sábado, 31 de agosto de 2013

Questões do Saerjinho - Língua Portuguesa (3º bimestre 2012) Romance "Quinze"


Leia o fragmento abaixo, do capítulo 7 do livro “O Quinze”, de Raquel de Queiroz:

         Na primeira noite, arrancharam-se numa tapera que apareceu junto da estrada, como um pouso que uma alma caridosa houvesse armado ali para os retirantes.
         O vaqueiro foi aos alforjes e veio com uma manta de carne de bode, seca, e um saco cheio de farinha, com quartos de rapadura dentro.
         Já as mulheres tinham improvisado uma trempe e acendiam o fogo. E a carne foi assada sobre as brasas, chiando e estalando o sal. Pondo na boca o primeiro pedaço, Chico Bento cuspiu:
         – Ih! sal puro! Mesmo que pia!
         Mocinha explicou: 
         – Não tinha água mode lavar...
         Sem se importarem com o sal, os meninos metiam as mãos na farinha, rasgavam lascas de carne, que engoliam, lambendo os dedos. 
         Cordulina pediu: 
         – Chico, vê se tu arranja uma agüinha pro café...
         Apesar da fadiga do longo dia de marcha, Chico Bento levantou-se e saiu; a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro, também lhe pedia água.
         Os meninos, passado o furor do apetite, exigiam com força o que beber; gemiam, pigarreavam, engoliam mais farinha, ou lambiam algum taco de rapadura, entretendo com o doce a garganta sedenta.
         Pacientemente, a mãe os consolava:
         – Esperem aí, seu pai já vem...
         Em meia hora, realmente, ele chegou, com a cabaça cheia duma água salobra que arranjara a quase um quilômetro de distância. 
         O Josias, que era o que mais se lastimava e mais tossia, correu para o pai, tomou-lhe a vasilha da mão e colando às bordas a boca sôfrega, em sorvos lentos, deliciados, sugou a água tão esperada; mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabaça.
         Aflita, Cordulina interveio:
         – Seus desesperados! Querem ficar sem café?

1. De acordo com esse texto, Chico Bento foi arrumar água, porque
A) Cordulina queria fazer café.
B) Josias lastimava e tossia.
C)  os meninos comeram carne salgada.
D) os meninos exigiam com força o que beber.

2. O trecho “ – Não tinha água mode lavar...” expressa um exemplo de linguagem comum em
A) textos jornalísticos
B) revistas de ciências
C) palestras acadêmicas
D) falas regionais

3. No trecho “... a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro...”, o recurso utilizado para a construção da expressão destacada é
A) a comparação de ideias
B) a enumeração de fatos
C) a oposição de ideias
D) a repetição de sons

4. Esse texto é um fragmento de
A) crônica   B) diário de bordo    C) relato de viagem   D) romance

5. No trecho “... e colocando às bordas a boca sôfrega...”, a palavra em destaque sugere
A) aflição   B) ambição   C) fúria   D) temor

6. No trecho “tomou-lhe a vasilha da mão...”, o pronome em destaque se refere
A) ao Chico Bento   B) à Cordulina   C) ao Josias   D) ao outro menino

7. No trecho “... mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabeça”, o conectivo em destaque expressa
A) causa   B) consequência   C) oposição   D) explicação

8. No trecho “... como um pouso que uma alma caridosa houvesse armado ali para os retirantes”, o conectivo em destaque expressa
A) comparação   B) causa   C) conformidade   D) consequência

9. No trecho “... engoliam mais farinha, ou lambiam algum taco de rapadura...”, o conectivo em destaque expressa
A) alternância   B) adição   C) explicação   D) adversidade

# RESPOSTAS (GABARITO)

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domingo, 25 de agosto de 2013

Atividade sobre o gênero "conto" - SAERJ


PRÁTICA E SUGESTÃO DE ATIVIDADES:

Leia o texto abaixo, de Marina Colasanti:

PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE
(Marina Colasanti)

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
In: Conto de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2.

QUESTÃO 1 – Habilidade 08 – Identificar o gênero de diversos textos
Esse texto é um fragmento de
A) biografia
B) conto
C) diário
D) fábula

QUESTÃO 2 – Habilidade 03 – Inferir uma informação em um texto
Que informação se pode inferir do texto?
A) todas as atitudes do homem em relação à mulher foram de respeito e carinho
B) apesar de todas as investidas do homem em modificar a mulher, ela continuou a seduzir os homens
C) a mulher reagiu às atitudes do homem e tornou-se dona de seu próprio destino
D) as ações do homem demonstram a insegurança dele em relação à mulher

QUESTÃO 3 – Habilidade 14 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la
Segundo o texto, o homem mandou que a esposa descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Um fragmento do texto que apresenta o argumento do homem defendendo essa ideia é
A) “... ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes...”
B) “Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias”
C) “Porque os homens olhavam demais para a sua mulher...”
D) “... pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos”

QUESTÃO 4 – Habilidade 12 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.
No trecho “...pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos”, o pronome "lhe" retoma a
A) mulher
B) tesoura
C) roupas
D) passagem

QUESTÃO 5 – Habilidade 19 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
No trecho “Esquiva como um gato...”, o conectivo "como" estabelece com a oração anterior uma ideia de
A) causa
B) comparação
C) explicação
D) conformidade

# RESPOSTAS (GABARITO)

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Sugestão de aula sobre o gênero "Romance" - SAERJ


SUGESTÃO DE ATIVIDADES SOBRE O GÊNERO TEXTUAL “ROMANCE’

Leia o fragmento abaixo do I Capítulo de “Harry Potter: A Pedra Filosofal”. No trecho, o feiticeiro Dumbledore deixa o órfão bebê Harry Potter para seus tios criarem, após a criança sobreviver a uma tentativa de assassinato, na qual seus pais são mortos.

