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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Atividade sobre a entrevista "'Tremia muito': ela fez Enem pela 7ª vez e conseguiu nota 1000 na redação"

Leia a entrevista a seguir:

'Tremia muito': ela fez Enem pela 7ª vez e conseguiu nota 1000 na redação
Pietra Carvalho | Do UOL, em São Paulo | 15/01/2025

Anna Beatriz Veríssimo, 21, foi uma das 12 pessoas a tirar nota 1000 na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ao UOL, a jovem que tenta uma vaga em medicina conta qual "tática" utilizou para fazer um bom texto, mas afirma: não existe fórmula garantida. Esta foi a sétima vez que Anna fez o Enem (ela fez a prova duas vezes como treineira e outras cinco para valer).

Uol – Como foi a reação ao descobrir a sua nota da redação do Enem?
Anna - Eu fiquei bem nervosa, bem ansiosa, porque bastante gente estava reclamando da nota. Quando abri, eu estava tremendo muito, mas não esperava tirar 1000, não era uma meta, era um sonho muito distante.

Uol – O que achou do tema da redação?
Anna - (Os temas do Enem) são temas sociais que eu gosto de estudar, tenho o hábito de ler, então fiquei feliz com a escolha. Na hora da prova, procurei fazer o que sempre faço, não tenho um modelo pronto, mas tem um tipo de escrita que é a forma que eu me sinto mais confortável.

Uol – Qual a sua “tática” para uma boa redação do Enem?
Anna - Normalmente, eu tentava fazer uma (referência) por parágrafo, mas no terceiro eu coloquei só argumentação. Existe uma crença de que você tem de encher a redação de repertório, mas eu acho que a coisa, na verdade, é colocar um repertório bem desenvolvido.

Agora, Anna vai tentar entrar em medicina pelo Sisu - o sistema de seleção que reúne vagas em universidades públicas. Seu plano A é o curso na UERN (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte), mas ela também espera o resultado de outros vestibulares.

# Questões:
1. Observe o trecho do título da entrevista: "Tremia muito".
a) Quem disse essa frase?
b) Qual o objetivo de esta frase aparecer no título?

2. Abaixo do título, há um parágrafo. Qual o objetivo dele?

3. Como foi a estrutura básica da entrevista?

4. Sobre o nível de linguagem usado pela entrevistadora e pela entrevistada:
a) Seria culto formal, culto informal ou popular?
b) Justifique sua resposta com trechos da entrevista.

Por Diogo de Oliveira Paula

terça-feira, 22 de março de 2022

Atividade de entrevista com o jogador Neymar - "Acho que é minha última Copa"



Leia a entrevista com o jogador Neymar, dinamizada por um jornalista da emissora DAZN, em 10/10/2021:

'Acho que é minha última Copa', diz Neymar sobre Mundial no Catar

Desde sua estreia na Seleção em 2010, Neymar conquistou a Copa das Confederações 2013, a medalha de ouro nos Jogos Rio-2016 e se tornou o segundo maior artilheiro da seleção brasileira, atrás apenas de Pelé

Como foi pra você desfalcar a Seleção na Copa de 2014 no Brasil? 
NEYMAR - Foi um momento dos piores da minha carreira. E acabou... né?... tirando o meu sonho de continuar a jogar a Copa do Mundo, a semifinal e as finais. Bom, e quando eu sinto a pancada no lance, né?... eu lembro que o Marcelo tenta me levantar, só que tava doendo muito. E eu tento mexer as minhas pernas e eu não consigo. Não tenho força para levantar. Aí eu falo "não dá, não sinto nada". Aí eu vou pra enfermaria do estádio com a perna dobrada. O médico estica a minha perna assim e dá um choque e não conseguia mexer meus pés. Vou para o hospital, faço os exames e o médico fala: "Você está fora da Copa". Aí já comecei a chorar.

