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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Atividade de português: atividade sobre substantivos a partir do conto "Circuito Fechado", de Ricardo Ramos



Leia este conto, de Ricardo Ramos:

Circuito fechado

Chinelo, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoadura, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Mesa e poltrona, cadeira, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, telefone. Bandeja, xícara pequena. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vale, cheques, memorando, bilhetes, telefone, papéis. Relógio, mesa, cavalete, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, bloco de papel, caneta, projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeira, copo, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, telefone, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesas, cadeiras, prato, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Poltrona, livro. Televisor, poltrona. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

1. O conto narra um dia na vida de uma personagem.
a. Essa personagem é homem ou mulher? Justifique sua resposta.

b. Qual é a atividade profissional dessa personagem? Justifique sua resposta.

c. Que posição ela ocupa, provavelmente, no trabalho?

d. Que momentos do dia são retratados?

2. O texto é construído predominantemente com substantivos.
a. Trata-se de substantivos comuns ou substantivos próprios? Concretos ou abstratos?

b. Qual é a relação entre os substantivos e o dia na vida da personagem?

3. No texto, há vários substantivos que se repetem, como telefone, papéis, caneta e cigarro, entre outros.
a. O que essas repetições sugerem, no plano das ações ou dos fatos?

b. O que as repetições sugerem quanto ao tipo de vida que a personagem leva?

c. Que trecho traduz os poucos momentos de lazer da personagem?

4. Observe a construção do texto do ponto de vista da coerência e da coesão.
a. O texto apresenta conexões gramaticais - conjunções, pronomes, advérbios, etc. - que normalmente garantem a coesão textual?

b. A repetição de palavras - normalmente vista como indesejável na construção dos textos - é um problema no conto?

c. Compare o início e o fim do conto. Considerando-se os dois trechos, por que há a repetição de várias palavras?

d. O texto apresenta coerência e coesão textual? Se sim, de que modo elas são construídas?

5. O texto é intitulado "Circuito fechado" e, nele, não há referência explícita ao convívio da personagem com outras personagens. Ela está cercada de coisas. a. Veja alguns dos sentidos da palavra circuito:

1 linha fechada que limita uma superfície, um espaço; contorno, perímetro
Ex.: o agrônomo demarcou o c. do terreno
2 a parte periférica que cerca alguma coisa; cinto, cinturão
Ex.: o c. de muralhas da velha fortaleza
3 movimento mais ou menos circular; giro, volta
Ex.: ciclistas perfizeram o c. da lagoa
(Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 1.0.)

Com base nesses sentidos da palavra circuito, explique o título do conto.

b. Você acha que a personagem do conto se relacionou, durante o dia, com outras personagens? Se sim, levante hipóteses: Por que elas não foram mencionadas?

c. A personagem do conto representa uma única pessoa ou um conjunto maior de pessoas?

6. Considerando que o substantivo é a classe das palavras que nomeiam as coisas, responda: Qual é a importância, para o sentido global do conto, do emprego predominante de substantivos em sua construção?


Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Atividade de produção textual com o gênero "conto"


Escolha um dos inícios de conto a seguir e dê continuidade à história, empregando o tempo cronológico:

a) "Foi a última chuvarada do ano, e a noite estava preta. O homem estava em casa, chegara tarde, exausto e molhado, depois de uma viagem de ônibus mortificante, e havia comido, sem prazer, uma comida fria. Vestiu um pijama e ligou o rádio, mas o rádio estava ruim, roncando e estalando." (Rubem, Braga)

b) "Primeiro foi o bilhetinho dobrado cuidadosamente, com o mesmo cuidado dispensado às lições de Matemática, e colocado no livro de Geografia dela: "Isa, se você olhar para o lado direito, na fileira encostada à parede, logo no começo da fila, tem um fã seu." (Edson Gabriel Garcia)

Fonte: Português: Linguagens

Atividade sobre o gênero textual "conto" a partir de um texto de Dalton Trevisan


Leia este conto de Dalton Trevisan:

APELO

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.

E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.

1. A estrutura do conto moderno às vezes foge à tradicional. No conto "Apelo", além de ocorrer esse procedimento, nota-se certa semelhança com outro gênero textual. Que gênero é esse?

2. Nesse conto, o narrador é personagem. Essa personagem é masculina ou feminina? Justifique.

3. O Narrador personagem conta o que aconteceu durante cero período de tempo após a separação entre ele e a mulher.
a) Quanto tempo transcorreu entre o início da separação e o momento em que o narrador personagem escreve à mulher?

b) Como ele se sentiu nos primeiros após a separação?

c) E, no final desse tempo, cono o narrador personagem passou a se sentir?

