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sábado, 26 de março de 2022

Atividade de interpretação a partir do livro "A Droga da Obediência", de Pedro Bandeira



Leia o trecho abaixo da obra "A droga da obediência", de Pedro Bandeira, e responda às questões 1 e 2:

Até aquele momento, Crânio só tinha ouvido a discussão, com sua gaitinha nos lábios, sem um som e também sem uma palavra.
- Esquisito, Chumbinho? – perguntou Crânio. – Esquisito, como?
- Sei lá. Esquisito... careta... diferente... sei lá!
- Fale, garoto! – comandou Miguel. – Tudo pode ajudar a gente.
Mais uma vez Chumbinho tinha conseguido tornar-se o centro de atração dos Karas. Estava radiante!
- Bom... vocês sabem como é o Bronca...
- Claro que sabemos, Chumbinho – apressou Magrí. – É o sujeito mais esquisito do Elite. É por isso que todo mundo chama o Bronca de Bronca.
- Pois é. – continuou Chumbinho. – Na sexta-feira, ele estava diferente. Era como se não fosse o Bronca. Diferente! Parecia um carneirinho, mas um carneirinho com um olhar estranho, parado, nem sei explicar direito...
- Vê se dá um jeito de explicar, moleque! – ralhou Calú. Fala logo. Vê se não enrola!
- Não estou enrolando, Calú! Eu falei pra gente pular o muro e ir até o flíper, mas o Bronca disse que não, ficou dizendo que era proibido, ficou repetindo que tudo era proibido, que ele tinha de obedecer...
BANDEIRA, Pedro. A droga da obediência. São Paulo: Moderna, 2014.

1. Pedro Bandeira, de forma divertida, constrói suas narrativas, levando o público jovem a discutir diversos temas que fazem parte de suas vidas no cotidiano na sociedade em que vivem. Na obra lida, que tema tratado traz uma discussão bastante atual acerca de um fato que tem influenciado a vida de muitos adolescentes no Brasil?
A) O tema central foi a escolha da profissão. Atualmente, os adolescentes são pressionados a escolher uma carreira muito cedo, pois a sociedade requer um indivíduo preparado para assumir suas responsabilidades familiares e profissionais. Por isso, o título da obra, A droga da obediência, já que é bastante ruim ter de responder ao que a sociedade espera tão precocemente, isto é, na adolescência.
B) O tema central foi a rebeldia dos adolescentes. Hoje em dia, os pais estão com menos tempo para orientar seus filhos. Assim, eles perdem as referências sobre respeito e responsabilidade. A obra ensina a família e aos adolescentes a resgarem valores importantes para sua convivência em sociedade. Por isso, o título é "A droga da obediência", já que obedecer, para esses adolescentes, é algo ruim como a droga.
C) O problema das drogas lícitas, isto é, ao uso abusivo de medicamentos. Isso, porque, na vida real, a droga da obediência é todo tipo de medicamento que controla o comportamento de pessoas, que não se concentram, que têm problemas de aprendizagem, que são hiperativas, isto é, que não se ajustam a certos padrões – injustos – de comportamento.  O título da obra é "A droga da obediência", pois trata da criação de um medicamento feito para controlar o comportamento dos adolescentes e, futuramente, do mundo todo.
D) O consumismo dos adolescentes. Como forma de compensar a ausência em casa, os pais que trabalham dão presentes caros aos filhos, e, com isso, os filhos tornam-se pessoas cada vez mais consumistas.
E) Trata-se de uma aventura sobre a importância da prática de esportes. Frequentemente, a mídia aponta que o índice de obesidade está aumentando. Isso ocorre porque os adolescentes estão deixando a prática saudável de esportes e adotando a vida sedentária ao usar os eletrônicos exageradamente.

2. Antes do seu desaparecimento, Chumbinho afirma que Bronca estava obediente. Isso chamou a atenção dos Karas e ajudou a turma a resolver o caso, uma vez que Bronca era conhecido por ser
A) Obediente.
B) Rebelde.
C) Irritado.
D) Tagarela.
E) Mentiroso.

Leia atentamente o fragmento da obra "A Droga da Obediência" e responda às questões 3 e 4.

"A campainha do Colégio Elite não soou dando o sinal para o recreio porque o Colégio Elite não tinha campainha. Um colégio especial como aquele, para estudantes muito especiais, não precisava de sinal. Todas as decisões do Elite contavam com a participação direta dos alunos, que, por isso, cumpriam as regras sem precisar de qualquer comando. As regras eram deles."

3. Em: “Todas as decisões no Elite contavam com a participação direta dos alunos, que, por isso, cumpriam as regras sem precisar de qualquer comando. As regras eram deles.”
A) Pode-se afirmar que o autor retrata a relação democrática entre a escola e os alunos.
B) Pode-se afirmar que o autor retrata a relação desrespeitosa entre os alunos e a escola.
C) Pode-se afirmar que os alunos não cumpririam as regras se não fossem feitas por eles.
D) Não se pode afirmar que havia regras no Elite.
E) A campainha não soou porque havia sido quebrada pelos alunos.

