segunda-feira, 28 de junho de 2021

Avaliação | Simulado de Língua Portuguesa | 1º ano (Ensino Médio) | 2º bimestre



Leia a tirinha do Calvin, do cartunista Bill Watterson:
1. Por suas características, esse texto é um exemplo de
A) anedota.
B) tirinha.
C) folheto de campanha.
D) história em quadrinhos.
E) charge.
RESPOSTA

2. No primeiro quadrinho desse texto, a expressão “perdeu as estribeiras” indica que o pai ficou
A) confuso.
B) desanimado.
C) descontrolado.
D) impressionado.
E) surpreso.
RESPOSTA

3. No trecho “Ah, agora é você que vai começar é?”, o ponto de interrogação foi usado para
A) criar suspense.
B) reforçar uma advertência.
C) indicar dúvida.
D) introduzir uma reflexão.
E) retomar uma conversa.
RESPOSTA

4. No primeiro quadrinho desse texto, o menino está
A) aborrecido.
B) amedrontado.
C) arrependido.
D) preocupado.
E) surpreso.
RESPOSTA

5. Na fala "Quando isso acabar", a conjunção "quando" expressa ideia de
A) causa
B) finalidade
C) tempo
D) consequência

Leia a charge abaixo e responda às questões 1 a 3:
Fonte da charge: circbolivarianopaulofreire

6. Qual é o assunto gramatical da aula?
a) classes gramaticais
b) novo acordo ortográfico
c) função sintática
d) pontuação

7. Qual a palavra (da frase escrita no quadro) que responde à pergunta da professora?
a) público
b) frequente
c) descaso
d) ensino

8. Sobre a resposta do aluno, foi a resposta esperada pela professora?
a) Sim, porque não houve mudança na grafia de nenhuma das palavras do quadro.
b) Não, pois se esperava que o aluno respondesse sobre a mudança da grafia de uma palavra do quadro.
c) Sim, porque o aluno identificou a palavra que havia passado por alguma mudança na grafia. 
d) Não, pois a professora não esperava que o aluno identificasse a mudança na grafai de uma palavra.

9. Qual foi a intenção comunicativa do aluno responder "Nada!"?
a) Expor uma crítica às condições precárias da sala de aula. 
b) Constatar que não houve mudança na grafia de nenhuma palavra do quadro. 
c) Esclarecer mudanças ou não na grafia de alguma palavra do quadro.
d) Ignorar o propósito da pergunta expressa pela professora.

10. Entre as palavras abaixo, qual também sofreu alteração na grafia após a reforma ortográfica?
a) carteira
b) linguiça
c) lâmpada
d) rachadura

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Atividade sobre colocação pronominal a partir de um poema de Carlos Drummond de Andrade



Você vai ler a seguir um conhecido poema de Carlos Drummond de Andrade, autor estudado na seção Literatura deste capítulo.

A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

1. Publicado na obra A rosa do povo (1945) e escrito em um momento histórico conturbado - ditadura Vargas no Brasil e Segunda Guerra Mundial -, o poema "A flor e a náusea" deixa transparecer o sentimento do eu lírico em relação a esse contexto. Com base nas três primeiras estrofes, responda:
a. Como se caracteriza o ambiente e o tempo em que vive o eu lírico? Justifique sua resposta com palavras, expressões e versos do texto.

b. Quais são os desejos do eu lírico nesse contexto? Justifique sua resposta com versos do texto.

2. Nas estrofes de 4 a 7, o eu lírico fala sobre si mesmo.
a. O que se sabe do eu lírico por meio desses versos?

b. Levante hipóteses: Essas características permitem associar o eu lírico a quem?

3. As três últimas estrofes falam sobre o nascimento de uma flor.
a. Levante hipóteses: Por que esse acontecimento é tratado como fora do comum no contexto do poema?

b. Como o eu lírico descreve a flor que nasceu? O que há de inesperado nessa descrição?

c. Quais sentimentos essa flor desperta no eu lírico? Justifique sua resposta com versos do poema.

d. Discuta com os colegas e o professor e conclua: Qual sentido maior se pode atribuir ao nascimento dessa flor, levando em consideração todo o contexto de produção do poema? Indique o verso que resume essa ideia.

4. Há no poema diversos pronomes oblíquos átonos que acompanham verbos.
a. Reproduza a tabela a seguir em seu caderno, identifique essas ocorrências no poema e complete a tabela como no exemplo, de acordo com cada tipo de ocorrência.

Ênclise em início de frase ou depois de uma pausa

Próclise motivada por palavra atrativa

Casos que não se encaixam nas regras

b. Entre os casos que não se encaixam nas regras apontados por você no item anterior, sobressai a próclise ou a ênclise? Levante hipóteses: Por que isso ocorre?

c. Discuta com os colegas e o professor e conclua: Com base nas características da poesia modernista e especialmente da poesia de Drummond, o que justifica a forma como o poeta utiliza próclises e ênclises no poema em estudo?

