domingo, 14 de agosto de 2022
Atividade de interpretação a partir de texto do site "Ecoa" sobre "efeito estuda" e "aquecimento global"
terça-feira, 26 de julho de 2022
Atividade a partir de um texto dissertativo; Questão do ENEM 2021
Reaprender a ler notícias
segunda-feira, 10 de maio de 2021
Atividade com o conto "O nariz", de Luiz Fernando Veríssimo
O nariz
Era um dentista respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes, mas de uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sobrancelhas e bigodes. Sentou-se à mesa de almoço – sempre almoçava em casa – com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
- O que é isso? – perguntou a mulher, sorrindo menos.
- Isto o quê?
- Esse nariz.
- Ah, vi numa vitrina, entrei e comprei.
- Logo você, papai...
Depois do almoço ele foi recostar-se no sofá da sala como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
- Tire esse negócio.
- Por quê?
- Brincadeira tem hora.
- Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta. A mulher interpelou:
- Aonde é que você vai?
- Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
- Mas com esse nariz?
- Eu não compreendo você – disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. – Se fosse uma gravata nova, você não diria nada. Só porque é um nariz...
- Pense nos vizinhos, pense nos clientes.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risada, fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
- Ele enlouqueceu?
- Não sei – respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos. – Nunca vi ele assim.
Naquela noite, ele tomou seu banho, como fazia sempre antes de dormir. Depois vestiu o pijama e o nariz postiço e foi deitar.
- Você vai usar este nariz na cama? – perguntou a mulher.
- Vou. Aliás, não vou mais tirar esse nariz.
- Mas, por quê?
- Por que não?
Dormiu logo. A mulher passou a metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.
- Papai...
- Sim, minha filha.
- Podemos conversar?
- Claro.
- É sobre esse seu nariz...
- O meu nariz, outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
- Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra, um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
- O nariz é meu e vou continuar a usar.
- Mas por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
- Não tem porque não quer...
- Como é que ela vai sair na rua com um homem de nariz postiço?
- Mas não sou “um homem”. Sou eu. O marido dela. O seu pai. Continuo o mesmo homem. Um nariz de borracha não faz nenhuma diferença.
- Se não faz nenhuma diferença, então por que usar?
- Mas, mas...
- Minha filha...
- Chega! Não quero mais conversar. Você não é mais meu pai.
A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista pediu demissão, pois não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço. Evitava aproximar-se dele. Seu pedido de demissão foi mandado pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
- Você vai concordar – disse o psiquiatra depois de concluir que não havia nada de errado com ele – que seu comportamento é um pouco estranho...
- Estranho é o comportamento dos outros! – disse ele. – Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento do meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar. Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, dom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como antes. Mas as pessoas me repudiam todo o resto por casa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz?
- É... – disse o psiquiatra. – talvez você tenha razão...
O que é que você acha, leitor? Ele tem razão? Seja como for, não se entregou. Continua a usar nariz postiço. Porque agora não á mais uma questão de nariz. Agora é uma questão de princípios.
# Exercícios:
1) O texto tem características que fazem parte de qual gênero narrativo?
2) O texto discute vários aspectos da vida social moderna; contudo, um deles se destaca. Das palavras seguintes, qual traduz o assunto central do texto?
a) a moda
b) o comportamento
c) o casamento
d) beleza
Por quê?
3) A partir de que momento o comportamento bem-humorado da mãe e da filha começa a se modificar?
4) “Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita”. Esse fragmento demonstra os sentimentos e desejos do dentista como pessoa ou o papel social exercido pelo dentista? Justifique.
5) De acordo com o texto, o que é mais importante para a sociedade: o que o indivíduo realmente é ou o que ele parece ser?
6) Escreva sobre como as pessoas reagiram quando o dentista insistiu em usar o nariz.
7) De modo geral, tal qual ocorreu no caso do dentista, pode-se dizer que a sociedade reserva um único destino a todos aqueles que ousam ser diferentes. Qual é esse destino?
8) Que argumentos contrários o dentista apresenta diante da opinião do psiquiatra sobre seu comportamento?
9) No final da crônica, o narrador afirma que o dentista continua a usar o nariz: “Porque agora não é mais uma questão de nariz. Agora é uma questão de princípios”. Qual a diferença entre uma questão de nariz e uma questão de princípios?
10) Responda ao questionamento feito pelo narrador no último parágrafo.
Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Atividade de interpretação da lenda indígena "A lenda da gralha azul"
Ela lhe respondeu:
- Sou feia, queria ter a cor do céu.
Então o velho pinheiro falou: "Vá ao céu buscar sua cor".