4. Em: “ As regras eram deles.”, as palavras destacadas em itálico
A) destacam o fato de os alunos não cumprirem as regras.
B) são apenas erros de digitação.
C) referem-se à palavra decisões.
D) destacam a ideia de que as regras eram feitas para os alunos.
E) destacam a ideia de que as regras eram feitas pelos alunos.

Leia o trecho abaixo da obra "A Droga da Obediência" e responda ao que se pede nas questões 5 e 6.
"Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes – os Karas – enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios através de uma perigosa droga que está sendo testada em alunos dos melhores colégios de São Paulo..."

5. Assinale a alternativa cujas palavras poderiam substituir "sinistro", "macabra", "subjugar" e "desígnios", sem prejuízo do sentido.
A) acidental, mortal, conquistar, espaços.
B) trágico, mortal, anular, nomeados.
C) apavorante, medonha, dominar, propósitos.
D) medonho, fúnebre, julgar, espaços.
E) acidental, medonho, julgar, propósitos.

6. Campo semântico é todo conjunto de palavras unidas pelo sentido. "Sinistro", "macabra", "subjugar" e "desígnios" são palavras escolhidas com a finalidade de
A) apenas levar o leitor a refletir.
B) apenas deixar o leitor sem pistas sobre a história.
C) compor e reforçar uma atmosfera de humor.
D) compor e reforçar o clima de catástrofe natural que há na história.
E) compor e reforçar no leitor uma expectativa de suspense na narrativa.

sábado, 19 de março de 2022

Atividade a partir do romance "O Pequeno Príncipe", de Antonie Saint-Exupéry


 Ilustração de "O Pequeno Príncipe", de Antonie Saint-Exupéry
Leia o trecho do romance "O Pequeno Príncipe", do escritor francês Antonie Saint-Exupéry, e responda as questões a seguir:

O Pequeno Príncipe

[...]
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o principezinho. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o principezinho. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo, a teus olhos, de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
- Começo a compreender - disse o principezinho. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou.
[...]
Assim o principezinho cativou a raposa. [...]
SAINT-EXUPÉRY, Antonie de. O pequeno príncipe. Tradução de Dom Marcos Barbosa. 41. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994

# Questões:
1. Por ser um romance, o texto lido possui elementos da narrativa. Neste trecho quem são os personagens que participam do diálogo?
a) Piloto e Príncipe
b) Raposa e Príncipe
c) Raposa e Piloto
d) Príncipe e Galinha

2.  A raposa fala sobre “cativar”. Qual o sentido de "cativar" no texto lido?
a) libertar-se
b) desaprender
c) criar laços
d) fugir

3. Conversando com Príncipe, a raposa faz uma "crítica à sociedade" ao explicar o ato de "cativar" como sendo "uma coisa muito esquecida". O que ela queria dizer com isso?
a) que as pessoas estão sempre felizes por qualquer coisa
b) que os homens estão cada vez mais distantes uns dos outros
c) que a sociedade tem se preocupado menos com atividades superficiais
d) que a humanidade tem buscado se ocupar com coisas essenciais para a vida

4. No trecho "... eu creio que ela me cativou", o pronome "ela" se refere à
a) galinha
b) raposa
c) flor
d) criança

5.  No trecho "... mas não viu nada", a conjunção "mas" indica
a) explicação
b) adição
c) oposição
d) alternância

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Atividade sobre o livro "A Ilha do Tesouro"




Leia o texto abaixo.

A Ilha do Tesouro

    Em certo dia do ano de mil setecentos e tantos, um velho marinheiro, com uma cicatriz no rosto, bateu com o seu bordão ferrado à porta da estalagem “Almirante Benbow”. Disse rudemente ao estalajadeiro, meu pai, que lhe trouxesse um copo, pediu notícias da freguesia, mandou em seguida o empregado levar-lhe a bagagem e atirou sobre a mesa três ou quatro moedas de ouro.
    Durante os dias seguintes, o Capitão – assim queria o estranho hóspede que lhe chamassem – outra coisa não fez senão vagar ao longo da baía e sobre os rochedos, munido de um óculo. Ríspido, zangado, esbravejando, o dia todo, não respondia ao que lhe perguntavam; mas, após algum tempo, me chamou à parte para dizer-me que observasse todos os fregueses e o avisasse da chegada de um marinheiro perneta.
    Nas tardes chuvosas, contava horríveis histórias de naufrágios, enforcamentos e torturas.
Eu, minha mãe, meu pai e uns poucos fregueses o escutávamos apavorados. [...]
    Em certa manhã de janeiro me vi diante de um homem sem dois dedos da mão esquerda e com um facão no cinto [...], começou a fazer-me perguntas a respeito de um certo Bill, um marinheiro seu amigo.
    As minhas respostas vagas, todas monossilábicas, retrucou que seu amigo Bill devia ser o próprio Capitão e, pegando-me de repente por um braço, perguntou-me onde estava ele nesse momento e a que horas voltaria.
    Ficamos a esperá-lo, ele e eu, na sala da estalagem durante cerca de meia hora.
    Afinal o Capitão regressou e, quando ouviu aquela estranha personagem chamá-lo pelo nome, exclamou furiosamente:
    – Cão Negro! Os dois homens trocaram algumas palavras em voz alta e mandaram-me embora.
    Deixei-os sós, mas pouco depois ouvi um barulho de móveis caindo, um tinir de lâminas metálicas, um grito de dor, e vi o Cão Negro fugindo como um doido, seguido do Capitão. Junto da porta, este desferiu um terrível golpe de facão, que não alcançou o alvo, e o Cão Negro, embora ferido no ombro, ainda teve tempo de escapar. [...]
STEVENSON, Robert Louis. Disponível em:<http://www.elivros-gratis.net/elivros-gratis-infanto-juvenil.asp>. Acesso em: 22 jun. 2012.
Fragmento. (P091546RJ_SUP)

