com elementos do texto.

b. De acordo com a 2ª estrofe, de que outra forma se mostra a fidelidade?

3. O eu lírico imagina a possibilidade de futuramente ocorrerem duas situações adversas: a morte e a solidão.
a. Para ele, o que é a morte?

b. E a solidão?

4. Depois de passar por essas experiências, o eu lírico poderia, então, chegar a uma conclusão a respeito do amor, resumida nos dois últimos versos do poema:

"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure".

a. Que figura de linguagem se verifica na expressão infinito enquanto dure? Justifique sua resposta.

b. Interprete esses versos e explique que conceito de amor tem o eu lírico, levando em conta o sentido dessa figura de linguagem reconhecida no item a.

5. O soneto e a letra da canção são de Vinícius de Morais. Compare os dois textos.
a. Que semelhanças e diferenças eles apresentam quanto à percepção do eu lírico sobre o amor?

b. Que diferenças eles apresentam em relação à forma e à linguagem?

c. Essas diferenças são compatíveis com o gênero e com o propósito comunicativo de cada texto? Justifique sua resposta.


Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso

domingo, 17 de janeiro de 2021

Atividade sobre "versificação" a partir de um poema de Vinícius de Moraes


Leia este poema de Vinícius de Moraes e observe nele o emprego de recursos próprios da versificação:

SONETO DO AMOR COMO UM RIO

Este infinito amor de um ano faz 
Que é maior do que o tempo e do que tudo 
Este amor que é real, e que, contudo 
Eu já não cria que existisse mais. 

Este amor que surgiu insuspeitado 
E que dentro do drama fez-se em paz 
Este amor que é o túmulo onde jaz 
Meu corpo para sempre sepultado. 

Este amor meu é como um rio; um rio 
Noturno interminável e tardio 
A deslizar macio pelo ermo 

E que em seu curso sideral me leva 
Iluminado de paixão na treva 
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.

1. "Estrofe" é um agrupamento de versos. Quando um poema tem mais de uma estrofe, elas se separam visualmente por um espaço em branco. Quantas estrofes tem esse poema?

2. Cada estrofe apresenta um grupo de "versos", ou seja, de linhas poéticas. Quantos versos há em cada estrofe desse poema?

3. Ao ler o poema, você provavelmente fez uma pausa no final de cada linha ou verso. Essa pausa se acentua pela "semelhança sonora" que há entre finais de versos, como "faz" e "mais" e "tudo" e "contudo". Que outros pares de palavras de final de versos apresentam semelhança sonora? 


Fonte: Português: Linguagens

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Aula sobre interpretação da poesia "A Casa", de Vinicius de Moraes


A Casa (Vinicius de Moraes)

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos, número zero.

Atividades:
1. A que “casa” se refere o poema de Vinícius de Moraes? Crie hipóteses.

2. Marque a alternativa abaixo que corresponde ao significado da palavra “esmero”:
a) carinho; b) esnobe; c) desleixo

3. Afinal, por que a “casa” do poema era feita com muito “esmero”?

4. Quem seriam os “bobos” da rua do poema “A Casa”? Crie hipóteses.

5. Considerando o formato do número “zero”, por que a tal “Casa” tem esse número? Crie hipóteses. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

# RESPOSTAS (GABARITO)

domingo, 11 de agosto de 2013

Interpretação de texto a partir da poesia de Paulo Leminski


Leia o texto:

O assassino era o escriba
                      Paulo Leminski

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

1.  Paulo Leminsky, de forma bem humorada, cria-nos o perfil do professor de análise sintática. A visão que ele nos passa desse professor é de alguém bem resolvido na vida? Justifique sua resposta com passagens do texto.

2. Segundo o texto, por que o professor foi infeliz?

3. Em ela era bitransitiva, podemos ler esse bitransitiva como o quê?

4. Por que ele não conseguiu ir aos EUA?

5. Levante hipóteses sobre o artigo indefinido encontrado na bagagem dele e o objeto direto que o matou.

6. Hora da revisão. Com o auxílio de uma gramática, procure estudar e definir todos os termos da sintaxe e da morfologia mencionados no texto.Destaquei-os para você.

7. Hora da pesquisa: escreva a biografia de Paulo Leminski.

Fonte: http://eliterfagia.blogspot.com.br/
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aula sobre interpretação da poesia "A Casa"


A Casa (Vinicius de Moraes)

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos, número zero.

Atividades:
1. A que “casa” se refere o poema de Vinícius de Moraes? Crie hipóteses.

2. Marque a alternativa abaixo que corresponde ao significado da palavra “esmero”:
a) carinho; b) esnobe; c) desleixo

3. Afinal, por que a “casa” do poema era feita com muito “esmero”?

4. Quem seriam os “bobos” da rua do poema “A Casa”? Crie hipóteses.

5. Considerando o formato do número “zero”, por que a tal “Casa” tem esse número? Crie hipóteses. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...