A gralha voou bem alto, mas bem alto mesmo e lá no céu ela olhou seu corpo, e o que seus olhos conseguiam ver de seu próprio corpo, observou que estava todo azul, somente ao redor da cabeça onde não conseguiu enxergar, continuou preto. Ao voltar para os pinheirais, ficou tão feliz que seu canto passou a ser verdadeiro alarido, que mais parece as vozes de crianças brincando. Em agradecimento, a gralha passou a plantar o pinheiro.
a) aflição
b) desordem
c) euforia
d) beleza
2. Nesse texto, o trecho que apresenta uma opinião é
a) "era todo preto e vivia triste pelos pinheirais do sul"
b) "um velho pinheiro que vivia lá no alto da serra de braços abertos"
c) "Então o velho pinheiro falou: "Vá ao céu buscar sua cor"
d) "que mais parece as vozes de crianças brincando"
a) pedir ao céu a sua cor.
b) buscar a sua cor no céu.
c) não pegue a cor pois ela é do céu.
d) aceitar a tristeza.
a) em agradecimento por poder pousar em cima dos pinheiros.
b) em agradecimento pela amizade.
c) em agradecimento pelo conselho que recebeu do velho pinheiro.
d) em agradecimento aos deuses da floresta
a) oposição e adição
b) oposição e alternância
c) adição e alternância
d) adição e adição
terça-feira, 3 de novembro de 2020
Atividade de interpretação com o texto "O mito da criação da noite"
"O mito da criação da noite"
domingo, 27 de setembro de 2020
Atividade de interpretação a partir de um texto da Revista Superinteressante
Leia o texto abaixo da Revista Superinteressante:
A ameaça de uma bomba atômica está mais viva do que nunca. Os conflitos étnicos mataram quase 200 chineses só no mês de julho. Agora uma boa notícia: a paz mundial pode estar a caminho. Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está bem menos sangrento do que já foi. Cerca de 250 mil pessoas morrem por ano em consequência de algum conflito armado. É bem menos do que no século 20, que teve 800 mil mortes anuais em sua 2a metade e 3,8 milhões por ano até 1950.
O que aconteceu? O psicólogo Steven Pinker diz que o aumento do número de democracias ajudou. Assim como a nossa saúde: corno a expectativa de vida subiu, temos mais medo de arriscar o pescoço. Até a globalização teria contribuído: um mundo mais integrado é um mundo mais tolerante, diz Pinker.
# Questões:
1. É correto afirmar que o objetivo principal do texto é:
A) apresentar dados numéricos a respeito do aumento da violência no mundo contemporâneo.
B) demonstrar as causas de mortes violentas a partir do início do século 20 e discutir as reais possibilidades de se resolver um problema que parecia não ter solução.
C) suscitar discussões a respeito do aumento da expectativa de vida após o início das democracias.
D) alertar a respeito do possível fim da paz mundial, considerando a iminente ameaça de bomba atômica.
E) refletir acerca da diminuição da violência no mundo, considerando tanto dados do passado, como alterações no modo de vida contemporâneo.
2. "Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está bem menos sangrento do que já foi". Assinale a alternativa que apresenta paráfrase mais adequada dessa frase, considerado o contexto.
A) O mundo já não está tão catastrófico, é o que provam os pesquisadores com suas estimativas.
B) Os relatórios de pesquisas confirmam a hipótese de que o mundo já foi mais agressivo.
C) A redução do número de mortes na sociedade foi de encontro aos cálculos dos estudiosos.
D) De conformidade com o que estimam os cientistas, a sociedade em geral já foi mais violenta do que hoje.
E) Os cientistas confirmam as estimativas: o mundo já deixou de ser sangrento.
3. No segundo parágrafo, o texto apresenta hipóteses para justificar a diminuição de mortes violentas. Qual alternativa abaixo não apresenta uma dessas hipóteses?
A) aumento do número de democracias ajudou
B) a expectativa de vida subiu
C) as pessoas têm menos medo de morrer
D) um mundo mais integrado e mais tolerante
4. No trecho "Segundo estimativas de pesquisadores, o mundo está bem menos sangrento do que já foi", os conectivos "segundo" e "do que" expressam, respectivamente, ideias de
A) consequência e comparação
B) conformidade e comparação
C) conformidade e causa
D) consequência e causa
5. No trecho "temos mais medo de arriscar o pescoço", a expressão "arriscar o pescoço" NÃO pode ser substituída por
A) colocar em risco a própria vida
B) aventurar-se para a morte
C) atrever-se por destinos fatais
D) buscar a sorte por caminhos menos mortais
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Atividade a partir de um texto sobre as diferenças de investimentos no futebol alemão e brasileiro
Atividade para aula de língua portuguesa a partir de um texto de Rodrigo Mattos sobre as diferenças de investimentos na base do futebol alemão e brasileiro
Federação alemã bancou 1387 campos de futebol; CBF, só três
A CBF não gastou nada neste item. Questionado porque não botar dinheiro em campo, no lançamento do programa da Fifa, Marin disse que “seria uma boa ideia'' e iria pensar nisso.
A receita da CBF, em 2013, foi de R$ 436 milhões. No total, em dois anos de Marin, só houve investimento em desenvolvimento no futebol de 12% da receita, com organização de campeonatos. Não há gastos registrados em estrutura do futebol: a Granja Comary foi feita em 2014. Em compensação, 42% são gastos com itens de burocracia, de pessoal à administração.
A federação alemã investiu R$ 75 milhões só no seu programa para crianças no futebol. Isso incluiu a construção de 1000 mini-campos pelo país em escolas, incluindo kits com bolas, uniformes e outros equipamentos. As 20 mil crianças estão sob a tutela de treinadores formados pela federação.