# Respostas:
1. Nesse texto, no trecho “As minhas respostas vagas,...” (ℓ. 16), a palavra "vagas" revela que as respostas eram
A) contraditórias.
B) imprecisas.
C) limitadas.
D) livres.

2. De acordo com esse texto, o Capitão pediu que o narrador observasse todos os fregueses porque queria
A) conhecer melhor a estalagem “Almirante Benbow”.
B) contar histórias de naufrágios.
C) saber notícias da freguesia.
D) ser avisado da chegada de um marinheiro perneta.

3. Nesse texto, há uma opinião do narrador em:
A) “... um velho marinheiro, com uma cicatriz no rosto,...”. (ℓ. 1-2)
B) “... o Capitão – assim queria o estranho hóspede que lhe chamassem...”. (ℓ. 6-7)
C) “... me vi diante de um homem sem dois dedos da mão esquerda...”. (ℓ. 13)
D) “Ficamos a esperá-lo, ele e eu, na sala da estalagem...”. (ℓ. 19)

4. De acordo com esse texto, o Capitão
A) andava com um facão no cinto.
B) esperou por seu amigo na sala da estalagem.
C) teve o braço ferido na discussão com o marinheiro.
D) tinha uma cicatriz no rosto.

5. No quinto parágrafo desse texto, o narrador parece estar
A) agressivo para se defender.
B) assustado com a atitude do marinheiro.
C) desatento à explicação do homem.
D) desinteressado de responder sobre Bill.


sábado, 16 de maio de 2020

Atividade sobre o romance "São Bernardo", de Graciliano Ramos




Leia o texto abaixo - um fragmento do romance "São Bernardo", de Graciliano Ramos:

    Antes de iniciar este livro, imaginei construí-lo pela divisão do trabalho.
    Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. Eu traçaria o plano, introduziria na história rudimentos de agricultura e pecuária, faria as despesas e poria o meu nome na capa.
    Estive uma semana bastante animado, em conferências com os principais colaboradores, e já via os volumes expostos, um milheiro vendido graças aos elogios que, agora com a morte do Costa Brito, eu meteria na esfomeada Gazeta, mediante lambujem. Mas o otimismo levou água na fervura, compreendi que não nos entendíamos.
    João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante. Calculem.
    Padre Silvestre recebeu-me friamente. Depois da Revolução de Outubro, tornou-se uma fera, exige devassas rigorosas e castigos para os que não usaram lenços vermelhos. Torceu-me a cara. E éramos amigos. Patriota. Está direito: cada qual tem as suas manias. Afastei-o da combinação e concentrei as minhas esperanças em Lúcio Gomes de Azevedo.
Gondim, periodista de boa índole e que escreve o que lhe mandam. [...] RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 1-2. Fragmento. (P120568RJ _SUP)

# Questões:
1. No trecho “Afastei-o da combinação...” (ℓ. 17), o pronome "o" retoma
A) Azevedo Gondim.
B) Costa Brito.
C) João Nogueira.
D) Lúcio Gomes.
E) Padre Silvestre.

2. Nesse texto, um trecho que demonstra um traço de ironia está em:
A) “Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas;...”. (ℓ. 3-4)
B) “... prometi ao Arquimedes a composição tipográfica;...”. (ℓ. 4-5)
C) “Mas o otimismo levou água na fervura,...”. (ℓ. 10-11)
D) “João Nogueira queria o romance em língua de Camões [...]. Calculem.”. (ℓ. 12-13)
E) “Padre Silvestre recebeu-me friamente.”. (ℓ. 14)

3. Nesse texto, os termos “Cruzeiro” e “Gazeta” estão em itálico para
A) apresentar citações diretas.
B) destacar nomes de periódicos.
C) indicar comentários do autor.
D) marcar termos estrangeiros.
E) ressaltar palavras novas.

4. No trecho “Padre Silvestre recebeu-me friamente. Depois da Revolução de Outubro, tornou-se uma
fera,...” (ℓ. 14-15), a expressão "tornou-se uma fera" é utilizada com o objetivo de
A) demonstrar indiferença em relação à frieza do Padre.
B) intensificar o quão furioso tornou-se Padre Silvestre.
C) ironizar o Padre por conta da decepção sofrida.
D) questionar a atitude tomada pelo Padre Silvestre.
E) sugerir discordância a respeito da atitude do Padre.

5. No trecho “Mas o otimismo levou água na fervura,...” (ℓ. 10-11), a expressão "levou água na fervura" é um exemplo
de linguagem utilizada em
A) artigos de medicina.
B) audiências jurídicas.
C) conversas entre amigos.
D) notícias de jornais.
E) reuniões administrativas.

