terça-feira, 22 de agosto de 2017

Atividade sobre variedades linguísticas



1. Leia este texto, uma “crônica de anúncios” de uma revista de 1957, e responda às questões. Falando de compras com Nancy Sasser
Uma crônica de anúncios para a mulher brasileira O verão traz as delícias da praia e os gostosos banhos de mar e piscina, mas... será que vale a pena molhar os cabelos? Vale sim, amiga. Depois v. poderá secá-los e fazer a “mise-en-plis” num instante. Basta ter um Secador de Cabelos GILDA. Tenho um e v. não imagina o serviço que me presta! Seca o cabelo em alguns minutos apenas, com um jacto de ar quente ou frio. É portátil e como poupa tempo e gastos em cabeleireiros! Falando de compras com Nancy Sasser. Revista Seleções, dez. 1957.
a) Considerando a finalidade com a qual o texto foi escrito, que tipo de efeito ele provoca no leitor dos dias de hoje? b) Cite dois exemplos de variação histórica presentes no texto. c) É possível afirmar que a variação histórica presente na linguagem do texto também reflete um contexto social diferente dos dias de hoje? Explique. d) Reescreva o texto no caderno, supondo que ele se dirigisse a uma mulher contemporânea. Para isso, avalie qual é a linguagem mais adequada para a tarefa de convencer essa mulher a comprar o secador de cabelo.

2. Leia a seguir um trecho do poema “Noturno de Belo Horizonte”, de Mário de Andrade.
Que importa que uns falem mole descansado Que os cariocas arranhem os erres na garganta Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais? Que tem se os quinhentos réis meridional Vira cinco tostões do Rio pro Norte? Juntos formamos este assombro de misérias e grandezas, Brasil, nome de vegetal!... Andrade, Mário de. Poesias completas. 6. ed. São Paulo: Edusp; Belo Horizonte: Itatiaia, 1987. p. 188.
a) A que tipo de variação linguística o eu lírico faz referência nesse trecho do poema? b) Em quais versos esse tipo de variação linguística é evidenciado? c) De que forma o eu lírico compreende essas diferenças da língua? Que expressão presente no poema confirma sua resposta? d) Apesar dessa variação linguística, o eu lírico elabora uma conclusão relacionada à identidade brasileira. Que conclusão é essa?

Atividade sobre intertextualidade / paródia


O texto a seguir trata-se de uma “refábula” (como afirma o próprio escritor) de uma das mais
conhecidas fábulas de todos os tempos. Leia e responda

Cigarra, formiga & cia.
Cansadas dos seus papéis fabulares, a cigarra e a formiga resolveram associar-se para reagir
contra a estereotipia a que haviam sido condenadas.
Deixando de parte atividades mais lucrativas, a formiga empresou a cigarra. Gravou-lhe o canto em discos e saiu a vendê-los de porta em porta. A aura de mecenas a redimiu para sempre do
antigo labéu de utilitarista sem entranhas.
Graças ao mecenato da formiga, a cigarra passou a ter comida e moradia no inverno. Já ninguém a poderia acusar de imprevidência boêmia.
O desfecho desta refábula não é róseo. A formiga foi expulsa do formigueiro por lhe haver
traído as tradições de pragmatismo à outrance e a cigarra teve de suportar os olhares de desprezo
com que o comum das cigarras costuma fulminar a comercialização da arte.
Paes, José Paulo. Socráticas. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 63.

Sobre o texto
1. O que a leitura do título do texto acima evoca no leitor familiarizado com fábulas tradicionais?

2. A passagem “resolveram associar-se para reagir contra a estereotipia a que haviam sido
condenadas” indica uma reação das personagens em relação aos comportamentos que
apresentam na fábula original.
a) Quais são esses comportamentos?
b) De que maneira, no texto de José Paulo Paes, a cigarra e a formiga reagem à “estereotipia
a que haviam sido condenadas”?

3. Essa “refábula”, como a definiu seu autor, também promove uma mudança de cenário. Qual?

4. A mudança de atitude das personagens deu a elas um destino glorioso? Justifique sua res-
posta com base no texto e compare o desfecho com o da fábula original.