Outros R$ 30 milhões foram gastos com centros de treinamento de formação para adolescentes, em um total de 387 campos. São 14 mil adolescentes neste programa, que é mais voltado para a formação de talentos.
A federação ainda criou campeonatos juniores no país, o que só acontece esporadicamente no Brasil em períodos curtos. Até agora a CBF não anunciou nenhum projeto de investimento na base do Mundial.
(Blog do Rodrigo Mattos – Portal Uol)
Exercícios:
1. A que gênero textual percente esse texto?
a) relatório b) notícia c) reportagem d) manifesto
2. Qual o assunto desse texto?
3. A que conclusões o leitor pode chegar com a leitura desse texto?
4. No trecho “A receita da CBF, em 2013, foi de R$ 436 milhões. Em compensação, 42% são gastos com itens de burocracia, de pessoal à administração”, tais números nos levam a ter que tipo de sentimento? Explique sua resposta.
5. No 4º e 5º parágrafos, o texto informa que a Federação de Futebol Alemão investe muito em programas de futebol para 20 mil crianças e 15 mil adolescentes. Quais benefícios sociais vocês acredita que teriam os jovens brasileiros com esses investimentos? Cite ao menos três.
6. Em sua opinião, as crianças e os adolescentes encontram muitas oportunidades para a prática de esportes com estrutura e orientação técnica adequada na nossa cidade? Comente.
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Atividade a partir do texto "Futebol e tecnologia", de Ana Fukui
Atividade para aula de língua portuguesa a partir do texto "Futebol e tecnologia", de Ana Fukui, com exercícios de interpretação de texto.
Ana Fukui
No meu tempo de criança - e nisso lá se vão mais de 30 anos! - a novidade para a Copa do Mundo era comprar uma TV em cores! Isso mesmo: televisão, para a maioria dos mortais, era só em preto e branco. Colorida? Só para os "magnatas".
Mesmo em cores, lá pelos idos de 1982, o jogo era transmitido com uma imagem fixa do campo. Nada de exibir vários ângulos do gol, de reexaminar a imagem de uma jogada duvidosa. E ver a expressão dos jogadores, então? Naquela época, nem pensar! Hoje, contamos até com a tal da Spidercam, que, com quilômetros de cabos instalados nos estádios, permite que vejamos, no conforto de nossas casas e em tempo real, muitos e muitos ângulos de qualquer lance.
Quem vai aos estádios, no entanto, não fica de fora dos privilégios e dos confortos que a tecnologia nos traz: ela deixa tudo mais seguro para os torcedores, para os juízes e para os jogadores. Afinal, torcer tem de ser divertido e não perigoso, certo?
Aos mais esquentadinhos de plantão, o recado é direto: os estádios a serem (re) inaugurados para a Copa contarão com monitoramento permanente e câmeras de vigilância que permitem identificar as pessoas que possam criar conflitos. Por exemplo, na Arena Fonte Nova, na Bahia, são 227 câmeras instaladas em pontos estratégicos! É muito olho eletrônico, não é?
Com tanto fio e energia elétrica consumida na iluminação e no funcionamento dos equipamentos, é quase obrigatório pensar em formas alternativas de se gerar energia. Assim, a maior parte das arenas terão células fotovoltaicas para a transformação de energia luminosa em energia elétrica. O que sobra é usado pelas casas ao redor dos estádios.
Da próxima vez em que assistir a um jogo, procure reparar não só na movimentação dos atletas, mas também observe, com verdadeiros olhos de lince, as tecnologias que permitem todo o espetáculo. Boa Copa!
Exercícios:
1. A que gênero textual pertence esse texto?
2. O texto em questão apresenta-nos uma resposta para uma dúvida da ciência. Que dúvida é essa?
2. Há 30 anos, segundo a autora, qual era a novidade da tecnologia para se assistir à Copa do Mundo? Por quê?
3. O que a autora sugere ao usar a expressão “para a maioria dos mortais”?
4. Quem eram os “magnatas” a que a autora se refere?
5. O que a Spidercam proporciona hoje aos telespectadores dos jogos da Copa?
6. De que forma a tecnologia pode auxiliar os torcedores que vão aos estádios?
Referência: http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br/
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Atividade sobre "duplo sentido" com o texto "Mãe, só tem uma"
“MÃE, SÓ TEM UMA!”
A professora passou uma lição de casa: fazer uma redação sobre o tema “Mãe, só tem uma".
No dia seguinte, cada aluno leu sua redação. Todos dizendo mais ou menos as mesmas coisas: a mãe nos amamenta, é carinhosa conosco, é a rosa mais linda de nosso jardim etc. etc. etc. Portanto, mãe só tem uma....
Aí chegou a vez de o Juquinha ler sua redação:
— Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficavam na sala. Elas foram ficando com sede e minha mãe pediu para mim ir buscar coca-cola na cozinha. Eu abri a geladeira e vi que só tinha uma coca-cola. Então gritei para minha mãe: "MÃE, SÓ TEM UMA!"
# Exercícios:
1. Sobre o tema da redação proposto pela professora:
a) A professora foi precisa na proposta? Explique.
b) A maioria dos alunos compreendeu o que ela pretendia? Por quê?