“Boa sorte, Harry” – murmurou Dumbledore, girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu.
Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar, sua mãozinha agarrou a carta ao lado mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, (...) não podia saber que, neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo e em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas.
“A HarryPotter: o menino que sobreviveu”.

Fonte: J.K. ROWLING. Harry Potter e a Pedra Filosofal. 263p. CIP. Scholastic/Arthur A. Levine Bks. 1998.


QUESTÃO 1 – Habilidade 08 – Identificar o gênero de diversos textos
Esse texto é um fragmento de
A) crônica
B) diário
C) romance
D) conto
RESPOSTA

 QUESTÃO 2 – Habilidade 03 – Inferir uma informação em um texto
Que informação se pode inferir no trecho “ele continuou a dormir... sem saber que era especial”?
A) Harry não se empolgava por ser um bruxo
B) Harry ainda não sabia que era um bruxo importante
C) Harry desconhecia o fato de que era um menino comum
D) Harry sabia que era um sobrevivente

QUESTÃO 3 – Habilidade 19 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
No trecho “... mas ele continuou a dormir...”, o conectivo "mas" estabelece com a oração anterior uma ideia de
A) causa
B) conclusão
C) oposição
D) explicação

QUESTÃO 4 – Habilidade 12 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.
No trecho “... sua mãozinha agarrou a carta ao lado”, o pronome "sua" em destaque retoma a
A) Deblendore
B) alguém
C) Harry Potter
D) Hagrid
RESPOSTA

 QUESTÃO 5 – Habilidade 02 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
No trecho “... o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas”, a expressão "último lugar do mundo" sugere
A) ironia
B) normalidade
C) surpresa
D) frequência

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sábado, 24 de agosto de 2013

Aula: Análise da música "Eduardo e Mônica", Legião Urbana


Atividade para aula de língua portuguesa com exercícios de análise e interpretação da música "Eduardo e Mônica", da banda Legião Urbana

EDUARDO E MÔNICA
Quem um dia irá dizer / Que existe razão / Nas coisas feitas pelo coração? / E quem irá dizer / Que não existe razão? # Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar / Ficou deitado e viu que horas eram / Enquanto Mônica tomava um conhaque / No outro canto da cidade, como eles disseram # Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer / E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer / Um carinha do cursinho do Eduardo que disse/ "Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir" # Festa estranha, com gente esquisita/ "Eu não tô legal", não agüento mais birita"/ E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais/ Sobre o boyzinho que tentava impressionar/ E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa/ "É quase duas, eu vou me ferrar" # Eduardo e Mônica trocaram telefone/ Depois telefonaram e decidiram se encontrar/ O Eduardo sugeriu uma lanchonete/ Mas a Mônica queria ver o filme do Godard # Se encontraram então no parque da cidade/ A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"/ O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar/ Mas a menina tinha tinta no cabelo # Eduardo e Mônica eram nada parecidos/ Ela era de Leão e ele tinha dezesseis/ Ela fazia Medicina e falava alemão/ E ele ainda nas aulinhas de inglês # Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus/ Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud/ E o Eduardo gostava de novela/ E jogava futebol-de-botão com seu avô # Ela falava coisas sobre o Planalto Central/ Também magia e meditação/ E o Eduardo ainda tava no esquema/ Escola, cinema, clube, televisão # E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente/ Uma vontade de se ver/ E os dois se encontravam todo dia/ E a vontade crescia, como tinha de ser # Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia/ Teatro, artesanato, e foram viajar/ A Mônica explicava pro Eduardo/ Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar # Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer/ E decidiu trabalhar (não!)/ E ela se formou no mesmo mês/ Que ele passou no vestibular # E os dois comemoraram juntos/ E também brigaram juntos, muitas vezes depois/ E todo mundo diz que ele completa ela/ E vice-versa, que nem feijão com arroz
# Construíram uma casa há uns dois anos atrás/ Mais ou menos quando os gêmeos vieram/ Batalharam grana, seguraram legal/ A barra mais pesada que tiveram # Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília/ E a nossa amizade dá saudade no verão/ Só que nessas férias, não vão viajar/ Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação # E quem um dia irá dizer/ Que existe razão/ Nas coisas feitas pelo coração?/ E quem irá dizer/ Que não existe razão?

Exercícios:
1- Observe as seguintes falas de Eduardo:
a) Qual o significado das palavras “birita” e “ferrar”? 
b) Birita e ferrar são gírias. A utilização desses termos é adequada nesse texto? Por quê?
c) De acordo com a norma culta, há um erro de concordância em "É quase duas". O que seria mais adequado? 
d) Na 9ª estrofe, há mais empregos de gírias. Identifique as que significam:
# "tentaram conseguir dinheiro" 
# "suportaram bem" 
# "situação difícil" 

2-Esse texto apresenta elementos narrativos? Quais.

3. Sobre os quatro versos finais.
Qual é a mensagem expressa neles?

4- Elabore um quadro, mostrando em que as personagens Eduardo e Mônica diferem uma da outra sobre:
a) Comportamento quanto a bebidas alcóolicas
b) Local de encontro preferido
c) Escola que frequenta
d) Lazer cultural
e) Assuntos preferidos

5. Apesar das diferenças, Eduardo e Mônica permaneceram juntos.Identifique fatos referidos no texto que comprovem a afirmação acima e escreva-os.

6-Qual é o tema do texto? Que significado mais amplo nos transmite? 

Veja também:
Aula: Análise da música "Dezesseis", Legião Urbana
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Gabarito: Atividade sobre empatia a partir do texto "'Devia ser natural', diz mulher que devolveu ao dono bolsa perdida com R$ 7 mil"


 # Respostas:
1. A reportagem fala sua uma jovem que encontrou uma bolsa perdido contendo R$7 mil e, por não encontrar o verdadeiro dono, decidiu por entregá-la à polícia e, assim, levá-la para o verdadeiro dono.

2. Trata do exercício da empatia, de se colocar no lugar da pessoa que perdeu esse dinheiro e reconhecer que esse valor poderia estar fazendo muita falta para o verdadeiro dono.