4. O tempo e o espaço são elementos importantes para a construção do sentido das narrativas. No conto "Apelo":
a) Onde ocorrem os fatos?

b) Que relação existe entre a passagem do tempo, as mudanças ocorridas no espaço e a separação do casal?

5. O narrador personagem faz um apelo à mulher para que ela volte. Entretanto, em nenhum momento, ele expõe ou assume seus sentimentos em relação a ela.
a) Que motivos ele alega para justificar o pedido para que ela volte?

b) Como parece ser o narrador personagem do ponto de vista emocional e psicológico? Por quê?     


Fonte: Português: Linguagens

sábado, 5 de novembro de 2016

Atividade de Intertextualidade / conto maravilhoso


Leia esta tira, de Fernando Gonsales:

1. Você conhece o conto maravilhoso a que essa tira faz referência? Se não, troque ideias com os colegas para saber qual é ele. Depois vá à biblioteca da sua escola ou da sua cidade, leia-o e conte-o para os colegas. 

2. Um dos contos maravilhosos filmados pelos Estúdios Disney é A pequena sereia, de Andersen. 
a) Leia o conto, de preferência no livro A pequena sereia, publicado pela editora Kuarup, ou no livro Contos de Andersen, publicado pela editora Brasiliense, cujos textos foram traduzidos e adaptados por Monteiro Lobato. Depois assista ao filme A pequena sereia. 
b) Reúna-se com seus colegas de grupo para contarem e ouvirem o relato da história. Metade do grupo conta a história lida, a outra metade conta a história mostrada no filme. 

Fonte: Português: Linguagens
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Atividade para Copa do Mundo com o conto "O dono da bola", de Ruth Rocha




Atividade para aula de língua portuguesa/literatura a partir da leitura e interpretação do conto "O dono da bola", de Ruth Rocha

Leia o conto abaixo:

"O dono da bola", Ruth Rocha

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
– Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
 E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
– Viva!       
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
– Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

# Exercícios:
1) Quem é o protagonista, isto é, o personagem principal da história?

2) Quem narra a história participa dela ou não?

3) Carlos Alberto costumava fazer chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a afirmação com uma frase retirada do texto.

4) Qual era a finalidade da reunião que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?

5) Qual era o nome do time?

6) Ao final, o time saiu campeão. Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes, tu achas que o time sairia vitorioso? Justifique sua resposta.

7) Relacione as ações às reações dos personagens:
(1)  O juiz marca falta.
(2)  Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.
(3)  Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.
(4)  O time conquista a vitória no campeonato.

(     ) Caloca retira-se do time, isolando-se dos colegas.
(     ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
(     ) Caloca grita: “Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!”
(     ) Os colegas recebem Caloca de volta ao time.

8) Carlos Alberto apresenta características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a devida associação:
(1)   1° momento     (2)   2° momento     (3)   3° momento

(     ) solitário          (     ) briguento          (     ) cooperativo
(     ) egoísta           (     ) zangado            (     ) arrependido
(     ) chantagista      (     ) amigável           (     ) encrenqueiro

9. Relacione o tema da história do texto com o fato de a Copa do Mundo de futebol neste ano ser realizada no Brasil. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Atividade com o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta


Atividade para aula de língua portuguesa com exercícios a partir do conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta.

Leia o conto abaixo:

"A velha contrabandista", Stanislaw Ponte Preta

 Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. 
- Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não “espaia” ? – quis saber a velhinha.
- Juro – respondeu o fiscal.
- É lambreta.  

# Exercícios:
1) O que a velhinha carregava dentro do saco, para despistar o guarda?

2) O que o autor quis dizer com a expressão “tudo malandro velho”?

3) Leia novamente o 4º parágrafo do texto e responda: Quando o narrador citou os dentes que “ela adquirira no odontólogo”, a que tipo de dentes ele se referia?
4) Explique com suas palavras qual foi o truque da velhinha para enganar o fiscal.
5) Quando a velhinha decidiu contar a verdade?
6) Qual é a grande surpresa da história?