2. Sobre a resposta do Juquinha:
a) Ele compreendeu exatamente o que a professora propôs? Justifique.
b) O que demonstrou entender na redação que ele escreveu?
3. Na situação do texto em questão, percebe a intenção de permitir duas possibilidades de sentido na frase “Mãe, só tem uma”. De acordo com o texto, quais são esses dois sentidos?
4. Pode-se afirmar que há uma intenção do autor do texto em usar essa dupla possibilidade de sentido como uma forma de gerar um efeito de sentido de humor? Justifique sua resposta.
# RESPOSTAS (GABARITO)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Interpretação de Texto | Sabe o Português?
Sabe o Português?
[...] temos muitos modos. Mas não só modos de boa educação, daqueles que sua mãe aconselha a mostrar às visitas; e sim modos verbais. Dispomos de três, cada qual subdividido em tempos: indicativo, subjuntivo e imperativo - o menos usado e mais legal. Ou você não acharia o máximo dizer "faze tu!" quando seu irmão pede alguma coisa?
Mas vamos nos ater ao indicativo, que exprime algo certo. Nele, conjugamos em seis tempos: presente (ok), pretérito imperfeito (que não trata necessariamente de um passado maculado), pretérito perfeito (tampouco se refere a uma biografia certinha), pretérito mais-que-perfeito (mania de grandeza!), futuro do presente (eu pensava "mas, afinal, isso é futuro ou presente?") e, pasme, futuro do pretérito (que embananou de vez minha cabeça ginasial).
Portanto, irmão em língua, conjuguemos. Eu conjugo, tu conjugas, ele conjuga. Nós conjugamos, vós conjugais, eles conjugam. Fácil, pois trata-se de um verbo regular de primeira conjugação. É só trocar por qualquer outra ação terminada em -ar e copiar os finais: eu copio, tu copias, ele copia. Nós copiamos, vós copiais, eles copiam.
A não ser que o verbo em questão seja irregular. Alguns nem chegam a mudar tanto, mas outros só podem estar de sacanagem. Como o verbo ir. Tão pequeno e tão feroz, o danado é uma anomalia. Literalmente: ir é um verbo anômalo, ou seja, tem mais de um radical quando conjugado. Vejamos, em rápido passeio pelos tempos: eu vou, eu ia, eu fui, eu fora, eu irei, eu iria. Que vá você. Se eu fosse. Quando eu for. Não vás. Ou vá, você é quem sabe! Já podia ter ido. Eu tô indo. E pensar que chegamos à escola já intuindo boa parte disso. Por isso que eu digo: Português é para os fortes.
PASSOS. Clarissa. Garotas que dizem ni!
Disponível em: <web.archive.org/web/2005111523051O/http://www.garotasquedizemni.
com/archives/00150Ll.php>. Acesso em: 6 jun. 2013. (Fragmento).
1. O texto trata das dificuldades existentes, na língua portuguesa, no aprendizado dos verbos e das noções a eles associadas. Quais são essas dificuldades?
> Por que, segundo a autora do texto, o Imperativo é o modo "mais legal"?
2. Ao tratar dos verbos regulares e irregulares, a autora destaca que alguns oferecem menor dificuldade de conjugação. Quais deles são mais fáceis de conjugar? Por quê?
a) Como a autora exemplifica essa facilidade?
b) Por que, do ponto de vista gramatical, os verbos irregulares ou anômalos são mais difíceis de serem conjugados?
3. A autora se refere ao verbo ir como uma anomalia. Explique por quê.
a) Algumas das formas do verbo ir identificam-se com outras do verbo ser. Do texto apresentado, transcreva as passagens em que isso ocorre. '
b) Do ponto de vista gramatical, como pode ser explicada essa identidade formal entre esses dois verbos, nas passagens identificadas? Apresente exemplos de frases em que se verifique essa igualdade.
# RESPOSTAS (GABARITO)
Fonte: Português - Contexto, Interlocução e Sentido | Editora Moderna
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Aula com exercícios sobre pressupostos e subentendidos
Pressupostos e subentendidos
Aula 11:
Música "Apenas mais uma de amor" (Lulu Santos)
“Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer.” (Lulu Santos)
1. Pressupostos – são ideias expressas de maneira explícita (clara), que surgem a partir do sentido de certa palavra.
Ex.: “O aluno ganhou o seu terceiro notebook na prova do SAERJ”.
# O que a palavra “terceiro” pressupõe?
Resposta: Que o aluno já ganhara outros 2 antes.
2. Subentendidos – são insinuações, não marcadas no texto, em que o sentido só é observado no contexto, isto é, “nas entrelinhas”.
Ex.: “O aluno ganhou notebook na prova do SAERJ de novo!”
# O que está subentendido nesta fala dita em tom de indignação?
Resposta: Que a pessoa sente uma certa inveja com a conquista do outro.