3. Resposta pessoal. Talvez por ela acreditar a empatia seja uma qualidade própria de todas as pessoas, bastando apenas ser capaz de colocá-la em prática.

4. Sim. O Código Penal estabelece que apropriar-se de dinheiro perdido e não devolver após 15 dias configura um crime de apropriação de coisa achada, sujeito à detenção e multa.

5. 
- "A jovem encontrou os objetos no cruzamento entre as ruas General Osório e Cerqueira César." (fato)
- "Acho que ia ficar com esse dinheiro até achar o dono." (opinião)

6. 
- fato: "ele recuperou os pertences ao ouvir uma conversa entre policiais."
- opinião: "achei melhor deixar na delegacia."

7. "Já que"

8.
a) adição - "e feliz por ter tomado a atitude"
b) oposição - "mas foi salva por uma mulher"
c) finalidade - "Para não acontecer algo"
d) conformidade - "Segundo o Código Penal"
e) alternativa - "ou entregá-lo às autoridades em 15 dias"
f) tempo - "sempre que eu achasse alguma coisa"

   

domingo, 11 de agosto de 2013

Interpretação de texto a partir da poesia de Paulo Leminski


Leia o texto:

O assassino era o escriba
                      Paulo Leminski

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

1.  Paulo Leminsky, de forma bem humorada, cria-nos o perfil do professor de análise sintática. A visão que ele nos passa desse professor é de alguém bem resolvido na vida? Justifique sua resposta com passagens do texto.

2. Segundo o texto, por que o professor foi infeliz?

3. Em ela era bitransitiva, podemos ler esse bitransitiva como o quê?

4. Por que ele não conseguiu ir aos EUA?

5. Levante hipóteses sobre o artigo indefinido encontrado na bagagem dele e o objeto direto que o matou.

6. Hora da revisão. Com o auxílio de uma gramática, procure estudar e definir todos os termos da sintaxe e da morfologia mencionados no texto.Destaquei-os para você.

7. Hora da pesquisa: escreva a biografia de Paulo Leminski.

Fonte: http://eliterfagia.blogspot.com.br/
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domingo, 4 de agosto de 2013

Atividade sobre Regência verbal e nominal – Sintaxe de colocação


1. Leia estes anúncios da revista "Casa":


Nos dois anúncios, observa-se a presença do verbo chegar
a) Em qual deles a regência desse verbo está de acordo com as prescrições da norma-padrão formal? 
b) Na sua opinião, qual dos anúncios apresenta uma linguagem mais próxima do leitor? Por quê?
c) Justifique o emprego da crase na frase do primeiro anúncio.

2. Leia o anúncio a seguir, do canal infantil "Cartoon Network".

Na expressão à vista, o acento que indica crase foi empregado de acordo com a norma-padrão? Justifique. 

3. Certas palavras, dependendo da posição que ocupam na oração, têm um ou outro sentido. Dê o significado das palavras destacadas nos pares de frases a seguir, considerando sua colocação:
a) Ela visitava seus tios toda tarde. 
    O garoto ficava assistindo à televisão a tarde toda
b) Ele estudou durante algum tempo. 
    Desculpe-me, mas hoje não disponho de tempo algum para atendê-lo. 
c) Quero lhe apresentar um velho amigo. 
    Nós temos em comum um amigo velho, muito sábio. 
d) Você deve entregar o requerimento no guichê certo.
    Certo dia, ele arrumou suas coisas e foi embora.
e) Qualquer pessoa pode participar da campanha. 
     Não considerou suas palavras, tratou-a como uma pessoa qualquer.

4. Leia as frases abaixo, observando as palavras entre parênteses.
As mulheres gritavam. (só)
Uma menina pobre batia à porta. (agora)
Ela vai ao baile de formatura. (mesmo) 

 Reescreva cada frase de maneira que, por meio de colocações diferentes da palavra entre parênteses, sejam obtidos dois enunciados de sentidos distintos.

# RESPOSTA (GABARITO)

Leia mais:
Exercícios sobre crase
Aula: emprego da crase - exercícios
Currículo Mínimo de Língua portuguesa - várias aulas
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Atividade sobre Concordância verbal e nominal (II)


Leia o anúncio a seguir para responder às questões 1 e 2.


1. O anúncio foi publicado num momento em que o país passava por um racionamento de energia. Sobre o espelho (peça de plástico que cobre a caixa de tomadas), há várias mensagens.
a) Que relação há entre essas mensagens e o momento em que o anúncio foi publicado?
b) Que outras duas redações poderiam ser dadas à frase “Entrada proibida”, sem fugir ao que recomenda a norma-padrão da língua? 

2. Observe o enunciado principal, abaixo da figura. Imagine que o anunciante, em vez da expressão outro jeito, empregasse a expressão outras formas. Nesse caso:
a) Como ficaria todo o enunciado? 
b) O que justificaria a alteração ocorrida com o verbo existir? .
c) Como ficaria o enunciado se, além de substituirmos outro jeito por outras formas, substituíssemos o verbo existir por haver?

3. Os verbos que indicam fenômenos da natureza — chover, ventar, trovejar, relampejar, nevar, chuviscar — são impessoais e, por isso, são empregados na 3ª pessoa do singular. Entretanto, quando forem usados em sentido figurado, para criar efeitos de sentido, eles são empregados como pessoais. Compare:
A noite está fria porque chove desde ontem.
A noite está tão fria que chovem tristezas em meus pensamentos.

Agora é com você. Crie um pequeno texto, empregando em sentido figurado um ou mais verbos que indicam fenômenos da natureza.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Leia mais:
Atividade sobre concordância verbal e nominal (I)
Revisão de concordância verbal e nominal
Atividades de interpretação e concordância verbal e nominal
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Atividade sobre Concordância verbal e nominal (I)



Leia o poema a seguir, do poeta Chacal, e responda às questões de 1 a 4.