Como você encara a Copa do Mundo de 2022 no Qatar?
NEYMAR - Acho que é a minha última Copa do Mundo. Eu encaro como a minha última porque não sei se terei mais condições, de cabeça, de aguentar mais futebol. Então vou fazer de tudo para chegar muito bem, fazer de tudo para ganhar com meu país. Pra realizar o meu sonho desde pequeno e espero poder conseguir.
Fonte: In: https://www.youtube.com/watch?v=ImalWxLcbHY

# Exercícios: 
1. Sobre os interlocutores da entrevista:
a) Quem é o entrevistado?
b) Quem é o entrevistador?

2. Sobre o título da entrevista, com que intenção o jornalista teria escolhido esse título?

3. Entre o título e o início da entrevista há um texto. Qual o objetivo desse texto?

4. Normalmente, quando uma pessoa é entrevistada, há interesse sobre algo novo que ela tenha a dizer. No caso do Neymar, que já é conhecido pelo público, o que motivou o jornalista a entrevistá-lo?

5. Sobre as perguntas feitas para a entrevista:
a) Demonstram ter sido previamente elaboradas para Neymar?
b) Para que tipos de assuntos se direcionam?
c) São assuntos polêmicos? Justifique.

6. Sobre as respostas de Neymar:
a) O que elas revelam sobre ele?
b) Foram respostas que despertam a atenção do público?

7. O entrevistado se mostra pessimista ou otimista em relação à sua participação na próxima Copa do Mundo? Justifique.

8. Observe a linguagem usada pelo entrevistador e pelo entrevistado. Que variedade linguística foi empregada?

9. Na sua opinião, por que Neymar acredita que a Copa de 2022 possa ser a última dele? 

10. Você acredita que o Neymar ainda seja o principal nome da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2022? Por quê? 

11. Resuma: quais as principais características de uma entrevista?

domingo, 9 de janeiro de 2022

Proposta de produção textual de uma entrevista


HORA DE ESCREVER

Prepare-se para produzir uma entrevista, individualmente ou em grupo, conforme a orientação do professor. 

Se precisar, poderá ler um exemplo da entrevista com o rapper Emicida (link).

ANTES DE ESCREVER
Planeje sua entrevista, seguindo estas orientações: 
- Tenha em vista o público para o qual vai escrever: jovens e/ou adultos que se interessam pelo tema geral relacionado ao perfil da revista.
- Levando em conta o perfil da revista escolhido pelo grupo, pense em uma pessoa de destaque cuja atuação diz respeito a ele; por exemplo, um músico, um jogador de futebol ou de vôlei, um ator, um palhaço, um cineasta, um jovem ou um pai de aluno que tenha uma experiência interessante para contar, etc.
- Prepare um roteiro de perguntas não muito extenso, considerando que a transcrição das respostas é bastante trabalhosa. Planeje algumas perguntas para o caso de ser necessário "improvisar" no momento da entrevista.
- Grave a entrevista e tire fotos do entrevistado. Peça a ele que autorize por escrito a eventual publicação da entrevista e das imagens.
- Faça a transcrição da entrevista, passando-a do registro oral para o registro escrito. Adote alguns critérios para a supressão de marcas excessivas de oralidade e/ou informalidade, mas esteja atento para que a espontaneidade da linguagem não se perca.
- Na transcrição, procure deixar a linguagem predominantemente de acordo com a norma-padrão da língua (a não ser que outra variedade seja mais conveniente), porém mantendo a informalidade.
- Escolha um trecho da fala do entrevistado e, a partir dele, crie um título atraente para a entrevista.
- Escreva um texto de introdução, apresentando o entrevistado e situando seu trabalho ou sua experiência na área em que ele atua. 

ANTES DE PASSAR A LIMPO
Antes de dar sua entrevista por finalizada, observe:
- se ela está de acordo com o perfil da revista escolhido pelo grupo e com o perfil do público a que se destina;
- se o título é atraente e se há um texto de apresentação que situa o leitor quanto à atuação do entrevistado;
- se a sequência de perguntas e respostas cria um ritmo natural e agradável para a leitura;
- se o grau de informalidade da linguagem e as marcas de oralidade são adequados ao perfil da revista. 