6. No trecho "... e poria o meu nome na capa", a conjunção "e" indica ideia de
A) adição
B) alternância
C) oposição
D) explicação
E) conclusão

# RESPOSTAS (GABARITO)

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Atividade com um capítulo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis




Leia o capítulo "O velho diálogo de Adão e Eva", de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis:
                     
BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . .
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . .
BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . !
BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .?
BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . !
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ?
BRÁS CUBAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . !
VIRGÍLIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . !

Brás Cubas: Oi, tudo bom?
Virgília: Tudo.
Brás Cubas: Quanto tempo que não a vejo. Senti saudades e vim lhe ver.
Virgília: Eu também senti saudades!
Brás Cubas: Lembrei-me da nossa juventude.
Virgília: Você se lembra de quando nos encontramos pela última vez na praça? Foi o dia mais feliz que eu tive em toda minha vida.
Brás Cubas: Queria voltar e recomeçar tudo.
Virgília: Quando aconteceu éramos jovens; hoje sou casada.
Brás Cubas: Mas nunca é tarde para recomeçar um amor tão puro como era o nosso! Você é a única pessoa em que eu penso! A minha vida só tem sentido se você estiver nela!
Virgília: Se me ama tanto, por que ficou longe tanto tempo?
Brás Cubas: Esqueça isso. Eu a amo!
Virgília: Eu sempre o amei e sempre irei amá-lo!
 In: Memórias póstumas de Brás Cubas. Dom Casmurro. São Paulo: Abril Cultural. 1978. p. 85.

# Atividades:
01 – No texto duas personagens dialogam entre si e o conteúdo da conversa é sugerido por linhas pontilhadas e por sinais de pontuação. Ao todo, as personagens falam seis vezes cada uma, e sempre nesta disposição: Brás Cubas fala e Virgília responde:
Observe o tamanho das linhas pontilhadas, os sinais de pontuação empregados e levante hipóteses:
a)   O que possivelmente Brás Cubas disse a Virgília em sua primeira fala?

b)   O que sugere o tamanho da 2ª fala de Brás Cubas?

c)   Compare as duas primeiras respostas de Virgília. Que diferença de sentido existe entre elas? Por que, possivelmente, se empregou o ponto de exclamação apenas na 2ª resposta de Virgília?

02 – Os pontos de interrogação e de exclamação se alternam no texto, ora se apresentando na fala de uma, ora na fala de outra personagem. Na última fala de cada uma, entretanto, há uma coincidência quanto ao tamanho da linha pontilhada e quanto ao sinal de pontuação empregado.
a)   O que a alternância desses sinais de pontuação sugere quanto às ideias das personagens?

b)   O que a coincidência entre as duas últimas falas sugere?

03 – O título do texto é “O velho diálogo de dão e Eva”. O que esse título sugere em relação ao tipo de diálogo ocorrido entre Brás Cubas e Virgília? Por quê?

04 – Nesse romance, Virgília é casada com a personagem Lobo Neves. Antes de ela se casar, Brás Cubas já mostrava interesse por ela. Entre eles, agora, começa a nascer um forte envolvimento emocional. Leia o final do capítulo que antecede o texto lido:

        “[...] o meu pensamento, ardiloso e traquinas, saltou pela janela a fora e bateu as asas na direção da casa de Virgília. Aí achou ao peitoril de uma janela o pensamento de Virgília, saudaram-se e ficaram de palestra. Nós a rolarmos na cama, talvez com frio, necessitados de repouso, e os dois vadios ali postos, a repetirem o velho diálogo de Adão e Eva.”

        Considerando esse contexto anterior, que sentido ganha a coincidência das falas finais das duas personagens no relacionamento que eventualmente possam ter?
   
05 – Reescreva o texto de Machado de Assis, substituindo as linhas pontilhadas por frases que tenham o mesmo sentido que você depreendeu do diálogo original. Terminando-o, leia-o para os colegas, comparando as produções.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Fonte: armazemdetexto.blogspot.com

# Clique aqui e conheça a lista de atividades para cada uma das escola literárias

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Aula sobre o gênero Romance - "Harry Potter"




Leia o trecho abaixo do I Capítulo de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, quando Harry é deixado, ainda bebê, para os tios criarem, após a criança ter se tornado órfão dos pais e ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato de Lord Voldemort.

“- Boa sorte, Harry – murmurou Dumbledore, Girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu. 

Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar, sua mãozinha agarrou a carta ao lado mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, (...) não podia saber que, neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo e em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas. 

A HarryPotter: o menino que sobreviveu”.