Papo de índio
Veiu uns ômi di saia preta
cheiu di caixinha e pó branco
qui eles disserum qui chamava açucri
Aí eles falarum e nós fechamu a cara
depois eles arrepitirum e nós fechamu o corpo
Aí eles insistirum e nós comemu eles.

(In: Heloísa Buarque de Hollanda e Carlos A. M. Pereira, orgs. Poesia  jovem — Anos 70. São Paulo: Nova Cultural, 1982. p. 79.)

1. O poema trata do relacionamento entre índios e brancos. Com base nas informações que ele apresenta, responda:
a) Em que período da História do Brasil o episódio relatado pelo texto provavelmente aconteceu? Por quê?
b) Quem fala no poema? E quem são os “ômi di saia preta”?
c) Com que finalidade esses “ômi” carregavam caixinhas e açúcar?

2. O texto, apesar de escrito, apresenta algumas marcas da linguagem oral.
a) Identifique palavras ou expressões que tenham sido escritas exatamente como se fala, sem respeitar as normas da ortografia oficial.
b) Identifique no texto dois procedimentos linguísticos que sejam próprios de relatos ou narrativas orais.
c) Explique a relação entre o título e as marcas de oralidade do texto.

3. Além das marcas de oralidade, o texto apresenta outras palavras e expressões que fogem à
norma-padrão formal.
a) Reescreva todo o texto de acordo com a norma-padrão formal da língua. Se quiser, mantenha
expressões como fechar a cara e fechar o corpo.
b) Na nova redação dada ao texto, como ficaram as palavras “Veiu”, “cheiu” e “fechamu”? Por que
elas sofreram modificação?
c) Dessas três palavras que deixam de observar os princípios da concordância, quais se assemelham mais entre si? Por quê?
d) Desses desvios em relação à norma-padrão formal, qual deles é socialmente considerado mais grave? Por quê?

4. Essas situações e outras do texto demonstram que o autor, intencionalmente, fez uso de variedades linguísticas diferentes da norma-padrão para tratar de uma situação de colonização, de  dominação política e cultural do branco colonizador sobre o índio.
a) Os desvios linguísticos empregados são específicos da fala dos índios brasileiros ou caracterizam variedades diferentes da norma-padrão da língua portuguesa, sendo, por isso, próprios  da fala de grande parte dos brasileiros? Justifique.
b) Com base em sua resposta anterior, quem o índio do texto representa?
c) Uma das formas de dominar um povo é destruir sua cultura e sua língua. Mas, no texto em  estudo, o índio é quem acaba dominando e devorando o colonizador. Essa atitude é compatível com o tipo de língua empregado? Por quê?

# RESPOSTAS (GABARITO)

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Atividade sobre concordância verbal e nominal (II)
Revisão de concordância verbal e nominal
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Atividade sobre Estrutura e formação de palavras - Poesia Concreta


A seguir você vai ler um poema concreto de Haroldo de Campos. Poemas concretos são aqueles que se destacam por sua disposição visual, seus recursos gráficos e seus efeitos de som e sentido.

(Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos. Teoria da poesia concreta. São Paulo: Duas Cidades, 1975. p. 57.)

1. O poema apresenta uma única estrofe, composta por quinze versos. Apesar disso, é possível  perceber nele divisões internas baseadas em paralelismos (relações de semelhança). Uma divisão  possível é considerá-lo organizado em duas partes, cada uma contendo dois blocos:
1ª parte bloco 1: versos 1 a 4                  2ª parte bloco 3: versos 8 a 11
              bloco 2: versos 5 a 8                                bloco 4: versos 12 a 15

a) Compare a 1ª com a 2ª parte. É possível notar a ocorrência de paralelismo entre blocos de  versos das duas partes. Quais são esses blocos e versos? (Se quiser, faça um esquema em seu  caderno: numere os versos e indique as correspondências com setas.)
b) De um bloco para outro, há a recriação de versos e palavras, feita a partir de determinado  processo de formação de palavras. Qual é esse processo?
c) Que elementos mórficos tiveram papel de destaque nesse processo de formação de palavras?

2. Além da correspondência entre as duas grandes partes do texto, é possível notar uma correspondência entre os blocos de cada parte. Compare os dois blocos da 1ª parte. Dois pares de palavras  se correspondem, como nasce ➝ renasce, morre ➝ remorre.
a) Que tipo de relação há entre esses pares de palavras?
b) Essa relação é estabelecida pelo emprego do prefixo re-, que, entre outros, apresenta estes sentidos: repetição, mudança de estado e intensidade. Que sentido(s) o prefixo re- assume no texto?
c) Com esse prefixo, foram formadas as palavras remorre e renasce. Qual dessas palavras causa estranhamento? Por quê?
d) Você acha que, durante a vida de uma pessoa, pode haver várias mortes e vários nascimentos?  Em que eles consistiriam? Justifique sua resposta.

3. Observe agora a 2ª parte do texto.
a) Os dois blocos que a constituem também mantêm correspondência entre si? Explique.
b) O prefixo des- pode apresentar vários sentidos, como separação, transformação, intensidade,  ação contrária, negação, privação e reiteração. Que sentido(s) ele assume no texto?
c) Que palavras formadas a partir do prefixo causam estranhamento? Por quê?

4. Embora nascer e morrer estejam em oposição, a prefixação e os neologismos tornam relativa essa  oposição.
a) O que significa desnascer e desmorrer?
b) Observe o 13º verso do poema: Que outra palavra, além de nasce e morre, se encontra no  neologismo morrenasce?

5. Traçando um movimento circular, o poema termina como começa, ou seja, com a palavra se. Essa  palavra assume dois sentidos e dois valores gramaticais no poema. Um deles é o de índice de indeterminação do sujeito (nasce-se, morre-se, etc.), que indetermina e generaliza o sujeito dos verbos,  isto é, dá a ideia de que esse sujeito se refere a todos nós, que inevitavelmente nascemos e morremos.
a) Que outro sentido essa palavra assume no contexto? Justifique.
b) A palavra se inicia e encerra o poema. Que relação esse procedimento tem com o tema do texto?

