domingo, 6 de março de 2022

Análise do texto "Uma mulher pobre" - Interpretação de texto



Cantora Nalla cantando na rua - Foto: Facebook
Leia o texto a seguir:

Uma mulher pobre

Aquela mulher foi de uma espontaneidade impressionante, pela marcação ritmada de seus passos e pelo gingado que brotava de seu corpo esquálido.

Vi-me no centro da cidade grande; o povaréu pra lá e cá. Pois é. Ouvi, lá adiante, uma música na linha de meu percurso.

Um rapaz começou a tocar violão acompanhado por gravações em fita, cantava e o grande círculo foi se formando que a música era boa.

Chegaram os guardas municipais; gente arrogante; interromperam a apresentação sem a menor consideração com o povo ali em volta; o moço parou a música ao meio, sacou da papelada; foram-se. O show recomeçou.

Súbito, apareceu uma mulher mendiga; magra, vestida de preto, cabelo desgrenhado, sandálias havaianas e um ritmo frenético com que dançava, exprimindo-se em volteios como um vulto esvoaçando em esguios traços de uma serenidade encantada.

E me demorei em contemplar a cena: o povo ria, não de deboche, mas de uma certa alegria contida. Parecia que todos eram parte daqueles ossos flutuantes; o povo via naquela mulher a liberação de suas ansiedades e ria por se sentir incluído: alguém estava fazendo o que todos gostariam de fazer, naquele lugar, àquela hora. Era a catarse. Aquela mulher fazia com todos uma catarse a céu aberto.

Sabe aqueles pulos que os jovens dão em shows de rock? Aquela mulher fazia tudo com uma precisão matemática e uma plasticidade elegante que lhe permitia o corpo esguio. 

Pude notar ali um par de opostos: de um lado, um farrapo humano chamejante; do outro o talento se exprimindo em meio a escombros, porém com vivos sinais de elegância e encantamento.

E saí dali convicto de ter ouvido um brilhante discurso de como de dentro da pobreza extrema a alma dá o ritmo para os pequenos e grandes acontecimentos. 

Aquela mulher ficaria em minhas retinas como presença do sagrado nas ruas da cidade grande.
UMA MULHER pobre. Disponível em: <www.oswaldocruz.br/conteudo_ler.asp?id_conteudo=14703-29k>. Acesso em: 2 jan.

1. Em se tratando dos guardas, pode-se observar a
A) constatação de que houve corrupção na cobrança da lei.
B) representação de formalidade excessiva no exercício do poder.
C) forma cabal de se manifestar em relação aos direitos da população.
D) displicência na exigência da manutenção da ordem pública.
E) atitude evasiva em relação à abordagem feita ao artista.

2. No trecho “Vi-me no centro da cidade grande; o povaréu pra lá e cá. Pois é. Ouvi, lá adiante, uma música na linha de meu percurso.”, o termo "Pois é" denota
A) dedução.
B) oposição.
C) reforço.
D) afirmação.
E) improvisação.

3. A certeza de que as pessoas não zombavam da mulher foi em decorrência de
A) um sonho.
B) uma dedução ilógica.
C) uma alegria contida.
D) um desejo imutável.
E) puro sentimentalismo burguês.

4. No trecho “Era a catarse. Aquela mulher fazia com todos uma catarse a céu aberto.", o termo em destaque significa
A) castigo.
B) carência.
C) dignidade.
D) purificação.
E) disposição.

5. No texto, o termo
A) “se” (linha 8) indica condição.
B) “mas” (linha 13) denota acréscimo.
C) “que” (linha 17) tem valor conjuntivo.
D) “e” (linha 18) expressa adição.
E) “como” (linha 23) indica causa.

6. Sobre as sintaxes de concordância e de regência usadas no texto, é correto afirmar:
A) Os conectivos ”que” (linha 2) e “que” (linha 6) têm o mesmo valor morfológico.
B) A forma verbal “Ouvi” (linha 3) está no singular para concordar com “uma música” (linha 3).
C) As formas verbais “Chegaram” (linha 7) e “recomeçou” (linha 9) apresentam a mesma regência.
D) “naquela mulher” (linha 14) e “de suas ansiedades” (linhas 14 e 15) exercem a mesma função sintática.
E) “incluído”(linha 15) completa o sentido de “se sentir” (linha 15).

Atividade de análise da música "É Cor de Rosa-Choque", de Rita Lee



Leia a letra da música "É Cor de Rosa-Choque", composta por Rita Lee e Roberto de Carvalho: 

Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer...

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque

Mulher é bicho esquisito
Todo o mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão
Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
Em extinção...
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!
É Cor de Rosa Choque
[...]

1. Na música de Rita Lee, é correto afirmar que
A) há um paradoxo sobre a mulher, que é bela e é fera
B) a “bela” revela fragilidade a e “fera” crueldade
C) os versos “Um certo sorriso/De quem nada quer...” expressam ingenuidade
D) os versos "Um sexto sentido/Maior que a razão" indicam ignorância

2. A partir da letra "É Cor de Rosa-Choque", identifique a única afirmação incorreta
A) O eu lírico tenta desfazer o mito da fragilidade da mulher.
B) A mulher mostra sua garra, seu poder, por isso não foge à luta.
C) O eu lírico defende o valor da mulher na sociedade.
D) A mulher aceita ser tratada como mero objeto.