Fonte: Português: Linguagens, William Cereja et al.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Atividade sobre o gênero textual "entrevista" - Entrevista com o rapper Emicida


Leia, a seguir, uma entrevista com o rapper Emicida.

"O racismo é a minha luta para a vida", diz Emicida; leia a entrevista na íntegra
AMANDA NOGUEIRA
DE SÃO PAULO

    Com novo disco, lançado no início de agosto, o rapper Emicida reacendeu o debate sobre o racismo, que considera ser sua "luta para a vida" e "o maior problema do Brasil hoje em dia".
    Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa inclui faixas que abordam questões sociais levadas ao extremo, como "Boa Esperança", cujo clipe apresenta um cenário de guerra civil, quando empregados de uma mansão rebelam-se após serem humilhados no trabalho.
    Ainda que transmitam mensagens vorazes em uma tentativa de confronto à injustiça social, as canções do álbum possuem melodia lúdica e alto astral, como em "Passarinhos", gravada em parceria com a cantora Vanessa da Mata.
    Algumas faixas foram gravadas durante viagem a Cabo Verde e Angola e contam com arranjos de músicos locais; outras, com parceria de artistas como Caetano Veloso, que participa de "Baiana". [...]

Por que decidiu conhecer Cabo Verde e Angola e qual sua lembrança mais marcante dessa viagem?
Essa já era uma vontade antiga. Eu sempre li sobre a África, sempre me interessei em entendê-la sob vários aspectos, a música, a história, a crueldade das pessoas sendo escravizadas no Brasil, é a minha ancestralidade. Com o tempo, o rumo que a minha carreira foi tomando, isso foi ficando mais latente e ao mesmo tempo se tornando uma possibilidade mais próxima de ser real do que apenas um sonho, sabe? A oportunidade surgiu com o patrocínio da Natura, então lá fomos nós. Estes países foram escolhidos propositalmente por serem de língua portuguesa e este ano comemoram 40 anos de independência. O título do disco é a melhor síntese, creio eu, das minhas lembranças mais marcantes. Foi encantador ver o modo simples de vida daquele povo em meio a todas as limitações que a vida impõe. Crianças sorridentes, quadris dançando sem que aquilo seja uma ofensa, seja criminalizado. Eu me lembro de ir à casa de uma senhora em Cabo Verde e ela me pedir desculpas porque as flores não haviam surgido ainda naquele período e a paisagem não estava tão bonita. Essa é uma lembrança marcante, que vem à tona quando essa pergunta me é feita.

Li que o nome da música "Boa Esperança" veio do livro "A Rainha Ginga", de José Eduardo Agualusa. Poderia me contar como foi isso?
É o nome de um navio negreiro que veio para o Brasil. Os navios negreiros que chegavam aqui tinham todos nomes bonitos, de coisas boas. Isso de uma coisa que era sinônimo de horror ter um nome bonito, até poético, ficou na minha cabeça. Muito da literatura africana me inspirou. Me vem à mente também o "As Aventuras de Ngunga", do Pepetela. A história é um soco no estômago, de um menino angolano, um soldado ainda jovem. Como eu vinha pesquisando sobre isso há anos, sem nem imaginar que faria essa viagem, e que ela se desdobraria em um disco, acho que muita coisa me inspirou até de forma indireta. A literatura africana é riquíssima, mas nem tudo chega aqui. Só que eu fui descobrindo muita coisa durante as minhas turnês pela Europa, em Portugal, por exemplo, é fácil achar muita coisa. Qualquer conexão em Lisboa já é suficiente pra eu perder horas em uma livraria (risos).

O disco aborda a questão do racismo de uma forma bem direta e você chegou a declarar que essa é a questão primordial para você. Acredita que o seu trabalho tem poder de mudança no cenário que vivemos?
Primordial para mim e o maior problema do Brasil hoje em dia. É o pano de fundo, nunca admitido, das razões para a desigualdade, para a discriminação. Seria maravilhoso que meu trabalho por si só tivesse o poder de mudar esse cenário em que vivemos, mas não acho que eu sozinho possa reverter algo que está impregnado no cotidiano do país desde a chegada dos escravos. O que eu não posso deixar de fazer é de apontar para isso, é de lembrar que, sim, somos um país muito racista.