5. Releia este verso:

"Em vão me tento explicar, os muros são surdos."

a. Levante hipóteses: Quem são os muros surdos?

b. Levante hipóteses: Por que foi utilizada essa colocação pronominal?

c. Como você falaria essa frase? Justifique sua resposta.


Fonte: Português: Linguagens

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Atividade sobre conectores a partir de um texto usado na prona do ENEM-2011



Leia o texto a seguir utilizado numa questãoda prova do Enem-2011:

"Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para que possa haver o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável".
(ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009)

1. As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que
a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.
b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime a ideia de contraste.
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.
d) o termo “Também” exprime uma justificativa.
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.

2. No trecho "... mas também de problemas como morte súbita e derrame", os conectores "mas também" e "como" expressam, respectivamente
a) oposição e causa
b) adição e comparação
c) explicação e conformidade
d) alternância e consequência

3. No trecho "... fatores que, somados, reduzem as chances de infarto", a palavra "fatores" faz referência a
a) "Exercitar-se com acompanhamento médico e moderação"
b) "chances de desenvolver vários problemas"
c) "diminuir o estresse e aumentar a capacidade física"
d) “níveis de colesterol e de glicose no sangue"

4. No trecho "... para que possa haver o controle da pressão arterial", o conectivo "para que" indica ideia de
a) finalidade
b) oposição
c) consequência
d) causa

5. Ainda no trecho "... para que possa haver o controle da pressão arterial", o conectivo "para que" pode ser substituído por outro de mesmo significado na alternativa
a) à medida que
b) a fim de que
c) porque
d) já que

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Atividade sobre colocação pronominal a partir de uma crônica de Antônio Prata



Leia o texto a seguir, de Antonio Prata.

Abraçando árvore

Não era uma felicidade eufórica, dessas de gritar "Urru!", estava mais pra uma brisa de contentamento, como se eu bebesse vinho branco à beira-mar ou lesse Rubem Braga na varanda de um sítio.

Eu tinha acordado cedo naquela sexta - e acordar cedo sempre me predispõe à felicidade. O trabalho havia rendido bem e, antes do fim da manhã, já tinha acabado de escrever tudo o que me propusera para o dia. À uma, fui almoçar com o meu editor. Ele estava com alguns capítulos do meu livro novo desde dezembro e eu temia que não tivesse gostado. Gostou. Fez alguns reparos com que concordei. Comemos um peixe na brasa - peixe e brasa também costumam me predispor à felicidade - e como era sexta-feira, e como somos amigos, e como comemorávamos essa pequena alegria que é um trabalho andar bem, uma parceria funcionar, brindamos com vinho branco - não à beira-mar, mas à beira do Cemitério da Consolação, que pode não ter a grandeza de um Atlântico, mas também tem lá os seus pacíficos encantos.

Saí andando meio emocionado, meio sem rumo pela tarde ensolarada e quando vi estava em frente à paineira da Biblioteca Mario de Andrade. É uma árvore gigante, que provavelmente já estava ali antes do Mario de Andrade nascer, continuou ali depois de ele morrer e continuará ali depois que todos os 18 milhões de habitantes que hoje perambulam pela cidade de São Paulo estiverem abaixo de suas raízes. Talvez tenha sido o assombro com essa longevidade, talvez acordar cedo, talvez os elogios ao livro e o vinho certamente colaborou: fato é que senti uma súbita vontade de abraçar aquela árvore.

Acho importante deixar claro, inclemente leitor, que não sou do tipo que abraça árvore. Na verdade, sou do tipo que faz piada com quem abraça árvore. Se me contassem, até a última sexta, que algum amigo meu foi visto abraçando uma paineira na rua da Consolação eu diria, sem pestanejar: enlouqueceu. Mas...

Não haveria nada de místico no abraço. Eu não achava que a paineira iria me emprestar qualquer "energia", nem que ela sugaria de minh'alma possíveis toxinas metafísicas. Era algo simbólico como atirar uma rosa ao mar dia 31 de dezembro, uma mínima inflexão na correria: aí está você, imóvel e longeva, aqui estou eu, ágil e breve, duas soluções do acaso para a soma de elementos da tabela periódica - e ela seguiria ali, com sua fotossíntese, eu seguiria adiante, com minhas caraminholas.

Olhei prum lado. Olhei pro outro. Tomei coragem e foi só sentir o rosto tocar o tronco para ouvir: "Antonio?!". Era meu editor.

Foram dois segundos de desespero durante os quais contemplei o distrato do livro, a infâmia pública, o alcoolismo e a mendicância, mas só dois segundos, pois meu inconsciente, consciente do perigo, me lançou a ideia salvadora. "Uma braçada", disse eu, girando pra esquerda e envolvendo a árvore novamente, "duas braçadas e... Três". Então encarei, seguro, meu possível verdugo: "Três braçadas dá o que? Uns cinco metros de perímetro? Tava medindo pra descrever, no livro. Tem uma parte mais no fim em que essa paineira é importante."
Colou. Nos despedimos. Ele foi embora prum lado, a minha felicidade pro outro e agora estou aqui, já noite alta desta sexta-feira, tentando enfiar a todo custo um tronco de quase dois metros de diâmetro num livro em que, até então, não havia nem uma samambaia.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2016/ 01/1730364-abracando-arvore.shtml. Acesso em: 5/3/2016.)