# Obs.: o subentendido serve para o falante proteger-se, para não se comprometer.
Exercícios:
1. Identifique as informações pressupostas nas frases abaixo:
a) “Capital da Líbia volta a ser bombardeada”
b) “Estado do Rio registra primeiro caso de dengue tipo 4”
c) “Para Ronaldinho Gaúcho, proposta do Flamengo foi a melhor”
d) “Botafogo ainda não definiu treinador”
e) “Abel Braga volta a treinar o Fluminense”
f) “Vasco busca título inédito da Copa do Brasil”
2. Identifique as informações subentendidas nas frases abaixo:
a) “Você gostaria de ir ao cinema comigo qualquer dia?” (rapaz abordando uma moça numa festa)
b) “E você é simpático” (mulher respondendo a um elogio feito por um admirador)
c) “A bolsa da senhora está pesada?” (um rapaz)
d) “Você tem horas?” (um homem apressado)
e) “Filho, leve o guarda-chuva” (mãe)
3. Elabore uma cena em quadrinhos ilustrando uma situação contendo uma informação subentendida:
# RESPOSTAS (GABARITO)
# Clique aqui e conheça nossa lista de atividades de interpretação com letras de música:
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Atividade com o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta
Atividade para aula de língua portuguesa com exercícios a partir do conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta.
"A velha contrabandista", Stanislaw Ponte PretaDiz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.
# Exercícios:
1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?
2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?
3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda: Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
6) Qual é a grande surpresa da história?
7) Organize corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
( ) O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
( ) O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
( ) Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
( ) Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
( ) Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
( ) Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
( ) Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.
Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/
Atividade com o conto "O dono da bola", de Ruth Rocha
Leia o conto abaixo:
"O dono da bola", Ruth RochaO nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
– Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
– Viva!
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
– Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
# Exercícios:
1) Quem é o protagonista, isto é, o personagem principal da história?
2) Quem narra a história participa dela ou não?
3) Carlos Alberto costumava fazer chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a afirmação com uma frase retirada do texto.
4) Qual era a finalidade da reunião que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?
5) Qual era o nome do time?
6) Ao final, o time saiu campeão. Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes, tu achas que o time sairia vitorioso? Justifique sua resposta.
7) Relacione as ações às reações dos personagens:
(1) O juiz marca falta.
(2) Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.
(3) Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.
(4) O time conquista a vitória no campeonato.
( ) Caloca retira-se do time, isolando-se dos colegas.
( ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
( ) Caloca grita: “Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!”
( ) Os colegas recebem Caloca de volta ao time.
8) Carlos Alberto apresenta características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a devida associação:
(1) 1° momento (2) 2° momento (3) 3° momento
( ) solitário ( ) briguento ( ) cooperativo
( ) egoísta ( ) zangado ( ) arrependido
( ) chantagista ( ) amigável ( ) encrenqueiro
Atividade com poema "O açúcar", de Ferreira Gullar
Leia o texto "O açúcar", de Ferreira Gullar:
O açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça,
água na pele,
flor que se dissolve na boca.
Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este açúcar veio
da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há
hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura
produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manha em Ipanema.
# Exercícios:
1) Assinale os sinônimos do verbo dissolver no verso: “flor que se dissolve na boca”:
( ) se desmancha
( ) se esparrama
( ) se acaba
( ) se dilui
2) Marque a alternativa em que a palavra amarga possui o mesmo significado do texto:
( ) Aquela sobremesa estava amarga.
( ) Vivia de mau humor; era uma pessoa muito amarga.
( ) Passamos por uma fase muito amarga, mas agora estamos bem.
3) Marque a alternativa em que a palavra dura possui o mesmo significado do texto:
( ) Realizamos uma dura tarefa.
( ) O móvel era feito de madeira muito dura.
( ) O seu jeito duro afasta as pessoas.
4) Reescreva a frase “homens de vida amarga e dura produziram este açúcar”, substituindo as palavras destacadas por um sinônimo.
5) A que tipo de açúcar o eu-lírico está se referindo?
( ) ao açúcar mascavo
( ) ao açúcar refinado
( ) a qualquer tipo de açúcar
6) A que elementos o açúcar é comparado?
7) Descreva o retrospecto que é feito sobre o açúcar.
8) Na última estrofe, o que se opõe à doçura do açúcar?
9) Por que os homens que trabalham nas usinas fabricando o açúcar têm a vida amarga?
10) Escreva com as suas palavras a mensagem que o poeta deseja transmitir.
Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/
# RESPOSTA (GABARITO)
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Atividade com a poesia "Telegrama", de Carlos Drummond de Andrade
Leia a poesia "Telegrama", de Carlos Drummond de Andrade
Telegrama
Emoção na cidade.
Chegou telegrama para Chico Brito.
Que notícia ruim,
que morte ou pesadelo
avança para Chico Brito no papel dobrado?
Nunca ninguém recebe telegrama
que não seja de má sorte.
Para isso foi inventado.
Lá vem o estafeta com rosto de Parca
trazendo na mão a dor de Chico Brito.
Não sopra a ninguém.
Compete a Chico
descolar as dobras
de seu infortúnio.
Telegrama telegrama telegrama.
Em frente à casa de Chico Brito o voejar múrmure
de negras hipóteses confabuladas.
O estafeta bate à porta.
Aparece Chico, varado de sofrimento prévio.
Não lê imediatamente.
Carece de um copo de água
e de uma cadeira.