Responda às questões que seguem: 
1. A que gênero textual pertence o trecho acima, da obra “Harry Potter e a Pedra Filosofal”?
a) crônica   b) conto  c) romance   d) filme     e) mágica
RESPOSTA

2. O trecho se refere a que elemento do enredo narrativo?
a) apresentação   b) complicação   c) clímax   d) desfecho

3. Sobre as características do texto narrativo no trecho lido, é a alternativa mais correta?
a) Dumbledore e Harry Potter são personagens
b) "rua dos Alfeneiros" indica espaço
c) "neste mesmo instante" indica tempo
d) o narrador é observador
e) todas as alternativas anteriores são corretas
RESPOSTA

4. Qual o valor semântico das conjunções “e” e “mas”, respectivamente?
a) adição e oposição   
b) adição e explicação   
c) explicação e oposição
d) conclusão e adição   
e) oposição e conclusão

5. O Discurso direto se encontra na alternativa:
a) "Harry Potter virou-se"
b) "Boa sorte, Harry"
c) "havia pessoas se reunindo"
d) "murmurou Dumbledore"
e) "ele continuou a dormir"

6. Que sentido se pode inferir desse trecho: “ele continuou a dormir... sem saber que era especial”?
a) Harry não sabia que seus pais haviam morrido
b) Harry ainda não sabia que era um bruxo importante
c) Harry desconhecia o fato de que era um menino normal
d) Harry sabia que era famoso
e) Harry ainda não sabia que nunca tivera pais
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Atividade a partir do romance "A culpa é das estrelas", de John Green



Leia o texto abaixo, um fragmento do livro "A culpa é das estrelas", de John Green:

- Augustus, talvez você queira falar de seus medos para o grupo.
- Meus medos?
- É
- Eu tenho medo de ser esquecido - disse de sem querer um momento de pausa. (...)
Olhei na direção do Augustus Waters, que me devolveu o olhar. Quase dava para ver através dos olhos  dele, de tão azuis que eram.
- Vai chegar um dia - eu disse - (...) Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo.
Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui - fiz um gesto abrangente - vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. (...) E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. (...)
Assim que terminei fez-se um longo silêncio, e eu pude ver um sorriso se abrindo de um canto ao outro no rosto do Augusto – não o tipo de sorriso (...) do garoto tentando (...) me encarar, mas um sorriso sincero, quase maior que a cara dele. 
- Caramba – disse ele baixinho – Não é que você é mesmo demais?

# Exercícios:
1. De acordo com esse texto, o medo de Augustus era
a) o fim da espécie humana
b) o silêncio
c) ser esquecido
d) sobreviver à explosão do Sol

2. Na expressão "- Caramba!", o ponto de exclamação reforça a ideia de
a) admiração
b) constrangimento
c) crítica
d) desconfiança

3. De acordo com esse texto, era possível ver através dos olhos de Augustus porque
a) encaravam a narradora
b) eram maiores que o rosto
c) eram muito azuis
d) pareciam sinceros

4. O trecho "Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo.", foi construído a partir de qual recurso estilístico?
a) Exagero de uma ideia
b) Humanização de um sentimento
c) Jogo de palavras
d) Repetição de sons parecidos

5. Qual é o trecho que apresenta ideia de tempo?
a) "Augustus, talvez você queira falar de seus medos"
b) "Quase dava para ver através dos olhos  dele"
c) "Assim que terminei fez-se um longo silêncio"
d) "sorriso se abrindo de um canto ao outro no rosto"

6. A linguagem utilizada no trecho "-Caramba! - disse ele baixinho - Não é que você é mesmo demais?" é
a) culta     b) informal     c) regional     d) técnica

7. A que gênero textual pertence a obra "A culpa é das estrelas"?
a) conto     b) fábula     c) romance     d) crônica


sábado, 12 de setembro de 2015

Atividade de interpretação a partir do romance "Frankenstein", de Mary Shelley


# Questões a partir de um trecho do livro "Frankenstein", de Mary Shelley, em que o personagem  Victor Frankenstein (médico) narra o momento em que toma conhecimento sobre a eletricidade e passa a ter ideias intrigantes:

"...abandonei de pronto as minhas prévias ocupações; desembaracei-me da história natural e toda a sua gênese, como se fossem criaturas disformes e abortivas ... Nesse estado de espírito, eu me dediquei à matemática e aos ramos de estudo dela derivados, por estarem apoiados em sólidos estudos e, portanto, serem dignos de minha consideração.
...Em retrospecto, me parece que esta mudança quase milagrosa em minha inclinação e vontade foi sugestão imediata do meu anjo da guarda — o último esforço do espírito de preservação para impedir a tormenta que mesmo naquele momento formava-se nos céus, pronta para me atingir... mas foi em vão. O destino era por demais potente, e as suas leis imutáveis haviam decretado minha mais absoluta destruição".

# Questões:
1. O trecho acima tem relação com que ideia da palavra "romance": relacionamento amoroso ou narrativa longa e fictícia? Explique sua resposta.

2. O que você conhece ou já ouviu falar sobre o personagem "Frankenstein"?

3. Qual o foco narrativo utilizado: narrador personagem ou narrador observador? Explique sua resposta.

4. Qual o discurso usado: direto ou indireto? Explique sua resposta.

5. Reconheça os valores semânticos das orações retiradas do trecho do livro:
a) "... como se fossem criaturas disformes e abortivas"

b) "... portanto, serem dignos de minha consideração"

c) "... mas foi em vão"

d) "... e as suas leis imutáveis haviam decretado minha mais absoluta destruição"

# RESPOSTAS (GABARITO)   Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Atividade de interpretação a partir do romance "Jogos Vorazes", de Suzanne Collins



Leia o trecho do livro "Jogos Vorazes" (de Suzanne Collins), em que Peeta Mellark (um participante dos "Jogos") é entrevistado por Caesar (entrevistador do "Jogos").