Ao mesmo tempo é um disco com uma sonoridade lúdica e canções alegres. Por que essa combinação ao tratar do assunto?
Porque a música africana é isso, eu trouxe instrumentistas africanos, eu trouxe ritmos africanos, e não acho que tudo precise soar como "Boa Esperança" para que eu consiga transmitir a mensagem que desejo, digo no sentido da letra e do instrumental. Não é preciso muita reflexão para sacar que "Passarinhos" traz ali uma questão social. Eu não faço essa reflexão do "por que não fazer essa combinação" porque não sei onde está escrito que é proibido, que não se pode fazer. Eu bato na tecla da liberdade da minha arte, sabe. Não estou tratando com desdém dessa questão tão lamentável quando dou a ela uma roupagem como a de "Passarinhos". Só estou chamando a atenção para ela de uma forma diferente da que fiz em "Boa Esperança".

Você pretende continuar abordando este tema nos próximos trabalhos?
O racismo é a minha luta para a vida, acredito eu, para que minha filha não precise crescer em um ambiente como o que eu cresci e infelizmente eu nem acho que isso seja possível, talvez para os filhos dela apenas. Então acredito que sim, eu estarei às voltas com isso por toda a minha vida, não é uma escolha. Possivelmente nas minhas músicas também.

Você acha que o rap virou moda ou já o enxerga como um gênero consolidado na música popular brasileira? Como fortalecê-lo ainda mais?
O que vai fortalecê-lo é a consistência das obras. Desde que eu era adolescente o rap esteve na minha vida, Racionais sempre foi aula de história. São 25 anos de história, formando gerações, inspirando possivelmente todos os MCs que hoje vemos aí fazendo sucesso. Não é uma história mais do que consolidada na música brasileira? Para mim sempre foi. Talvez tenha virado moda para determinada parcela que sempre teve preconceito com o gênero, que não conhecia. Uma outra parte do público gosta de alguns grupos, mas não conhece a história do gênero, o que acho natural também, embora fosse melhor se essas pessoas tivessem o desejo de se aprofundar.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/08/1669076-o-racismo-e-a-minha-luta-para-a-vida-diz-emicida-leia-entrevista-na-integra.shtml. Acesso em: 15/1/2016.)

# Exercícios:
1. Observe que, antes da entrevista propriamente dita, há um título e uma introdução.
a. Que estratégia foi utilizada na criação do título?
b. Qual é a finalidade da introdução?

2. Normalmente, quando uma pessoa é entrevistada, há interesse sobre algo novo que ela tenha a dizer. No caso de Emicida, que já é conhecido pelo público, o que motivou a jornalista a entrevistá-lo?

3. Para não haver confusão entre a voz do entrevistador e a do entrevistado, é comum os jornais e as revistas identificarem os interlocutores, inserindo o nome do jornal ou revista e o nome do entrevistado antes da fala de cada um. Na entrevista lida, entretanto, foi utilizado outro recurso.
a. Qual é esse recurso?
b. Esse recurso foi eficiente para distinguir as vozes no texto?

4. De acordo com a entrevista:
a. O que levou Emicida a querer conhecer países africanos como Angola e Cabo Verde?
b. Em que essa viagem influenciou o novo trabalho do rapper, o disco "Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa"?

5. A terceira pergunta introduz um dos assuntos principais abordados na entrevista: o racismo no Brasil.
a. Emicida acredita que sua arte possa transformar a realidade em relação ao problema do racismo? Por quê?

b. Considere esta afirmação do rapper:

"O que eu não posso deixar de fazer é de apontar para isso, é de lembrar que, sim, somos um país muito racista."

Com base na afirmação, deduza: Qual é o papel da arte e do artista, na opinião do músico?