# RESPOSTAS (GABARITO)

Leia mais:
Exercícios sobre processo de formação de palavras (atividades, aula)
Aula: Tira em Quadrinhos e Formação de Palavras
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Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (III)


Leia o anúncio a seguir e responda às questões 1 e 2:

1. O enunciado principal do anúncio  apresenta dois períodos compostos por  subordinação. Em cada um deles existe  uma relação de causalidade, isto é, uma causa e sua consequência. Identifique, em cada um dos períodos:
a) a oração que exprime a causa;
b) a oração que exprime a consequência.

2. A conjunção coordenativa adversativa mas introduz o 2º período, estabelecendo uma relação de oposição entre os dois períodos. Que elementos dos períodos são postos em contraste nesse enunciado?

3. Reescreva os seguintes períodos, empregando a oposição concessiva:
a) Ela assistiu ao filme com atenção, mas não entendeu nada.
b) Meu amigo estudou muito para as provas finais, mas não conseguiu boas notas.
c) Chovia muito, mas não ficamos em casa naquela noite.
d) O rapaz deu sinal, mas o motorista não parou no ponto.
e) Todos consolavam a criança, mas ela continuou chorando e mostrando o machucado.

Leia a historinha seguinte para responder às questões 3 e 4.
Dois alunos conversam durante a aula. Um fala para o outro:
— Ah, se eu fosse o diretor desta escola, daria licença todo dia pra professora, assim a 
gente nunca tinha aula.
— E eu mandaria a cantina distribuir sorvete todo dia pra gente. De graça!
4. O diálogo contrasta dois mundos: o da realidade de dois alunos e um imaginário, no qual cada  um deles se torna o diretor da escola.
a) Qual é a oração subordinada adverbial usada nessa história para indicar o acesso dos alunos  ao mundo da fantasia? 
b) Que situação do mundo real os alunos transferem para o mundo da fantasia? 

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Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (II)


Leia o anúncio a seguir para responder às questões de 1 a 3.

1. O enunciado principal do anúncio apresenta dois períodos compostos. O sujeito da forma verbal   foi, do 1º período, é uma oração. Identifique-a.

2. No 2º período, a palavra que apresenta um papel gramatical diferente em cada uma das situações  em que é empregada.
a) Em “Tivemos que copiar”, a palavra que pode ser substituída pela palavra de. Logo, a que  classe gramatical a palavra que pertence?
b) Em “tudo o que os outros não tinham”, o que equivale a aquilo. A que classe gramatical pertencem as palavras o e que?
c) Como se classifica a oração “que os outros não tinham”, introduzida pela palavra que?

3. O anúncio promove uma determinada marca de produtos eletrodomésticos.
a) Por que o anunciante empregou letras em itálico (inclinadas para a direita) na expressão não tinham?
b) Considerando sua resposta anterior, qual sentido você acha que a palavra copiar tem no contexto?

4. Tanto a conjunção coordenativa adversativa mas quanto a conjunção subordinativa concessiva  embora expressam ideia de oposição. Suponha que certo funcionário de uma empresa, ao fazer  um pedido de férias para seu empregador, tenha obtido esta resposta:
Você quer tirar férias, mas a empresa ainda necessita de seus serviços. 

Observe que a resposta tem uma intenção positiva e favorável ao funcionário até o momento em  que o empregador usa a conjunção mas, que introduz a oposição ao pedido de férias.
Agora imagine que o empregador tenha dado ao funcionário uma resposta iniciada pela conjunção  embora:
Embora você queira tirar férias...
Nesse caso, que tipo de continuação provavelmente a frase teria?

# RESPOSTAS (GABARITO)

  Leia mais:
Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (I)
Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (III)
Exercícios Orações Subordinadas Adverbiais (múltipla escolha)
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Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (I)


Leia o poema a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda às questões de 1 a 6.

Ainda que mal
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor.
(As impurezas do branco. Rio de Janeiro: José Olympio/MEC, 1973. p. 39.)

1. Quase todos os versos do poema consistem em um mesmo tipo de oração subordinada.
a) Qual é a conjunção subordinativa que introduz essas orações? 
b) Como se classificam, portanto, essas orações subordinadas? 
c) Qual é a oração principal dessas orações adverbiais? 
2. O emprego da expressão ainda que pode apresentar mais de um sentido. Observe:
Ainda que não mereças, eu te amo.
Ainda que mal lhe pergunte, você me ama?
No primeiro enunciado, a expressão ainda que é uma típica conjunção concessiva, ou seja, apesar  de indicar algo contrário (o não merecimento) ao que se afirma na oração principal (o amor àquela  pessoa), isso não é suficiente para impedir a ação expressa na oração principal, que é amar.
 Já no segundo enunciado, a expressão ainda que mal tem uma conotação de polidez, pois constitui  uma maneira educada de introduzir uma pergunta talvez inconveniente ou fora de hora.
 Destaque no poema:
a) um verso em que essa expressão tenha um valor concessivo;
b) um verso em que essa expressão tenha uma conotação de polidez, indicando cuidado ao  introduzir uma pergunta. 
3. As pessoas gramaticais em que estão os verbos e os pronomes empregados no poema permitem  deduzir que o assunto diz respeito ao relacionamento entre duas pessoas.
a) A que pessoas gramaticais se referem os verbos e os pronomes?
b) Qual é o tipo de relacionamento existente entre o eu lírico e a pessoa a quem ele se dirige?  Comprove sua resposta com uma palavra do texto.