"- Ela tem outro cara? - Pergunta Caesar. 
- Eu não sei, mas muitos outros garotos gostam dela - diz Peeta. 
- Então, faça o seguinte. Ganhe, volte para casa. Ela não pode te recusar então, hein? - diz Caesar. 
- Eu não acho que vai funcionar. Ganhar... não vai ajudar no meu caso - diz Peeta. 
- Por que não? - diz Caesar, perplexo. 
Peeta cora um tom de beterraba e gagueja. -Porque... porque... ela veio aqui comigo." 

# Questões:
1. Qual o gênero textual que pertence o livro "Jogos Vorazes". Justifique com suas próprias palavras.

2. A partir do trecho lido:
a) Qual é a situação conflituosa vivenciada pelo personagem Peeta?

b) E qual o propósito do personagem Caesar com essa situação?

c) Sabendo-se que, pelas regras dos "Jogos", apenas um participante sobrevive até o final, por que Peeta diz que não adiantaria ganhar a competição?

4. Na sua opinião, esse trecho faz uma crítica à diversão da classe dominante à custa do sacrifício dos menos favorecidos? Em, no mínimo 5 linhas, desenvolva uma análise sobre isso.

5. Identifique no texto:
a) Uma frase em discurso direto

b) uma frase em discurso indireto

c) uma oração indicando oposição

d) uma oração indicando explicação Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Questões Saerj - Português - Romance "Vila dos Confins"


Leia o fragmento abaixo do capítulo – “Sertão dos Confins” – da obra Vila dos Confins de Mário Palmério e responsa às questões que seguem:

     O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso e branco, que principia na Serra dos Ferreiros e acaba no Ribeirão das Palmas. (...)
     Ah, e a caatinga!
     Lavoura, lavoura mesmo, por ora nada: meia quarta de arroz aqui, litrinho ali de feijão comum; milho, cana e mandioca; e, lá uma vez na vida, um canteirinho de algodão. (...)
Se o Sertão dos Confins é magro de boas terras, tem lá as suas compensações. A caça encontra-se à vontade nas tiras de mato e nas varjões beira-rio: jacus, jaós, patos, e tudo o que é raça de passarão morador nas redondezas de água corrente e parada. Nos campos pragueja a caça miúda das perdizes, codornas e nhambus. Para os que apreciam bichos de porte, há fartura de emas, queixadas, capivaras, e todo o tipo de veados das três moradas: campeiros, catingueiros e mateiros. Antas e cervos não fugiram de todo ainda, apesar de um ou outro caçador que sempre dá de aparecer por aquelas bandas. Tampouco as onças-pintadas, e outras pestes da mesma marca: sucuris e jacarés, sem falar nas piranhas, a maldição mor das águas sertanejas. As sucuris, essas, então, infestam as cabeceiras e brejos daqueles cafundós. Uma desgraça! Jacaré, também, enxame deles. E jacarés papo-amarelo, dos manatas — sornas sempre, mas refinadíssimos ladrões de tudo o que é criação de terreiro. Uma beleza, o Sertão dos Confins, para quem gosta de caçadas. (...)
     Para quem gosta da pesca, então é que é pagode! Peixe por demais: de escama ou de couro, de bigode ou sem bigode, a peixaria é um dilúvio. Dourados e matrinxãs, surubis e pacus, taguaras e piaus, jaús, pirás, corvinas... — povo aquático de todas as categorias e tamanhos. Tarrafa jogada em rasoura não volta murcha. Na pior das desgraças, são lá as suas oito ou dez curimatás de palmo e tanto, e cascudões de mais de quilo (um ensopado de cascudo, torrado antes no borralho para se conseguir arrancar o capotão de couro duro que nem ferro, e temperado sem misérias de pimenta, é prato de muito luxo). Anzol iscado com muçum não esfria na água e vai parar certinho no bucho de um moleque dos seus oito ou dez quilotes. Isso, quando o pescador é azarado, porque na maioria dos casos o peixe costuma pesar arroba e coisa. E não é novidade, não senhor, arrancar-se um pintadão de mais de cinco arrobas! (...)
     Este, um ligeiro apanhado do Sertão dos Confins. Esqueceram-no as geografias, esqueceram-no os governos. Quem desejar pormenores, só mesmo dando um pulo até lá.

QUESTÕES:
1. De acordo com esse texto, a caça é encontrada à vontade
a) nas faixas de mato   
b) nas lavouras de arroz
c) nos campeiros   
d) nos catingueiros
2. No último parágrafo desse texto, percebe-se que o narrador
a) convida o interlocutor para conhecer o lugar
b) despreza os detalhes do lugar
c) evidencia o descaso com o lugar
d) explica a importância política do lugar
3. No trecho “... a peixaria é um dilúvio”, o termo em destaque sugere
a) fartura   
b) ironia   
c) menosprezo   
d) temporalidade