6. Emicida lançou o primeiro CD em 2013.
a. O músico tem consciência de seu papel histórico na música brasileira? Justifique sua resposta.
b. O que ele acha da ideia de que o rap seja apenas um modismo musical?

7. Antes de realizar uma entrevista, o jornalista deve se preparar, procurando colher informações sobre a vida, a obra ou as ideias do entrevistado e, além disso, deve também montar um roteiro básico de perguntas.
a. A entrevistadora se preparou para entrevistar Emicida? Justifique sua resposta.
b. Numa entrevista em que entrevistador e entrevistado falam ao vivo, como se estivessem conversando, o entrevistador pode, a partir de uma resposta, improvisar e fazer uma nova pergunta. Você acha que, na entrevista lida, foram feitas perguntas de improviso? Justifique sua resposta.

Fonte: Português: Linguagens, William Cereja et al.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Atividade sobre o gênero entrevista - "Entrevista com o coronavírus"



Leia o texto abaixo:
Fonte: cellus.com.br
# Questões:
1. Apesar ter conter uma entrevista, a que gênero textual pertence o texto acima?
a) cartum
b) história em quadrinhos
c) charge
d) reportagem

2. No texto, quem seriam os interlocutores (entrevistador e entrevistado)?

3. Na introdução da entrevista, o entrevistado é apresentado como "aquele que entra sem ser convidado". Explique isso.

4. Levante hipóteses: por que o entrevistador diz não querer agradecer pelo coronavírus ter vindo?

5. No terceiro quadrinho, a expressão "lavaram as mãos" ganha um duplo sentido. Explique o sentido empregado dessa expressão no texto.

6. Por que o entrevistado é apresentado como "reconhecido mundialmente"?

7. Na sua opinião, o texto "Entrevista com o Coronavírus" é, de alguma forma, eficiente para conscientizar as pessoas sobre a preocupação que precisamos ter com esse vírus? Explique sua resposta.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Aula sobre o gênero "Entrevista" - com o jogador Neymar


ENTREVISTA COM NEYMAR

“Quero um Porsche e uma Ferrari na garagem”

Neymar é a estrela maior do Santos e, aos 18 anos, com saúde e futebol para vender por milhões de euros, é também “um vulcão em erupção”, conforme define o pai.

Qual é a parte chata de fazer sucesso?
Neymar - Ah, não tem parte chata. Eu acho que é sempre legal.

Já foi vítima de racismo?
Neymar - Nunca. Nem dentro e nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?

O que gostaria de poder comprar que ainda não tem?
Neymar - Queria um carrão.

Mas você acabou de comprar um Volvo XC-60, por R$ 140 mil, Não é um carrão?
Neymar - Ah, é, mas queria uma Ferrari. Nunca andei.

Uma Ferrari ou um Porsche?
Neymar - Não sei. Qual é melhor?

Não sei, também.
Ah, então eu queria um Porsche amarelo e uma Ferrari vermelha na garagem.
(...)

Fonte: Por Sonia Racy, Jornal O Estado de São Paulo

Exercícios:
1. Sobre os interlocutores da entrevista: 
a) Quem é o entrevistado? 
b) Quem é o entrevistador?

2. Sobre o título da entrevista, com que intenção a jornalista teria escolhido esse título?

3. Entre o título e o início da entrevista há um texto. Qual o objetivo desse texto?

4. Sobre as perguntas feitas para a entrevista:
a) Demonstram ter sido previamente elaboradas para o Neymar?
b) Para que tipos de assuntos se direcionam?
c) São assuntos polêmicos? Justifique.

5. Sobre as respostas de Neymar:
a) O que elas revelam sobre ele?
b) Foram respostas que despertam a atenção do público?

6. Qual a variedade linguística empregada na entrevista?

# RESPOSTAS (GABARITO)

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Atividade: Entrevista com Isadora Faber: 'Só porque é escola pública tem que ser ruim?'