3. Marque a única resposta incorreta em relação à letra de "É Cor de Rosa-Choque"
A) Os versos "Dondoca é uma espécie/Em extinção..." indicam que as mulheres são bobas.
B) O sexto sentido sugere que a mulher percebe tudo ao redor.
C) A expressão “gata borralheira” denota coragem no enfrentamento da vida.
D) A mulher merece ser valorizada pela força que ela possui na sociedade.

4. Reconheça a única alternativa correta em relação à letra da música de Rita Lee
A) “Dondoca é uma espécie/Em extinção...”, já que a mulher vem conquistando seu real lugar na sociedade.
B) “É Cor de Rosa Choque” expressa o temor que a mulher atual inspira no sexo masculino.
C) A mulher é muito valorizada, sem distinção, quer seja dondoca, quer seja gata borralheira.
D) A mulher independente nem sempre merece ser respeitada pela sociedade.

5. Uma importante característica sexual feminina, que marca o início da vida reprodutiva da mulher devido a mudanças hormonais, é
A) ser vaidosa
B) zangar-se
C) menstruar
D) ser organizada​

6. Nos versos "Por isso não provoque/É Cor de Rosa Choque", o conectivo "por isso" expressa ideia de
A) explicação
B) conclusão
C) adição
D) oposição

sábado, 5 de março de 2022

Atividade de análise da Música "Mulher (Sexo Frágil)", de Erasmo Carlos - Especial "Semana da Mulher"



Leia a letra da música "Mulher (Sexo Frágil)", de Erasmo Carlos:

Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda!
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas

Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego, se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça

Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito

O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher

Mulher! Mulher!
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção

Mulher! Mulher!
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte, mas não chego aos seus pés

1. Na letra de Erasmo Carlos, o eu-lírico exalta a mulher, descrevendo-a como
(A) sexo frágil.
(B) uma feiticeira.
(C) um ser muito forte.
(D) submissa ao homem.

2. A partir da leitura do verso “Sou forte, mas não chego aos seus pés” (verso 24), percebe-se, em relação à mulher amada, um eu lírico
(A) infiel
(B) impaciente
(C) enfeitiçado
(D) apaixonado

3. Em "Sem Frágil", o verso que apresenta um termo próprio do registro coloquial é:
(A) “Dizem que a mulher é o sexo frágil”
(B) “Sei que a força está com elas” 
(C) “Mas pra quem deu luz não tem mais jeito”
(D) “Sou forte, mas não chego aos seus pés” 

4. A partir da construção dos versos da música "Mulher (Sexo Frágil), o eu lírico se refere à
A) mãe dele
B) irmã dele
C) esposa dele
D) avó dele

5. Dentre os trechos a seguir, aquele que encerra uma ideia de oposição é
(A) “Vejam como é forte a que eu conheço” 
(B) “Quando eu chego em casa à noitinha / Quero uma mulher só minha” 
(C) “Me veio inspiração / Pra decantar você nessa canção”
(D) “Sou forte, mas não chego aos seus pés”

6. O verso “Mulher! Mulher!” (verso 17), em que o eu-lírico chama a mulher, exerce a função
sintática de
(A) aposto.
(B) sujeito.
(C) vocativo.
(D) adjunto adnominal.

Atividade sobre conjunções coordenativas - "frases com temática pacifista"



1. Reconheça o valor semântico das conjunções destacadas nas frases abaixo: adição, alternância, oposição, explicação ou conclusão.
a) “Nós somos pacifistas mas não abrimos mão de estudos e manipulações científicas que se entrelaçam, quer para fins bélicos ou pacíficos”.

b) "Queremos o melhor caminho para todos, por isso fazer a paz é a única opção em vez de tentar ganhar o lugar do outro."

c) "Quero que todos sejam felizes e que nos deixem em paz."

d) "Não importa os motivos da guerra, porque a paz ainda é mais importante que eles."

e) "Os povos deste mundo têm de se unir, ou vão se destruir.”

2. A partir do tema "paz entre os povos", elabore frases usando as conjunções abaixo:
a) ... entretanto...
Resposta: "Sabemos que nem sempre é fácil fazer a paz, entretanto é essencial persistirmos nos bem estar entre os povos".

b) ... pois...

c) ... portanto...

d) ... porém...

e) ... ora...

f) ... nem...

terça-feira, 1 de março de 2022

Atividade sobre preposições e conjunções a partir de um anúncio publicitário



Leia o folheto educativo abaixo.
FONTE: (Prefeitura de São Paulo)

1. O folheto faz parte de uma campanha de trânsito. Pode-se dizer que, na época da divulgação do folheto, tratava-se de uma campanha nova ou de uma campanha já em curso? Justifique com elementos do texto.

2. No anúncio, há preposições e conjunções. 
a. No enunciado principal, identifique os termos que são ligados pelas preposições:
- "O número de atropelamentos"

- "A luta pelo respeito à faixa de pedestre continua"

b. E qual transmite a noção de "em favor de"?

c. Qual é o sentido da preposição "de" em "faixa de pedestre"?

3. No enunciado principal, há uma conjunção.
a. Identifique-a e comente seu papel na construção do enunciado.

b. Se a campanha de trânsito vem dando certo, por que foi empregada a conjunção "mas" e não a conjunção "e", por exemplo?

c. Modifique a segunda oração da sentença, introduzindo-a pela conjunção "e" com valor de adição. Faça as alterações necessárias para que o emprego dessa conjunção seja coerente com o conteúdo do enunciado.

Fonte: Português: Linguagens, William Cereja et al.