4. No trecho “essas, então, infestam as cabeceiras e brejos...”, o pronome demonstrativo "essas" em destaque refere-se à palavra
a) antas   
b) codornas   
c) sucuris
d) emas
5. No trecho “e piaus, jaús, pirás, corvinas...”, o uso das reticências dá ideia de
a) continuidade   
b) hesitação   
c) pausa   
d) suspense
6. No trecho “... apesar de um ou outro caçador...”, a expressão em destaque estabelece com a oração anterior uma ideia de
a) comparação
b) concessão
c) finalidade
d) proporção
7. No trecho “O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso...”, o recurso estilístico empregado é 
a) a atribuição de ações a seres inanimados
b) a mistura de diversas impressões
c) o exagero na apresentação
d) o jogo de oposição semântica

8. Em “Se o Sertão dos Confins é magro de boas terras...”, a conjunção em destaque expressa
a) causa
b) consequência
c) condição
d) conclusão
9. No trecho “... mas refinadíssimos ladrões de tudo o que é criação de terreiro”, o conectivo em destaque indica
a) explicação    b) conclusão   c) oposição   d) condição
10. Em “Isso, quando o pescador é azarado...”, a conjunção destacada expressa ideia de 
a) adição   b) consequência   c) tempo d) condição

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Questões Saerjinho - Língua Portuguesa (3º bimestre 2012) - romance "A bolsa amarela"



Leia o texto abaixo, um fragmento de "A bolsa amarela", de Lídia Bojunga:


QUESTÕES:
1. No trecho "Achei isso genial:", o uso dos dois pontos
a) indica uma opinião da narradora
b) expressa uma citação
c) anuncia a fala de uma personagem
d) apresenta uma enumeração
RESPOSTA

2. No trecho "... se a gente passava a mão arranhava um pouco.", o conectivo "se" estabelece com a oração anterior uma ideia
a) causal    b) condicional    c) consecutiva     d) opositiva
RESPOSTA

3. Qual é o fato que dá início a essa narrativa?
a) Raquel ter ganhado a bolsa.
b) A bolsa ser amarela.
c) Raquel ter dado um nó na alça da bolsa.
d) A bolsa poder guardar muitas coisas dentro.
RESPOSTA

4. Esse texto é um fragmento de
a) conto b) diário c) romance d) crônica
RESPOSTA

5. Qual a finalidade desse tipo de texto?
a) descrever os fatos do dia-a-adia de uma pessoa
b) informar fatos do dia-a-dia de uma pessoa
c) narrar enredos extensos vividos por personagens
d) contar fatos curtos sobre seres imaginários
RESPOSTA
 
6. No trecho “ele já tinha desbotado um pouco”, o conector "ele" se refere
a) bolsa b) ombro c) amarelo d) nó
RESPOSTA

7. No trecho “vai dar pra guardar um bocado de coisa aí dentro”, há o predomínio da linguagem
a) técnica b) jornalística c) coloquial d) publicitária

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sábado, 31 de agosto de 2013

Questões do Saerjinho - Língua Portuguesa (3º bimestre 2012) Romance "Quinze"


Leia o fragmento abaixo, do capítulo 7 do livro “O Quinze”, de Raquel de Queiroz:

         Na primeira noite, arrancharam-se numa tapera que apareceu junto da estrada, como um pouso que uma alma caridosa houvesse armado ali para os retirantes.
         O vaqueiro foi aos alforjes e veio com uma manta de carne de bode, seca, e um saco cheio de farinha, com quartos de rapadura dentro.
         Já as mulheres tinham improvisado uma trempe e acendiam o fogo. E a carne foi assada sobre as brasas, chiando e estalando o sal. Pondo na boca o primeiro pedaço, Chico Bento cuspiu:
         – Ih! sal puro! Mesmo que pia!
         Mocinha explicou: 
         – Não tinha água mode lavar...
         Sem se importarem com o sal, os meninos metiam as mãos na farinha, rasgavam lascas de carne, que engoliam, lambendo os dedos. 
         Cordulina pediu: 
         – Chico, vê se tu arranja uma agüinha pro café...
         Apesar da fadiga do longo dia de marcha, Chico Bento levantou-se e saiu; a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro, também lhe pedia água.
         Os meninos, passado o furor do apetite, exigiam com força o que beber; gemiam, pigarreavam, engoliam mais farinha, ou lambiam algum taco de rapadura, entretendo com o doce a garganta sedenta.
         Pacientemente, a mãe os consolava:
         – Esperem aí, seu pai já vem...
         Em meia hora, realmente, ele chegou, com a cabaça cheia duma água salobra que arranjara a quase um quilômetro de distância. 
         O Josias, que era o que mais se lastimava e mais tossia, correu para o pai, tomou-lhe a vasilha da mão e colando às bordas a boca sôfrega, em sorvos lentos, deliciados, sugou a água tão esperada; mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabaça.
         Aflita, Cordulina interveio:
         – Seus desesperados! Querem ficar sem café?

1. De acordo com esse texto, Chico Bento foi arrumar água, porque
A) Cordulina queria fazer café.
B) Josias lastimava e tossia.
C)  os meninos comeram carne salgada.
D) os meninos exigiam com força o que beber.