Leia uma entrevista feita com uma aluna de 13 anos, observe o tipo de pergunta, o tipo de resposta, em seguida responda as questões.

Isadora Faber: 'Só porque é escola pública tem que ser ruim?'

RIO — “Olha, a Isadora escreve bem, é articulada na internet, mas é muito, muito tímida para dar entrevistas”, adverte a mãe da jovem Isadora Faber, de 13 anos, antes de passar o computador conectado ao Skype para a filha. A produtora Mel Faber não tentava apenas protegê-la do assédio da imprensa. Depois que a jovem, inspirada numa blogueira escocesa de 9 anos, criou uma página no Facebook em agosto para denunciar as condições precárias da escola pública que frequenta, em Florianópolis, forçando a prefeitura a providenciar melhorias, a mãe também a prepara para
enfrentar as consequências do seu ato. O que significa, no mínimo, encarar muitas entrevistas.

Em pouco mais de dois meses, a página de Isadora já recebeu 322 mil curtidas. Sua iniciativa repercutiu em todo o país, levando outros estudantes a criarem páginas semelhantes. Até o jornal francês “Le Monde” elogiou a disposição da pequena Lisa Simpson catarinense. Mas este foi o lado bom da história. Isadora enfrentou críticas de muitos colegas de classe, pais e professores, que não aprovaram tanta exposição.Acusada de calúnia por uma professora, teve de prestar depoimento numa delegacia, acompanhada de seu pai. Tímida, sim, mas nada acuada, Isadora diz que ainda há
muito o que fazer.

O Globo: Depois de fazer a página no Facebook sozinha, conseguir que os reparos fossem feitos (maçanetas foram colocadas no banheiro, fiações recuperadas, bebedouros trocados e professores contratados), você ainda foi parar numa delegacia para se defender. Isso te desanima a continuar?
Tem muita gente que me apoia, diz que o que estou fazendo está certo, então vou seguir fazendo. O que mais quero é que outros alunos de escolas públicas também façam o mesmo para arrumarem suas escolas. Só porque é escola pública tem que ser ruim?

Como é na sala de aula? Seus colegas ficam com medo de você escrever tudo o que acontece na página?
Na minha sala, pelo menos, meus colegas me apoiam. É mais chato no recreio. Eu percebo que os alunos mais velhos ficam comentando...

O que ainda falta resolver na sua escola?
Eu acho que ainda dá para melhorar muito. Essa situação dos professores que faltam, principalmente.

Pensa em mudar de escola?
Não, quero continuar aqui.

A página “Diário de classe” mudou sua rotina como estudante?
Não. Sigo indo normal. Gosto mais das aulas de História, Geografia e Educação Física, menos das de Matemática. Continua tudo normal.

O que você faz nas horas vagas?
Eu tô sempre com alguns amigos, a gente sai pra passear com meu cachorrinho... Só tenho que separar um tempinho no dia para dar uma olhada na página (Isadora tenta responder a cada uma das centenas de mensagens que recebe por dia).

O que você vai ser quando crescer?
Eu gosto de denunciar os problemas, para tentar arrumar as coisas. Eu quero muito ser jornalista.
(...)

Disponível em: http://oglobo.globo.com/educacao/isadora-faber-so-porque-escola-publica-tem-queser-ruim-6327388#ixzz2ix9nG4Pz

# Exercícios: 
1. Sobre os interlocutores da entrevista:
a) Quem é o entrevistado?
b) Quem é o entrevistador?

2. Sobre o título da entrevista, com que intenção a jornalista teria escolhido esse
título?

3. Entre o título e o início da entrevista há um texto. Qual o objetivo desse texto?

4. Sobre as perguntas feitas para a entrevista:
a) Demonstram ter sido previamente elaboradas para Isadora Faber?
b) Para que tipos de assuntos se direcionam?
c) São assuntos polêmicos? Justifique.