4. As oscilações semânticas da expressão ainda que mal (expressando polidez ou concessão) podem  estar relacionadas com o tipo de envolvimento que há entre as duas pessoas. Como parece ser o relacionamento entre elas: seguro e equilibrado ou difícil e oscilante? Justifique com elementos do poema.
5. Releia o último verso do poema. Nele o eu lírico cria um paradoxo para definir sua condição sentimental, ou seja, reúne duas ideias opostas, que em princípio se excluem: “me salvo e me dano”.
a) Explique o sentido desse paradoxo.
b) Levando em conta os sentimentos paradoxais do eu lírico, discuta com os colegas: Até que  ponto o título do poema é adequado? 
6. O poema inicia-se com o verso “Ainda que mal pergunte”, cuja estrutura sintática se repete por  mais dezessete versos. O 19º verso (“ainda assim te pergunto”), porém, quebra essa estrutura e  confirma uma pergunta que não chega a ser explicitada. Levante hipóteses: Considerando-se o  significado geral do texto, qual é a provável pergunta que o eu lírico faria à pessoa amada?

# RESPOSTAS (GABARITO)

Leia mais:
Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (II)
Atividade sobre Orações subordinadas adverbiais (III)
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sábado, 3 de agosto de 2013

Atividades sobre Pronome Relativo (II)


Leia o anúncio de  sapatos ao lado e responda às questões de 1 a 5.


1. Foram empregados dois pronomes relativos nesse anúncio. Identifique-os e indique a função  sintática que desempenham nas orações em que foram empregados.

2. O texto principal, escrito com letras grandes, é intencionalmente ambíguo.
a) Por que esse texto causa impacto no leitor?
b) Lendo-se o texto escrito com letras pequenas, percebe-se o verdadeiro sentido da mensagem. Qual é ele?

3. Relacionando os dois textos com a foto, notamos ainda outros sentidos implícitos no anúncio.
a) Levando-se em conta a foto, que outro sentido pode ter a palavra boneca?
b) Por que realmente os garotos esqueceriam os carrinhos?

4. O anúncio faz uso de algumas expressões próprias de uma variedade diferente da norma-padrão.  Dê o significado destas expressões:
a) “colocar o seu menino nos eixos”
b) “não vai tirar você da cabeça”
c) “nem largar do seu pé”

5. Considerando que o anúncio foi publicado numa revista voltada para o público feminino e adolescente, responda:
a) A linguagem é adequada ao público que tem esse perfil? Por quê?
b) Qual é o principal argumento (motivo, razão) utilizado para convencer o público-alvo a consumir esse tipo de sapato?

# RESPOSTAS (GABARITO)

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Atividade sobre Pronome Relativo (I)
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Atividades sobre Pronome Relativo (I)


Leia o poema a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda às questões de 1 a 3.

Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Reunião. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. p. 191.)

# Exercícios:
1. O poema retrata um problema comum nos relacionamentos amorosos.
a) Qual é esse problema?
b) Portanto, a visão do texto sobre o amor é otimista ou pessimista? Por quê?

2. O pronome relativo tem um papel de destaque na construção desse poema. Que pronome relativo é empregado seis vezes no texto?

3. Observe a estrutura sintática destes versos:
“João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.”

Nesses versos, foram empregados cinco pronomes relativos com a função de ligar as orações entre  si, criando entre elas uma espécie de encadeamento sintático.
a) Divida esses versos em orações e identifique o antecedente de cada um dos pronomes relativos.
b) Indique a função sintática do antecedente de cada pronome relativo.
c) Indique a função sintática de cada pronome relativo.
d) A função sintática dos pronomes relativos coincide com a função de seus antecedentes?
e) O desencontro entre a função sintática dos pronomes relativos e a de seus antecedentes confirma ou nega a visão pessimista sobre o relacionamento amoroso? Por quê?

# RESPOSTAS (GABARITO)

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Atividade sobre Pronome Relativo (II)
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Atividade sobre Orações subordinadas substantivas (II)


Leia o anúncio a seguir e responda às questões de 1 a 3.


1. No anúncio há uma oração subordinada substantiva, que funciona como complemento de um  verbo transitivo.
a) Identifique esse verbo e a oração subordinada substantiva que o complementa.
b) Classifique a oração subordinada substantiva.

2. Todo anúncio visa promover um produto.
a) Qual é o produto promovido pelo anúncio lido?
b) Quais são os argumentos utilizados pelo anunciante para vender o produto?
c) Considerando-se que o anúncio foi publicado numa revista de grande circulação, a quem se  destina o produto?

3. Quando observamos o anúncio, notamos que uma moça se encontra deitada confortavelmente numa poltrona de primeira classe e tem nos pés pantufas em forma de coelho.
a) Qual é a intenção do anunciante ao apresentar assim a moça?
b) Por que as pantufas em forma de coelho reforçam o conteúdo da mensagem verbal?

# RESPOSTAS (GABARITO)

 Leia mais:
Atividade sobre Orações Subordinadas Substantivas (I)
Atividades sobre Orações Subordinadas Adverbiais
Atividades sobre Orações Subordinadas Adjetivas
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Atividade sobre Orações subordinadas substantivas (I)


Leia o anúncio a seguir e responda às questões de 1 a 8.