2. O trecho “ – Não tinha água mode lavar...” expressa um exemplo de linguagem comum em
A) textos jornalísticos
B) revistas de ciências
C) palestras acadêmicas
D) falas regionais

3. No trecho “... a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro...”, o recurso utilizado para a construção da expressão destacada é
A) a comparação de ideias
B) a enumeração de fatos
C) a oposição de ideias
D) a repetição de sons

4. Esse texto é um fragmento de
A) crônica   B) diário de bordo    C) relato de viagem   D) romance

5. No trecho “... e colocando às bordas a boca sôfrega...”, a palavra em destaque sugere
A) aflição   B) ambição   C) fúria   D) temor

6. No trecho “tomou-lhe a vasilha da mão...”, o pronome em destaque se refere
A) ao Chico Bento   B) à Cordulina   C) ao Josias   D) ao outro menino

7. No trecho “... mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabeça”, o conectivo em destaque expressa
A) causa   B) consequência   C) oposição   D) explicação

8. No trecho “... como um pouso que uma alma caridosa houvesse armado ali para os retirantes”, o conectivo em destaque expressa
A) comparação   B) causa   C) conformidade   D) consequência

9. No trecho “... engoliam mais farinha, ou lambiam algum taco de rapadura...”, o conectivo em destaque expressa
A) alternância   B) adição   C) explicação   D) adversidade

# RESPOSTAS (GABARITO)

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domingo, 25 de agosto de 2013

Sugestão de aula sobre o gênero "Romance" - SAERJ


SUGESTÃO DE ATIVIDADES SOBRE O GÊNERO TEXTUAL “ROMANCE’

Leia o fragmento abaixo do I Capítulo de “Harry Potter: A Pedra Filosofal”. No trecho, o feiticeiro Dumbledore deixa o órfão bebê Harry Potter para seus tios criarem, após a criança sobreviver a uma tentativa de assassinato, na qual seus pais são mortos.

“Boa sorte, Harry” – murmurou Dumbledore, girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu.
Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar, sua mãozinha agarrou a carta ao lado mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, (...) não podia saber que, neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo e em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas.
“A HarryPotter: o menino que sobreviveu”.

Fonte: J.K. ROWLING. Harry Potter e a Pedra Filosofal. 263p. CIP. Scholastic/Arthur A. Levine Bks. 1998.


QUESTÃO 1 – Habilidade 08 – Identificar o gênero de diversos textos
Esse texto é um fragmento de
A) crônica
B) diário
C) romance
D) conto
RESPOSTA

 QUESTÃO 2 – Habilidade 03 – Inferir uma informação em um texto
Que informação se pode inferir no trecho “ele continuou a dormir... sem saber que era especial”?
A) Harry não se empolgava por ser um bruxo
B) Harry ainda não sabia que era um bruxo importante
C) Harry desconhecia o fato de que era um menino comum
D) Harry sabia que era um sobrevivente

QUESTÃO 3 – Habilidade 19 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
No trecho “... mas ele continuou a dormir...”, o conectivo "mas" estabelece com a oração anterior uma ideia de
A) causa
B) conclusão
C) oposição
D) explicação

QUESTÃO 4 – Habilidade 12 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.
No trecho “... sua mãozinha agarrou a carta ao lado”, o pronome "sua" em destaque retoma a
A) Deblendore
B) alguém
C) Harry Potter
D) Hagrid
RESPOSTA

 QUESTÃO 5 – Habilidade 02 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
No trecho “... o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas”, a expressão "último lugar do mundo" sugere
A) ironia
B) normalidade
C) surpresa
D) frequência

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Aula sobre o gênero Romance - "Harry Potter"



Leia o trecho abaixo do I Capítulo de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, quando Harry é deixado, ainda bebê, para os tios criarem, após a criança ter se tornado órfão dos pais e ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato de Lord Voldemort.

“- Boa sorte, Harry – murmurou Dumbledore, Girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu. 

Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar, sua mãozinha agarrou a carta ao lado mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, (...) não podia saber que, neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo e em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas. 

A HarryPotter: o menino que sobreviveu”.

Responda às questões que seguem: 
1. A que gênero textual pertence o trecho acima, da obra “Harry Potter e a Pedra Filosofal”?
a) crônica   b) conto   c) filme   d) romance   e) mágica

2. O trecho se refere a que elemento do enredo narrativo?
a) apresentação   b) complicação   c) clímax   d) desfecho

3. Sobre as características do texto narrativo no trecho lido, é a alternativa mais correta?
a) Dumbledore e Harry Potter são personagens
b) "rua dos Alfeneiros" indica espaço
c) "neste mesmo instante" indica tempo
d) o narrador é observador
e) todas as alternativas anteriores são corretas

4. Qual o valor semântico das conjunções “e” e “mas”, respectivamente?
a) adição e oposição   b) adição e explicação   c) explicação e oposição
d) conclusão e adição   e) oposição e conclusão

5. O Discurso direto se encontra na alternativa:
a) "Harry Potter virou-se"
b) "Boa sorte, Harry"
c) "havia pessoas se reunindo"
d) "murmurou Dumbledore"
e) "ele continuou a dormir"

6. Que sentido se pode inferir desse trecho: “ele continuou a dormir... sem saber que era especial”?
a) Harry não sabia que seus pais haviam morrido
b) Harry ainda não sabia que era um bruxo importante
c) Harry desconhecia o fato de que era um menino normal
d) Harry sabia que era famoso
e) Harry ainda não sabia que nunca tivera pais Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...