Fonte: Ser Protagonista

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Aula sobre Estrutura das palavras (atividades)


Estrutura das palavras

Um palavra pode ser dividida por pequenas unidades de sentido, a que chamamos de morfema.
Morfema é a menor unidade portadora de sentido de uma palavra.

Tipos de morfemas:

I. Radical - informa o sentido básico de uma palavra:
Ex.: menino / anormal

# Questão - Identifique o radical das palavras abaixo:
a) pequenino    
b) infeliz              
c) amável            
d) desestruturado          
e) empobrecido

II. Afixos - são elementos que se juntam ao radical modificando seu sentido básico:
Ex.:        informalidade
         prefixo         sufixo

# Questão - Identifique o prefixo e o sufixo das palavras abaixo:
a) ilegalmente                  
b) prosseguimento        
c) predominante             
d) desfigurado        
e) apaixonado

III. Vogal temática - é a vogal que sucede o radical de verbos e nomes.
Ex.: começar / comendo / sorríssemos / casa / dente / carroceiro

# Questão - Identifique a vogal temática das palavras abaixo:
a) viajar   
b) bebendo   
c) sorrir   
d) folhagem   
e) sabedoria   
f) medo

IV. Tema - é o radical somado à vogal temática
Ex.:        começamos
             radical + vogal temática

V. Desinências - são morfemas acrescidos ao vocabulário para indicar as flexões das palavras:
- Desinências verbais - indicam flexão de número, pessoa, modo e tempo dos verbos
- Desinências nominais - indicam flexão de gênero e número.
Ex.:        meninas
                 "a" gênero (feminino) / "s" número (plural)

começássemos
  "sse" modo e tempo (imperfeito do subjuntivo) / "mos" pessoa e número (1ª pessoa do plural)

 # Questão - Identifique as desinências das palavras abaixo:
a) aluna               
b) escolas           
c) professoras   
d) amamos         
e) amam             
f) amou     
g) amarei

domingo, 6 de agosto de 2017

Aula sobre Tese - para uma boa redação dissertativa


# Assunto: Tese de uma Redação dissertativa

- O que é tese?
Tese é uma opinião, um ponto de vista, um posicionamento crítico.

- A tese deve ser questionável?
Sim. Se não for questionável, não é tese. 
Exemplo:
 "O fogo queima" não é uma tese, pois não questionável.

- A Tese precisa de um argumento?
Sim. A tese sempre precisa de um argumento.
Exemplo:
"Fazer exercícios é importante, pois reduz problemas no coração." 

Exercícios:
1. Elabore uma tese (opinião) para cada tema abaixo:
a) Estudar -
b) Trabalhar -
c) A política  -
d) Viajar -
e) Cuidado com o lixo -
f) Desmatamento -
g) Álcool em excesso -
h) Preconceito -

2. Com argumentos (justificativas), dê continuidade às teses abaixo:
a) Os eleitores devem votar consciente
b) Ler estimula a capacidade de se expressar melhor
c) As guerras deviam acabar
d) A corrupção na política deveria ser melhor combatida
e) Praticar esporte ajuda crianças a se socializarem

3. Vamos praticar! Elabore uma redação dissertativa sobre um dos temais dos exercícios anteriores.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dez dicas para uma boa redação



Se existe uma coisa que sempre deixa os estudantes apreensivos é o momento de escrever uma redação. Bicho-papão de concursos e vestibulares, a redação definitivamente não é uma unanimidade, pois é no momento da escrita que mostramos nossas competências linguísticas e, infelizmente, nem sempre estamos tão preparados quanto gostaríamos, não é verdade?

Quando escrevemos, documentamos, inconscientemente, nossas dúvidas e carências de aprendizado. Acertos e erros ficam ali registrados e nítidos para quem vai avaliar nosso texto. Um pequeno erro pode contar muitos pontos na hora da correção e ninguém quer ser mal avaliado por causa disso, certo? Pois bem, para deixar você afiado na escrita, elaboramos dez dicas para uma boa redação, dicas simples, porém, muito importantes, que vão deixar você à vontade na hora de elencar no papel suas ideias e argumentos. Mas atenção: são apenas dicas de redação, quem quer aprender mais sempre deve correr atrás. Bons estudos!