1. Por meio dos pronomes ela e você, o locutor desse texto faz referência a duas pessoas. Associe o  texto e a imagem.
a) A quem se refere o pronome ela
b) E o pronome você
2. Do ponto de vista sintático, o texto apresenta uma construção interessante: na primeira parte há  uma única oração principal, acompanhada de várias orações subordinadas que a complementam.
a) Qual é a oração principal? 
b) Que palavra da oração principal é complementada pelas orações subordinadas?
c) Como se classificam as orações subordinadas? 
3. As orações subordinadas referem-se a diferentes tipos de conhecimentos e informações a respeito  do mundo. Identifique no texto exemplos de:
a) conhecimentos sobre a história da humanidade; 
b) informações sobre a situação geopolítica do mundo atual; 
c) conhecimentos sobre comportamento, cultura e religião;
d) informações sobre a atual situação científica e tecnológica da humanidade. 
4. O conjunto dos conhecimentos mencionados no texto representa uma síntese de tudo o que o  ser humano aprende durante a vida. De que modo esses conhecimentos são adquiridos?
5. No anúncio, mãe e filha estão nuas e felizes. O que a nudez pode representar? 
6. A estrutura sintática e o conteúdo do texto apresentam semelhanças. Indique a única afirmativa  falsa a respeito dessas semelhanças:
a) A menina do anúncio representa a humanidade; é o ser humano que se renova a cada geração.
b) Do ponto de vista sintático, a menina é representada pelo pronome ela (1ª linha), cuja função  é a de sujeito agente, que executa a ação de saber.
c) O objeto do verbo saber é o conjunto das orações subordinadas, que expressam as informações e conhecimentos que a menina deverá adquirir durante a vida.
d) A voz ativa do enunciado expressa a visão de que o homem é um ser agente e transformador,  que aprende a conhecer e a transformar o mundo.
e) As orações subordinadas, em razão de sua função de objetos diretos do verbo saber, sugerem que o homem atual, representado pela menina, é passivo diante dos rumos do mundo  moderno.
7. Na parte de baixo do anúncio, há dois enunciados e o logotipo do GNT, um canal de televisão  pago que veicula notícias e entretenimento. A pergunta “Quem vai explicar: você ou a vida?”,  apesar de dirigida aos leitores, é, de certa forma, respondida pelo anúncio. Explique essa resposta.

8. Todo anúncio visa promover um produto. No caso desse anúncio, promove-se um canal de televisão por assinatura. Levando em conta que o anúncio foi publicado num dos maiores jornais do  país, dê sua opinião: A estratégia publicitária adotada pelo próprio anunciante, isto é, o modo de  procurar convencer o consumidor, é adequada? Por quê?

# RESPOSTAS (GABARITO)

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Atividades sobre conjunções (II)


Leia o poema abaixo para responder às questões de 1 a 4.

Ciranda ao redor do mundo
Se todas as moças do mundo 
Quisessem se dar 
A mão ao redor do mar
Poderiam dançar uma ciranda

Se todos os rapazes do mundo
Quisessem ser marinheiros
Sairiam em barcos ligeiros
Pelo mar profundo
Saltando de onda em onda...

Poderiam então
Fazer uma ciranda
Ao redor do mundo
Se toda gente do mundo
Quisesse se dar a mão...
(Paul Fort. In: Obras-primas da poesia  universal. Trad. Raymundo Magalhães

1. Na 1ª e 2ª estrofes do poema, a conjunção se inicia o 1º verso.
a) Essa conjunção é coordenativa ou subordinativa? 
b) Que ideia ela expressa? 

2. Essa conjunção expressa uma ideia necessária para que se realize ou deixe de se realizar a ação  expressa na oração principal.
a) Qual é a ação que pode se realizar ou não na 1ª estrofe? 
b) E na 2ª?

3. A ideia de condição é retomada na última estrofe do poema.
Qual é a condição para que a ação de fazer uma ciranda ao redor do mundo ocorra?

4. No plano da realidade:
a) É possível que todas as moças do mundo queiram se dar as mãos, ou que todos os rapazes do  mundo queiram ser marinheiros? 
b) É possível que toda gente do mundo queira se dar a mão? 
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Atividades sobre conjunções (I)


1. A conjunção coordenativa e pode assumir outros valores, dependendo da relação que estabelece  entre os termos (orações ou palavras) coordenados. Observe o emprego da conjunção e nesta frase:
Fui à biblioteca e não consegui devolver o livro.

 Note que, nesse caso, a relação que a conjunção e estabelece entre as duas orações é diferente  daquela que lhe é comum, com valor aditivo, pois equivale a mas e tem, portanto, valor adversativo.
A conjunção e pode, ainda, assumir outros valores.
Indique, entre as frases a seguir, aquela em que a conjunção coordenativa e:
• tem valor adversativo • indica finalidade
• tem valor conclusivo • introduz uma explicação enfática

a) Meu amigo estudou o ano inteiro e deve ir bem nos exames vestibulares.
b) A nova professora é uma mulher arrogante e extremamente competente.
c) Ela gritou que não queria saber de nada. E muito menos eu, disse-lhe, virando-lhe as costas.
d) O garoto ia buscar o livro e entregá-lo à diretora.

Leia o anúncio abaixo para responder às questões de 2 a 4.

2. Os termos viver e sonhar estão ligados por duas conjunções coordenativas: ou e e.
a) Indique a relação que cada uma delas estabelece entre esses termos.
b) Que ideia o ponto de interrogação acrescenta à primeira frase?
c) A segunda frase responde à questão proposta pela primeira e termina com ponto final. O que  o ponto final expressa na segunda frase?

3. O anúncio tem por finalidade promover uma revista especializada em decoração. A primeira frase  em destaque opõe viver e sonhar, e a segunda une esses elementos.
a) O que é viver nesse contexto?
b) E sonhar?
c) Do ponto de vista do anunciante, em que consiste unir a vida ao sonho?

4. Na capa da revista anunciada aparece a frase “Tira, põe... ache o lugar”, que possivelmente remete  a uma reportagem sobre armários e estantes.
a) Provavelmente, que conjunção coordenativa está implícita entre as orações “Tira” e “põe”? e
b) E entre “Tira, põe” e “ache o lugar”?

# RESPOSTAS (GABARITO)

Leia mais:
Atividades sobre Conjunções (II) - 8º ano
Atividades sobre Orações Subordinadas - Conjunções Subordinativas
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Atividades sobre pontuação

Leia o texto a seguir, de Moacyr Scliar, atentando para sua pontuação, e depois responda às  questões de 1 a 8.