Pálido, crava os olhos
nas letras mortais:
Queira aceitar efusivos cumprimentos passagem data natalícia espero merecer valioso apoio distinto correligionário minha reeleição deputado federal quinto distrito cordial abraço.
# Exercícios:
1) No verso “que morte ou pesadelo”, o que a palavra destacada sugere?
2) O que é um estafeta?
3) Parca, de acordo com a mitologia, é uma das deusas que fiava, dobrava e cortava o fio da vida. Sabendo disso, o que o eu-lírico quis comunicar no verso “Lá vem o estafeta com rosto de Parca”?
4) Explica o significado das expressões: voejar múrmure, negras hipóteses, sofrimento prévio e carece.
5) Explica a diferença entre dia natalício e dia natalino.
6) Há “emoção na cidade”. Por quê?
7) Quem estava confabulando em frente à casa de Chico Brito?
8) Que expressão o poeta usa na 1ª estrofe para se referir ao telegrama?
9) O estafeta mantém sigilo. Que frase informa isso?
10) Na 4ª estrofe, ocorreu a repetição de uma mesma palavra. O que o poeta quis sugerir?
11) No verso “O estafeta bate à porta”, há a repetição de uma mesma consoante. Qual é? O que o poeta pretende com isso?
12) Quem era Atanágoras Falcão?
13) Qual era o objetivo da mensagem enviada no telegrama a Chico Brito?
# RESPOSTAS (GABARITO)
Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br
Atividade de interpretação com o texto "A etiqueta nas redes sociais", de Ryana Gonçalves
Leia o texto "A etiqueta nas redes sociais", de Ryana Gonçalves:
Ultimamente, temos passado mais tempo no convívio social cibernético do que no convívio social pessoal. Aqui adivinhamos emoções, não há toque, não há olhares silenciosos cheios de significados, não há presença, não há corpo. Há apenas o teclado, o mouse, a tela, o curtir, o compartilhar, o tweetar, retweetar, participar, excluir, bloquear, responder, perguntar.
Apesar de serem espaços sociais diferentes, igualmente vale a etiqueta que aprendemos em casa antes de sair para o mundo.
Todos têm suas manias, receios, ideias, caráter, costumes e essa coisa toda, mas todos devem ser, acima de tudo, RESPEITADOS. Assim como tem aquele cara que nunca posta nada, existe a menina que se expõe demais. Pra ela, pode não ser exagero, mas pros outros sim. Vale o mesmo para caso inverso, existem pessoas sem noção de ambos os sexos, ignorem as estatísticas. Não tem essa de mulher trai menos, homem é mais cafajeste. Aqui é todo mundo igual. Junta a quantidade de gente sem noção, de puritanos, de revolucionários, revoltados, ignorantes e ignorados. Cada um tem algo a dizer, sempre.
Na realidade, o chato começa quando um começa a reclamar de tal coisa, daí aparece o fulano reclamando do que o ciclano tá reclamando, e aí um monte de gente começa a reclamar dos dois que estão reclamando, e uns começam a reclamar dos outros, e daí já aparecem outros status reclamando... e eu estou reclamando dessa gente que como eu só reclama e não faz nada.
Vamos trocar ideias? Porque reclamar não acrescenta em nada, só desabafa e daqui a pouco o vazio do desabafo vira mais reclamação, chateação e falta do que fazer.
Mas daí aparece um ser reclamando daquele que posta algo produtivo, que reclama daquele que não posta algo produtivo, segue reclamando, e assim por diante.
Ah, a etiqueta das redes sociais! Que coisa complicada de se entender. Quanto mais a gente tenta colaborar, parece que mais piora. Pedir perguntas no Ask não significa se expor totalmente, compartilhar no Facebook não significa que concorda plena e totalmente com o que está escrito (todos têm o direito de achar legal, simplesmente), curtir não significa "dar em cima" e assim por diante. Temos que entender que assim como temos nossas preferências quanto à comida, e manias quanto as nossas coisas, também tem pessoas com suas particularidades, e ter uma rede social não significa mostrar sua intimidade para o mundo. Ninguém é obrigado a nada.
E sabe o que é uma boa etiqueta, um comportamento muito refinado? Educação. Sim, aprecia-se a boa educação, o respeito, a igualdade. Isso faz falta. Assim como faz falta um bom diálogo frente-a-frente e sair pra dar uma pedalada num dia de sol pra entorpecer o corpo de vitamina D. Pense nisso!
Disponível em: http://thefirstimpressionsofme.blogspot.com.br/
# Exercícios:
1) O texto classifica-se em:
( ) narrativo
( ) argumentativo
( ) informativo
( ) descritivo
2) A autora usa a expressão de lugar “aqui” para fazer referência a quê?
3) No primeiro parágrafo, separe os elementos e ações que são distinguidas para cada ambiente social.
4) Por que a palavra "respeitados" foi escrita de forma diferente?
5) Qual é o problema apresentado no texto?
6) O que a autora propõe como forma de amenizar esse problema?
7) Apesar da argumentação se desenvolver acerca das redes sociais, no fim do texto a autora revela sua opinião sobre a importância de nos desprendermos do mundo virtual. O que ela sugere?