1. Ninguém se torna um bom escritor em um passe de mágica. As fórmulas só existem nas ciências exatas e, ainda assim, quando mal aplicadas, são passíveis de erro. Portanto, se você quer se tornar um escritor eficiente, comece sua jornada em busca da competência linguística com o simples hábito de ler. No começo pode ser difícil, mas como todo hábito, aos poucos você vai se acostumar e até tomar gosto pela leitura. Entenda que um bom escritor é, obrigatoriamente, um bom leitor. Corra já para uma biblioteca e recupere o tempo perdido.

2. Escreva bastante para treinar e aprimorar as técnicas de redação, mas não se esqueça de que seus textos precisam de um leitor que possa encontrar possíveis erros e mostrar a você maneiras eficientes de solucioná-los. A correção certamente vai te ajudar a sanar dúvidas e evitar que erros se repitam. Peça ajuda para um professor ou alguém com conhecimento específico na área.

3. Em concursos e vestibulares, é comum que o número de linhas do texto seja estipulado, geralmente, pede-se que o candidato elabore uma redação com até 30 linhas. Lembre-se de que toda linha extra será desconsiderada no momento da correção, portanto, respeite o número mínimo e o número máximo de linhas.

4. Para que uma redação possa ser desenvolvida de maneira satisfatória, ela precisa ter, no mínimo, quatro parágrafos, divididos em introdução, desenvolvimento e conclusão.

5. Seja objetivo. Vá direto ao ponto, nada de introduções longas e mirabolantes. Alguns se perdem na “vaguidão inespecífica” e acabam recheando o texto com informações desnecessárias e chavões sem utilidade prática. Há quem acredite que o uso de uma linguagem rebuscada, permeada por arcaísmos e expressões eruditas, pode impressionar os leitores, mas, definitivamente, enfeitar a escrita não vai fazer com que você se pareça mais inteligente aos olhos dos corretores. Objetividade é a palavra de ordem.

6. Releia o texto escrito. Reserve um tempo para fazer esse exercício, pois quando relemos nossa redação, a chance de encontramos possíveis erros são bem maiores. Fique atento à coerência e à coesão, cuidado também com as temidas falhas gramaticais.

7. Atenção quanto à forma da redação. Capriche na letra e, se ficar em dúvida sobre a legibilidade de sua “caligrafia”, aposte nas letras de forma. Respeite o recuo dos parágrafos, geralmente são dois centímetros a partir da margem (você deve ter aprendido isso lá na alfabetização, por que deixar de usar o que aprendeu?), use o hífen quando fizer uma separação silábica e nunca, nunca pule linhas entre um parágrafo e outro, certo?

8. Nem todo vestibular ou concurso pede que sua redação tenha um título. Caso ele seja expressamente solicitado, não se esqueça de que deve ser constituído por uma frase nominal, ou seja, nada de verbos. Prefira títulos curtos e não pontue ao seu final.

9. Evite períodos longos, pois esse tipo de construção pode provocar equívocos no momento da pontuação. Isso não quer dizer que você deve fazer de sua redação um telegrama, nada disso: tente encontrar o equilíbrio, mas prefira frases curtas, elas são mais facilmente compreendidas.

10. Que tal começar a sua prova pela redação? Muitos candidatos, seja por medo ou por seguirem a sequência da prova, acabam deixando a redação para o final, quando já estão cansados. Lembre-se de que a redação vale muito na composição final da nota, então uma boa dica é começar mostrando suas habilidades linguísticas. Se você gosta de fazer o bom e velho rascunho, fique atento na hora de passar a limpo, já que algumas palavras do texto podem ser omitidas nesse momento. Lembre-se: todo cuidado é pouco!

Fonte: Luana Castro Alves Perez In portugues.uol.com.br