7) Organize corretamente as frases abaixo, observando a ordem dos acontecimentos.
(     )    O fiscal verificou que só havia areia dentro do saco.
(     )    O pessoal da alfândega começou a desconfiar da velhinha.
(     )  Diante da promessa do fiscal, ela lhe contou a verdade: era contrabando de lambretas.
(     )    Todo dia, a velhinha passava pela fronteira montada numa lambreta, com um saco no bagageiro.
(     )    Mas, desconfiado, o fiscal passou a revistar a velhinha todos os dias.
(     )    Durante um mês, o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
(    )    Então, ele prometeu que não contaria nada a ninguém, mas pediu à velhinha que lhe dissesse qual era o contrabando que fazia.

Fonte: http://escritaemacao.blogspot.com.br/ Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Atividade com o conto "O dono da bola", de Ruth Rocha


Leia o conto abaixo:

"O dono da bola", Ruth Rocha

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
– Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
 E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
– Viva!       
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
– Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

# Exercícios:
1) Quem é o protagonista, isto é, o personagem principal da história?

2) Quem narra a história participa dela ou não?

3) Carlos Alberto costumava fazer chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a afirmação com uma frase retirada do texto.

4) Qual era a finalidade da reunião que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?

5) Qual era o nome do time?

6) Ao final, o time saiu campeão. Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes, tu achas que o time sairia vitorioso? Justifique sua resposta.

7) Relacione as ações às reações dos personagens:
(1)  O juiz marca falta.
(2)  Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.
(3)  Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.
(4)  O time conquista a vitória no campeonato.

(     ) Caloca retira-se do time, isolando-se dos colegas.
(     ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
(     ) Caloca grita: “Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!”
(     ) Os colegas recebem Caloca de volta ao time.

8) Carlos Alberto apresenta características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a devida associação:
(1)   1° momento     (2)   2° momento     (3)   3° momento

(     ) solitário          (     ) briguento          (     ) cooperativo
(     ) egoísta           (     ) zangado            (     ) arrependido
(     ) chantagista      (     ) amigável           (     ) encrenqueiro Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 25 de agosto de 2013

Atividade sobre o gênero "conto" - SAERJ


PRÁTICA E SUGESTÃO DE ATIVIDADES:

Leia o texto abaixo, de Marina Colasanti:

PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE
(Marina Colasanti)

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
In: Conto de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2.

QUESTÃO 1 – Habilidade 08 – Identificar o gênero de diversos textos
Esse texto é um fragmento de
A) biografia
B) conto
C) diário
D) fábula

QUESTÃO 2 – Habilidade 03 – Inferir uma informação em um texto
Que informação se pode inferir do texto?
A) todas as atitudes do homem em relação à mulher foram de respeito e carinho
B) apesar de todas as investidas do homem em modificar a mulher, ela continuou a seduzir os homens
C) a mulher reagiu às atitudes do homem e tornou-se dona de seu próprio destino
D) as ações do homem demonstram a insegurança dele em relação à mulher

QUESTÃO 3 – Habilidade 14 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la
Segundo o texto, o homem mandou que a esposa descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Um fragmento do texto que apresenta o argumento do homem defendendo essa ideia é
A) “... ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes...”
B) “Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias”
C) “Porque os homens olhavam demais para a sua mulher...”
D) “... pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos”

QUESTÃO 4 – Habilidade 12 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a sua continuidade.
No trecho “...pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos”, o pronome "lhe" retoma a
A) mulher
B) tesoura
C) roupas
D) passagem

QUESTÃO 5 – Habilidade 19 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
No trecho “Esquiva como um gato...”, o conectivo "como" estabelece com a oração anterior uma ideia de
A) causa
B) comparação
C) explicação
D) conformidade

# RESPOSTAS (GABARITO)

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Atividade de interpretação do texto "Para que ninguém a quisesse" (conto)



Leia o texto abaixo, de Marina Colasanti:

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda. COLASANTI, Marina. "Para que ninguém a quisesse". 
In: Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. P. 111-2.

1. Em relação às tipologias textuais, podemos classificar o texto: Para que ninguém a quisesse,  como:
A. Narração        
B. descrição          
C. dissertação      
D. receita.

2. De acordo com o texto acima, responda:
A. O que levou o homem a tomar  algumas atitudes em relação à mulher?
B. Que atitudes ele tomou em relação à mulher?
C. Como a mulher  reagiu às atitudes do homem?
D. Por que os personagens do texto são tratados por mulher e homem?
E. Você considera as atitudes do marido “uma forma de violência”? Como agir diante de um fato dessa natureza?

3. O sentido de MIMETIZAR no texto, é:
A. adaptar-se aos móveis, objetos e coisas da casa.
B. expressar-se através de mímicas.
C. exprimir-se através de gestos.
D. empenhar-se em dissimular doenças.