8) Elabore um comentário sobre o conteúdo. Lembre-se de que o gênero textual comentário serve para expormos uma curta análise de um determinado assunto, permitindo que manifestemos a nossa opinião, concordando ou discordando.
9) Você já se sentiu incomodado ao ler algo desagradável nas redes sociais? Ou já postou algo e depois se arrependeu?
Atividade com o texto "Bilhete do Futuro", de Affonso Romano de Sant´Anna
Leia o texto "Bilhete ao futuro", de Affonso Romano de Sant´Anna:
Bela ideia essa de Cristóvam Buarque, ex-reitor da Universidade de Brasília e ex-ministro da Educação, de pedir às pessoas do nosso país que escrevessem um “bilhete ao futuro”. O projeto teve a intenção de recolher, no final dos anos 80, no século passado, uma série de mensagens que seriam abertas em 2089, nas quais os brasileiros expressariam suas esperanças e perplexidades diante do tumultuado presente do fabuloso futuro.
Oportuníssima e fecunda ideia. Ela nos colocou de frente ao século XXI, nos incitou a liquidar de vez o século XX e a sair da hipocondria político-social. Pensar o futuro sempre será um exercício de vida. O que projetar para amanhã? (...)
# Exercícios:
1) Os dois parágrafos acima fazem parte do texto cujo autor é Affonso Sant’Anna. Esse tipo de produção textual é chamado de crônica, porque:
a) defende um tema.
b) tenta ludibriar o leitor.
c) faz o registro do dia-a-dia.
d) conta uma história antiga.
e) exalta as belezas do país amado.
2) O acontecimento que originou esse texto está relacionado:
a) à promoção do reitor da Universidade de Brasília.
b) à realização do reitor como mestre da Universidade de Brasília.
c) ao pedido feito pelo reitor da Universidade às pessoas de Brasília.
d) à liquidação dos problemas do século XX.
e) ao pedido feito pelo ex-reitor da Universidade de Brasília aos brasileiros.
3) Segundo o cronista, o bilhete ao futuro:
a) incitaria as pessoas a “sair da hipocondria político-social”.
b) incitaria as pessoas à revolta social e política no presente e no futuro.
c) incitaria as pessoas a liquidarem de vez com as ideias do século XX e do século XXI.
d) incitaria as pessoas a escreverem mensagens de desilusão.
e) incitaria as pessoas a se comunicarem por bilhetes, algo incomum nos dias atuais.
4) Segundo o cronista:
a) futuro jamais deverá ser pensado pelos hipocondríacos político-sociais.
b) o amanhã é algo imprevisível; sempre haverá momentos tumultuados.
c) o estímulo à fuga da hipocondria político-social seria a oportunidade que a redação do bilhete oferece.
d) o povo não queria se comprometer com as políticas sociais da década.
e) a população tinha muita dificuldade para redigir o bilhete do futuro.
5) A frase que exprime a conclusão do cronista sobre o significado de escrever um bilhete ao futuro é:
a) “O futuro e o presente só interessam ao passado.”
b) “O passado é importante e, no futuro, seja o que Deus quiser.”
c) “O presente é hoje e não é necessário preocupação com o futuro.”
d) “Pensar o futuro é um exercício de vida.”
e) “O futuro, a gente deixa para pensar amanhã.”
6) As mensagens que as pessoas enviariam ao futuro são representadas, no texto, pelas palavras:
a) belezas e possibilidades
b) esperanças e perplexidades
c) angústias e esperanças
d) realizações e lembranças
e) frustrações e melancolias
7) O tratamento adequado para se referir ao reitor de uma Universidade é:
a) Ilustríssimo Senhor
b) Vossa Magnificência
c) Excelentíssimo Senhor
d) Vossa Senhoria
e) Vossa Excelência
8) As duas vírgulas que aparecem na primeira frase foram empregadas para expressar uma:
a) explicação
b) contrariedade
c) adversidade
d) enumeração
e) oposição
9) Um ser humano que sofra de hipocondria, segundo o texto, e considerando o sentido conotativo, é assim conhecido por:
a) apresentar obesidade descontrolada
b) possuir seríssimos problemas de saúde
c) ser extremamente romântico
d) isolar-se socialmente
e) ser dependente de medicamentos
10) O pronome ela, destacado no texto, relaciona-se à palavra:
a) mensagem
b) hipocondria
c) esperança
d) intenção
e) ideia
# RESPOSTAS (GABARITO)
Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/
domingo, 13 de outubro de 2013
Interpretação do poema "Soneto de Fidelidade" Vinícius de Morais
Soneto de fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícius de Morais. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974. p. 269.)
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO
1. A 1ª estrofe pode apresentar algumas dificuldades de compreensão. A fim de compreendê-la melhor, faça o que é pedido.
a) Ponha na ordem direta este trecho: “De tudo ao meu amor serei atento / antes”.
b) Explique o sentido da expressão ser atento (1º verso).
c) Indique a que se refere a expressão maior encanto (3º verso)?
d) Responda: Para o eu lírico, a fidelidade supõe exclusividade ou não?