Ai, gramática, ai, vida.
[...]
INFÂNCIA: A PERMANENTE EXCLAMAÇÃO
     Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro,  quem não chora não mama! Me dá! É meu!
[...]
A PUBERDADE: A TRAVESSIA (OU O TRAVESSÃO)
[...]
     — O que eu acho, Jorge — não sei se tu também achas —  o que eu acho — porque a gente sempre acha muitas coisas —  o que eu acho — não sei — tu és irmão dela — mas o que eu  estive pensando — pode ser bobagem — mas será que não é de  a gente falar — não, de eu falar com a Alice —
     — Alice tu sabes — tu me conheces — a gente se dá — a 
gente conversa — tudo isto Alice — tanto tempo — eu queria 
te dizer Alice — é difícil — a gente — eu não sei falar direito.
JUVENTUDE — A INTERROGAÇÃO
     Mas quem é que eu sou afinal? E o que é que eu quero? E  o que é que vai ser de mim? 
     E Deus, existe? E Deus cuida da gente? E o anjo da guarda, existe? E o diabo? E por que é que a gente se sente tão mal?
[...]
     Mas por que é que tem pobres e ricos? Por que é que uns têm tudo e outros não têm nada? Por que é que uns têm auto e  outros andam a pé? Por que é que uns vão viajar e outros ficam 
trabalhando?
AS PAUSAS RECEOSAS (RECEOSAS, VÍRGULA, CAUTELOSAS) DO JOVEM ADULTO
     Estamos, meus colegas, todos nós, hoje, aqui, nesta festa de  formatura, nesta festa, que, meus colegas, é não só nossa, colegas, mas também, colegas, de nossos pais, de nossos irmãos, de nossas noivas, enfim, de todos quantos,  nas jornadas, penosas embora, mas confiantes sempre, nos acompanharam, estamos, colegas, cônscios  de nosso dever, para com a família, para com a comunidade, para com esta Faculdade, tão jovem, tão  batalhadora, mas ao mesmo tempo tão, colegas, tão. 
O HOMEM MADURO. NO PONTO.
     Uma cambada de ladrões. Têm de matar.
     Matar. Pena de morte.
     O Jorge também. Cunhado também. Tem de matar. Esquadrão da morte. E ponto final. No meu  filho mando eu. E filho meu estuda o que eu quero. Sai com quem eu quero. 
     Lê o que eu quero. Frequenta os clubes que eu mando.
     Tu ouviste bem, Alice. Não quero discutir mais este assunto. E ponto final.
(UM PARÊNTESE)
(Está bem, Luana, eu pago, só não faz escândalo) 
O FINAL... RETICENTE...
     Sim, o tempo passou... E eu estou feliz... Foi uma vida bem vivida, esta... Aprendi tanta  coisa... Mas das coisas que aprendi... A que mais me dá alegria... É que hoje eu sei tudo... Sobre  pontuação...
(Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar e outras crônicas. Porto Alegre: L&PM, 1995. p. 88-91.)

1. O narrador-personagem associa as fases da vida a sete sinais de pontuação e, por meio deles,  narra a sua história. Na 1ª parte, a infância é associada ao sinal de exclamação. De quem são as  falas e o que a exclamação expressa:
a) no 1º parágrafo?
b) no 2º parágrafo?

2. Na 2ª parte do texto, o narrador associa a adolescência ao travessão, fazendo um trocadilho entre  travessão e travessia. A que tipo de travessia se refere o narrador?
# PROFESSOR DIOGO:

3. Ainda na 2ª parte do texto, o protagonista conversa com um amigo (Jorge) e sua irmã (Alice).
a) De que assunto ele quer tratar com essas pessoas?
b) O que o emprego constante do travessão sugere quanto ao estado emocional do protagonista?

4. A 3ª parte, a da juventude, é associada ao ponto de interrogação. Qual é a relação entre esse sinal de pontuação e essa fase da vida?

5. Na 4ª parte, o protagonista é um jovem adulto, que está terminando a faculdade. O narrador  associa essa fase à vírgula.
a) Observe o emprego da palavra vírgula no título dessa parte. Indique uma palavra ou expressão que tenha um sentido aproximado da palavra vírgula nesse contexto.
b) Qual a intenção do narrador ao empregar a palavra vírgula nesse contexto?
c) No título, o narrador faz um trocadilho, chamando as vírgulas de “pausas receosas” e depois corrigindo para “pausas cautelosas” do jovem adulto. Levando em conta a fase em que se encontra  esse jovem — de fim dos estudos e de iniciação profissional —, por que considera essa fase  “cautelosa”?

6. Na 5ª parte, a maturidade do protagonista é associada ao ponto final.
a) Explique a ambiguidade, isto é, o duplo sentido da frase “No ponto”, do título dessa  parte.
b) Observe a forma como o protagonista expressa suas opiniões e como se posiciona diante do  que acha certo ou errado. Que relação há entre ele dizer “E ponto final” e seu modo de ser  na maturidade?
c) Os nomes de Alice e Jorge, já mencionados na 2ª parte da vida do protagonista, reaparecem  na 5ª parte. Qual é o provável parentesco existente entre o protagonista e essas outras personagens?

7. Como você sabe, uma das funções dos parênteses é indicar uma espécie de desvio do texto central  ou o acréscimo de uma informação acessória. Na 6ª parte, esse sinal de pontuação é usado em  uma conversa do protagonista com Luana.
a) Levante hipóteses: Que tipo de relação você acha que existe entre eles?
b) O que o emprego dos parênteses sugere?

8. O narrador intitula a última parte de “O final... reticente...”. Como você sabe, as reticências  podem ter diferentes papéis e sentidos. Veja alguns deles:
• indicar que o sentido vai além do que foi expresso;
• indicar suspensão do pensamento, reflexões;
• indicar dúvida, hesitação;
• permitir que o leitor, usando a imaginação, dê continuidade ao texto.
Na sua opinião, qual ou quais dos itens acima traduzem melhor a intenção do narrador ao associar essa fase da vida a esse sinal de pontuação?

# RESPOSTAS (GABARITO)
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