5. Sobre as perguntas do jornalista, foram fechadas ou abertas?

6. Qual a variedade linguística empregada na entrevista?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Atividade sobre "Entrevista" (com cineasta Fernando Meirelles)



Leia o trecho do texto abaixo publicado na revista "Planeta":

Plantar árvores dá mais prazer do que fazer filmes

O cineasta paulista Fernando Meirelles concilia o cinema com o ativismo em defesa das florestas e dedica boa parte do seu tempo a acompanhar as questões ecológicas.

Aos 56 anos, o cineasta Fernando Meirelles integra a galeria dos melhores diretores do cinema brasileiro. Entusiasta de filmes experimentais na juventude, criou programas para a televisão, trabalhou com publicidade e dirigiu sucessos como Cidade de Deus, em que usou a estética dos videoclipes para retratar a violência no Rio de Janeiro – obra que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2004.

Precisamos mudar de cultura para adequar nossa civilização aos limites do planeta?
Sabemos que precisaríamos dos recursos de três planetas para a população atual alcançar os padrões de consumo do Primeiro Mundo. Esse parece ser o objetivo de todos os governos e habitantes. Mas está claro que essas aspirações não cabem no espaço que temos. Apesar de muitos estudos anunciando a falta iminente de minérios, de peixes ou de água potável, nossa sociedade não sabe existir sem crescer.

Há pessimismo sobre o esforço para se controlar as mudanças climáticas. Estamos numa corrida contra o tempo?
Alguns cientistas dizem que estamos quase no ponto em que o processo de aquecimento se torna irreversível. Outros, que já ultrapassamos. Em 2000 estava claro que para o planeta não esquentar 2º centígrados até 2050 as emissões de carbono teriam que ser reduzidas em 2% ao ano, ao longo da década. Não aconteceu. Há indícios claros de que algo está mudando muito mais rapidamente do que se previa.

Você acha que há empenho em mudar o modelo de vida consumista que temos?
Muito pouco. Ambientalista ainda é sinônimo de chato, quando não de hippie maconheiro. “É gente contra o progresso, que acredita que comida nasce em supermercado”, diz a inacreditável senadora Kátia Abreu. Em curto prazo entendo por que se associa crescimento a bem-estar. O problema é que a visão de longo prazo não cabe no sistema visual dos homens públicos: eles trabalham com horizontes que vão, no máximo, até as próximas duas ou três eleições.

O cinema pode mitigar as emissões de carbono?
Como toda forma de comunicação, o cinema pode ajudar a mudar comportamentos ao informar e tocar as pessoas. Lembro que fiquei extremamente impactado ao assistir a filmes como o francês Home – nosso Planeta, nossa casa ou o norte-americano Food Inc. São filmes sensacionais a respeito dos temas desta entrevista. Deixo a recomendação aos leitores. (Por Maria da Paz Trefaut)

Responda às questões abaixo:

1. A que gênero textual pertence o texto lido?
a) notícia
b) artigo de opinião
c) entrevista
d) reportagem

2. Com que tipo de pessoa e com que finalidade o texto trabalha?
a) foi entrevistado um político para falar sobre economia
b) foi noticiado sobre meio ambiente a partir da fala de um advogado
c) foi apresentado um cientista para falar sobre meio ambiente
d) foi entrevistada uma pessoa pública para falar sobre meio ambiente

3. Quem é a entrevistadora e quem é o entrevistado no texto?

4. Considerando que a revista "Planeta" é dirigida a um público com acesso a produtos culturais. A escolha do título está relacionada ao perfil do público da revista? Por quê?

5. Qual é o assunto abordado no texto?

6. Observe a linguagem usada pela entrevistadora e pelo entrevistado. Que variedade linguística foi empregada?

7. Qual é o ponto de vista do entrevistado sobre a "limitação dos recursos do planeta"?

8. O que o entrevistado fala sobre "controle das mudanças climáticas"?

9. O entrevistado é pessimista ou otimista em relação às pessoas mudarem suas posturas sobre o consumismo? Explique sua resposta.

10. Há alguma pergunta da entrevistadora que relaciona cinema com meio ambiente? Qual  propósito dessa pergunta?