4.De acordo com o texto, podemos inferir que:
A. todas as atitudes do homem em relação à mulher foram de respeito e carinho.
B. apesar de todas as investidas do homem em modificar a mulher, ele continuou a seduzir os homens.
C. a mulher reagiu às atitudes do homem e tornou-se dona de  seu próprio destino.
D. as ações do homem demonstram a insegurança dele em relação à mulher.

5. Imagine que você é a/o autora/autor desse  texto e crie outro final para ele.

6. A pontuação é importante para o que se quer afirmar em uma informação. Pontue a frase abaixo de duas formas, em uma,  torne-a feminista, em outra, machista.
·         Se os homens soubessem o valor que têm as mulheres andariam de quatro.

7. Na frase: “pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.”  a  palavra em negrito tem como referente:
A. mulher                
B. tesoura                
C.roupas                  
D.passagem.

8. Na frase: “...Esquiva como um gato”, temos uma relação de:
A. causa                  
B. explicação              
C. comparação        
D. conformidade

9. O título do texto “  Para que ninguém a quisesse traz uma ideia de:
A. finalidade                
B. causa                
C. condição                
D. Adição

 10. O texto é narrado em:
A.  1ª pessoa    do singular        
B. 3ª pessoa do singular  
C. 1ª pessoa do plural                
D. 3ª pessoa do plural.

Fonte: http://eliterfagia.blogspot.com.br/ Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 13 de março de 2012

Aula sobre o gênero Conto - "Para Que Ninguém a Quisesse", Marina Colasanti



Produção de texto - continuação do conto de Marina Colasanti

SEMANA DA MULHER

Abaixo, tem-se o início do conto “Para Que Ninguém a Quisesse”, de Marina Colasanti. Dê continuidade à história, procurando atribuir uma tomada de decisão à personagem feminina que mudará ou não o destino dela na trama.

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Atividade de Interpretação do texto "O homem trocado", de L. F. Veríssimo


O homem trocado - Luís Fernando Veríssimo

O homem acorda da anestezia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comig o, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nacimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendiciti.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, esitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?

OBS: os erros ortográficos presentes no texto, são propositais (ver atividade 2 da Ortografia)

VOCABULÁRIO
1 – Reescreva as frases, substituindo as palavras sublinhadas por sinônimos.
a) “Não havia risco nenhum”.
b) – Apendicite? - perguntou, hesitante.
c) “Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis.”
d) “O senhor está desenganado”.

2 - “E conta que os enganos começaram com o seu nascimento.” O termo sublinhado por ser substituído, sem ter alterações no sentido da frase, pela(s) palavra(s).
( ) problemas ( ) confusões ( ) equívocos ( ) fatos ( ) erros

ORTOGRAFIA
1 – Assinale a(s) alternativa(s) que contém erro na separação silábica.
a) en – fer – me – i – ra e) sou – be – ra i) des – en – ga – na – do
b) a – nes – te – sia f) car – tó – ri – o j) lou – ca
c) nas – ci – men – to g) in – te – rur – ba – nas k) a – le – gria
d) ver – da – dei – ra h) in – crí – ve – is l) ou – vi – ra

2 – No texto, há 4 palavras escritas de modo incorreto. Encontre-as e corrija-as:
a) ______________________________________________________
b) ______________________________________________________
c) ______________________________________________________
d) ______________________________________________________

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL1) Por que o narrador afirma que estava com medo da operação? Por que ele diz que “comigo, sempre há risco”.

2) Liste a série de enganos que aconteceram com o homem, na ordem como aparecem no texto.

3) Por que o narrador afirma ter tido “uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: - O senhor está desenganado”? Por que ele sentiria isso?

4) Por que o título do texto é “O homem trocado”? Explique com elementos do texto.

5) Afinal de contas, a operação foi ou não bem sucedida? Explique:

ATIVIDADES GRAMATICAIS1 – Identifique e classifique o sujeito das orações abaixo:
a) “...diz a enfermeira, sorrindo.”
Sujeito: ___________________________________ Tipo de sujeito: ________________
b) “...os enganos começaram com seu nascimento.”
Sujeito: ___________________________________ Tipo de sujeito: ________________
c) “Descoberto o erro...”
Sujeito: ___________________________________ Tipo de sujeito: ______________
d) “... vivia recebendo castigo...”
Sujeito: ___________________________________ Tipo de sujeito: ________________
e) “...não tenho telefone...”
Sujeito: ___________________________________ Tipo de sujeito: _________________

2 – Retire, do texto, uma oração onde o predicado seja nominal.