2. Na 2ª estrofe, o eu lírico afirma que vai dedicar-se à pessoa amada nos mais diferentes momentos da vida.
a) Quais são esses momentos?
b) Segundo o texto, o amor e a fidelidade terão de passar por situações contraditórias, como sugere o verso “Ao seu pesar ou seu contentamento”. Que figura de linguagem se verifica nessa oposição de situações?
3. O poema pode ser visto como organizado em duas partes: a primeira, formada pelas duas quadras (estrofes de quatro versos); a segunda, pelos dois tercetos (estrofes de três versos). Observe as formas verbais presentes nessas partes:
1ª parte: “serei”, “quero viver”, “hei de espalhar”
2ª parte: “procure”, “possa”, “seja”, “dure”
a) Em que modo estão as formas verbais de cada uma das partes?
b) As formas verbais das duas partes expressam fatos que ainda virão a ocorrer. Em qual delas, porém, há a certeza de que esses fatos ocorrerão?
c) Em qual das partes as formas verbais dizem respeito a um plano hipotético, imaginário, possível?
d) Que expressão do texto confirma sua resposta anterior?
4. Você já aprendeu que metáfora é a substituição de um termo por outro com base em uma comparação implícita, como ocorre neste verso de Camões: “Amor é fogo que arde sem se ver”.
No penúltimo verso do poema, o amor é conceituado por meio de uma metáfora.
a) Identifique-a.
b) Explique o sentido dela no contexto do poema.
sábado, 24 de agosto de 2013
Aula: Análise da música "Eduardo e Mônica", Legião Urbana
Atividade para aula de língua portuguesa com exercícios de análise e interpretação da música "Eduardo e Mônica", da banda Legião Urbana
# Construíram uma casa há uns dois anos atrás/ Mais ou menos quando os gêmeos vieram/ Batalharam grana, seguraram legal/ A barra mais pesada que tiveram # Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília/ E a nossa amizade dá saudade no verão/ Só que nessas férias, não vão viajar/ Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação # E quem um dia irá dizer/ Que existe razão/ Nas coisas feitas pelo coração?/ E quem irá dizer/ Que não existe razão?
Exercícios:
Veja também:
Aula: Análise da música "Dezesseis", Legião Urbana
Atividades (Aulas): Língua Portuguesa/Currículo Mínimo 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Interpretação de texto Contra o Cigarro
Leia o texto abaixo e responda às questões de 1 a 4:
Texto 1
O tabaco consome dinheiro público.
Bilhões de reais saem do bolso do contribuinte para tratar a dependência do tabaco e as graves doenças que ela causa. A dependência do tabaco também aumenta as desigualdades sociais porque muitos trabalhadores fumantes, além de perderem a saúde, gastam com cigarros o que poderia ser usado em alimentação e educação. Em muitos casos, com o dinheiro de um maço de cigarros pode-se comprar, por exemplo, um litro de leite e sete pães.
Para romper com esse perverso círculo de pobreza, países no mundo inteiro estão se unindo através da Convenção-Quadro de Controle do Tabaco para conter a expansão do tabagismo e os graves danos que causa, sobretudo nos países em desenvolvimento. Incluir o Brasil nesse grupo interessa a todos os brasileiros.
É um passo importante para criar uma sociedade mais justa.
(Propaganda do Ministério da Saúde. Brasil um país de todos. Governo Federal, 2004.)
Questões:
01. A partir da leitura do texto, é INCORRETO dizer que:
a) O consumidor às vezes deixa de comprar alimentos para comprar cigarros.
b) O tabagismo é responsável por um círculo de pobreza, especialmente em países em desenvolvimento.
c) A criação de uma sociedade mais justa depende também do combate ao tabagismo.
d) Todos os países estão unidos na Convenção-Quadro de Controle do Tabaco.
02. O gênero discursivo publicitário procura seduzir e/ou persuadir o leitor a comprar um determinado produto; já o gênero propaganda procura incitar o leitor a aceitar uma determinada idéia. Levando em conta o texto, NÃO se pode dizer que:
a) O povo brasileiro precisa, cada vez mais, comprar tabaco para se tornar um país em desenvolvimento.
b) A dependência do tabaco traz prejuízos sociais para o país.
c) O dinheiro gasto com o tabaco poderia ser melhor utilizado se empregado na alimentação e educação.
d) A expansão da indústria do tabaco causa danos à saúde física e material da sociedade.
03. Segundo o texto, pode-se dizer que a atividade de dependência e consumo do tabaco é:
a) Lucrativa para o país, pois não causa doenças.
b) Higiênica, pois não faz mal à saúde dos que o manuseiam.
c) Saudável, pois não prejudica a saúde de quem o consome.
d) Negativa para o país, pois denuncia o círculo de pobreza existente.
04. “A dependência do tabaco também aumenta as desigualdades sociais porque muitos trabalhadores fumantes, além de perderem a saúde, gastam com cigarros o que poderia ser usado em alimentação e educação.”
Os tempos verbais assumem vários valores semânticos. Na passagem acima, a forma verbal “poderia” exprime:
a) Ação costumeira e habitual.
b) Ação relativa ao passado.
c) Ação de suposição.
d) Ação definitiva.