1. O autor conta, em seu texto, sobre um dia específico de sua vida.
a. Qual era o estado de espírito do autor naquele dia?

b. A que acontecimentos ele atribui tal estado de espírito?

c. Qual atitude inusitada ele tomou levado por esse estado de espírito?

2. Ao decidir realizar um ato julgado por ele mesmo como inusitado, o autor foi surpreendido por seu editor.
a. Qual foi a reação do autor nesse momento e o que ele fez para sair da situação embaraçosa?

b. Qual problema essa atitude trouxe para ele?

3. Esse texto foi publicado em um jornal de grande circulação. Tendo em vista a história contada, responda:
a. Qual nova função pode assumir esse texto, além de entreter os leitores?

b. Levante hipóteses: O problema mencionado pelo autor no último parágrafo permanecerá após a circulação desse texto?

4. Observe as seguintes construções empregadas no texto:

"sempre me predispõe"
"tudo o que me propusera"
"costumam me predispor"
"Se me contassem"
"iria me emprestar"
"me lançou a ideia"
"Nos despedimos."

a. O que há de comum entre todas elas no que diz respeito à posição do pronome oblíquo?

b. Discuta com os colegas e o professor: Em alguma dessas ocorrências, ao produzir o mesmo enunciado, você colocaria o pronome em lugar diferente?

5. Embora no português falado atualmente no Brasil (e escrito em situações informais) os pronomes sejam majoritariamente colocados na posição em que estão no texto lido, há outras maneiras de explorar essa colocação.
Discuta com os colegas e o professor e levante hipóteses: Quais das opções a seguir são consideradas adequadas à norma-padrão segundo a gramática normativa?

sempre predispõe-me
tudo o que propuse-me-ra
tudo o que propusera-me
costumam predispor-me
ir-me-ia emprestar
iria emprestar-me
lançou-me a ideia
Despedimo-nos

6. Encontre no texto outros trechos que comprovem a opção do autor de empregar uma linguagem bastante informal, próxima da fala.


Fonte: Português: Linguagens

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Proposta de produção de uma "ata de reunião"



Às vezes, em uma assembleia ou em uma reunião do corpo deliberativo de uma agremiação, associação ou congregação, torna-se necessário tomar algumas decisões importantes, que dizem respeito a todos os associados.

Para registrar a pauta, as falas dos participantes e as decisões tomadas, existe a ata. Trata-se de um texto por meio do qual todos os que pertencem àquela comunidade (presentes ou não à reunião) podem tomar conhecimento do que foi discutido e decidido. Além disso, esse texto serve também como um registro das decisões tomadas e contribui para que elas não se percam e para evitar que, no futuro, as mesmas questões voltem a ser discutidas.

Conheça um modelo básico de ata:

Ata de reunião

Às _____ horas, do dia _____, do mês de _____, do ano de _____, reuniu-se a Diretoria (ou Conselho Diretivo) do(a) _____, situado em (endereço), contando com a presença de (identificar os participantes, se não for um número muito grande). O diretor (ou secretário) apresentou aos presentes a seguinte pauta da reunião, que foi aprovada pelo grupo: _____ e _____. Em seguida, iniciou-se a discussão dos itens e a apresentação de propostas. As propostas aprovadas com _____ % dos votos (ou por maioria) são as seguintes: _____, _____ e _____.

Para acompanhar o encaminhamento ou a execução das propostas, foram escolhidos os senhores (identificar) e _____.

Sem mais nada para tratar, às _____ horas dei por encerrada a reunião, que foi presidida por (nome), por (nome e cargo) e por mim, (nome e cargo), que a secretariei. Assinaturas:

(nome e assinatura de todos os participantes)

Antes da popularização dos computadores, cada ata era lavrada manualmente em um livro, em um único parágrafo, e não podia conter rasuras. Com o uso de computadores, essas exigências deixaram de ser rígidas.

Contudo, espera-se encontrar em um texto desse gênero:

- data, local, horário de início e fim da reunião;
- identificação das pessoas presentes e seus cargos, para que se saiba por quem as decisões foram tomadas;
- pauta da reunião, com a explicitação dos motivos da ocorrência dela;
- registro da discussão da pauta e da apresentação de propostas;
- registro das decisões tomadas na reunião;
- compromissos assumidos, com indicação de tarefas e prazos para seu cumprimento;
- menção à data estabelecida para a reunião seguinte.

Recomenda-se que o arquivo contendo uma ata seja salvo em PDF, para que não haja alterações posteriores.

HORA DE ESCREVER
Seguindo o modelo acima, elabore uma ata registrando uma reunião entre os colegas da sua classe a fim de tomar uma decisão em benefício da turma.  

Fonte: Português Contemporâneo: Diálogo, Reflexão e Uso