3 – O sujeito da oração “Não há risco nenhum...” é:
a) simples b) composto c) indeterminado d) oculto e) oração sem sujeito

4 – O predicado da oração “Fora preso por engano...” é:
a) verbo-nominal b) verbal c) nominal

POSTADO POR FABI BEHLING, In: http://atividadeslinguaportuguesa.blogspot.com.br

Leia também:
Atividade sobre sujeito e predicado - 7º ano
Exercícios sobre sujeito e predicado
Atividade sobre tipos de sujeito (I) - 8º ano
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aula de Interpretação do conto "A origem das estrelas"




A ORIGEM DAS ESTRELAS
Os índios bororós de Mato Grosso explicam a origem das estrelas da seguinte maneira: há muito tempo, as mulheres de uma tribo saíram à procura de milho e levaram, em sua companhia, um menino. Acharam grande quantidade de espigas maduras. Debulharam, então, as espigas e socaram o milho, com o fim de fazer pão e bolo para os homens que tinham ido à caça.
O menino conseguiu subtrair uma porção de milho em grãos e, para esconder o furto,
encheu umas taquaras que havia preparado para isso. Voltando à sua cabana, entregou o milho à avó, dizendo:
- Nossas mães estão na mata fazendo pão de milho. Faz um para mim, pois desejo comê-lo com meus amigos.
A avó satisfez o neto. Quando o pão ficou pronto, ele e seus amigos o comeram. Depois, para não serem denunciados, amarraram os braços e prenderam a língua da velha. Em seguida, cortaram a língua do papagaio da casa e puseram em liberdade todos os pássaros criados na aldeia.
Temendo a ira de seus pais, os meninos resolveram fugir para o céu. Dirigiram-se para a floresta e chamaram o colibri. Colocaram no bico do passarinho uma corda muito comprida, dizendo-lhe:
- Pega esta corda e amarra a ponta neste cipó. A outra extremidade prenderás lá em cima, no céu.
O colibri fez o que foi pedido. Então, os meninos, um após o outro, foram subindo, primeiro pelo cipó e, depois, pela corda que o pássaro tinha amarrado na ponta do cipó.
Nesse momento, as mães voltaram e, não achando os filhos, perguntaram por eles à velha e ao papagaio. Não obtiveram, porém, nenhuma resposta. Nisso, uma das mães viu uma corda que chegava até as nuvens e nela pendurada uma longa fila de meninos, que subia para o céu.
Ela avisou logo às outras mulheres, e todas correram para a mata. Imploraram, chorando, aos filhos para que voltassem para casa, mas não foram atendidas. Os meninos continuaram a subir. Então, as mulheres, vendo que seus rogos eram inúteis, começaram também a subir pelo cipó e, em seguida pela corda.
O menino que tinha roubado o milho era o último da fila e foi, portanto, o último a chegar ao céu. Quando viu todas as mães agarradas à corda, cortou-a. As mulheres caíram umas sobre as outras e, ao atingirem a terra, transformaram-se em animais selvagens.
Como castigo pela sua monstruosa malvadeza, os meninos foram condenados a olhar, todas as noites, fixamente para a terra, para ver o que acontecera a suas mães. Seus olhos são as estrelas.

In: SANTOS, Theobaldo Miranda – Lendas e mitos do Brasil. São Paulo : Companhia Editora Nacional, 2004.

# Questões:
1) Revendo o primeiro parágrafo é possível determinar em que tribo e em que época aconteceram os fatos narrados? Por quê?

2) Ainda no primeiro parágrafo, o que é possível descobrir sobre a organização social em uma tribo?

3) Observe que, a partir do segundo parágrafo, surge um elemento desestabilizador, ou seja, algo que determinará um novo rumo para a narrativa. O que acontece?

4) A possibilidade de receber um castigo leva os meninos a cometer erros ainda mais graves do que o primeiro. Qual sua opinião sobre os atos praticados pelas crianças?

5) A história explica o surgimento das estrelas como resultado de um castigo. A que os meninos foram condenados?

6) É adequado afirmar que a única intenção dessa história é explicar a origem das estrelas? Explique sua resposta.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Língua portuguesa, 6º ano/Cristina Soares de Lara Azeredo; ilustrações: Circus Projetos Criativos... [ET. AL] – Curitiba: Ed. Positivo; 2009. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...