sábado, 2 de janeiro de 2021

Atividade sobre o emprego da palavra "porque" a partir de uma tira do Veríssimo


 Leia a tira a seguir, de Luís Fernando Veríssimo, observando o emprego da palavra "porque":
1. Nessa tira, o marido conversa com sua mulher sobre a situação financeira deles.
a) Que imagem o homem faz de si mesmo?
b) Que comentário ele esperava da sua mulher?

2. Observe i emprego da palavra "porque" no 1º e no 2º quadrinhos.
a) Identifique em qual deles a palavra "porque" foi empregada numa frase interrogativa direta, isto é, numa frase em que a pergunta é feita diretamente e termina com ponto de interrogação.
b) Como a palavra "porque" está grafada nessa frase?

3. No 2º quadrinho, a palavra "porque" foi grafada de outra forma.
a) Como ela foi grafada?
b) Essa forma de grafar se deve ao fato de ela introduzir uma explicação sobre o que foi perguntado anteriormente ou ao fato de ela introduzir uma nova pergunta?


Fonte: Português: Linguagens

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Atividade sobre denotação e conotação a partir de um poema e de um texto informativo


Leia e compare os textos que seguem:

TEXTO 1 - LUA
Lua, farol que voa
Estância
onde se aninham
e dormem os luzeiros,
Coalho de leite, alvorada
dos anjos
tecendo a madrugada,
Branca cravina
de noites solitárias,
bússola do viajante,
rio de leite
que desce
ao monte para abeberar o gado,
Lágrima de prata
Que Deus derramou um dia
Quando sonhava.
(Luis Alberto Calderón)

TEXTO 2 - O HOMEM NA LUA
A Lua, o satélite natural da Terra, fica a 382 mil quilômetros de distância de nosso planeta. Em 1969, os astronautas norte-americanos Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin, tripulantes da missão Apolo 11, realizaram um dos maiores feitos humanos: a chegada do homem à Lua.
(Revista Recreio) 

1. Apesar de apresentarem diferenças quanto à linguagem e à organização, os dois textos têm algo em comum. Qual é a semelhança entre eles?  

2. Compare estes dois conceitos de Lua:
“Lua, farol que voa.
“A Lua, o satélite natural da Terra, fica a 382 mil quilômetros de distância de nosso planeta."

a) Em qual dos conceitos a Lua é explicada de forma objetiva, isto é, com palavras em seu sentido comum? Por quê?
b) Em qual dos conceitos a Lua é explicada com sentido figurado, isto é, por associação de ideias e por palavras com sentido incomum? Por quê?

3. Para dizer o que é a Lua, o autor do texto I atribui várias características a ela, por meio de várias imagens. Entre outras, estas:
farol / coalho de leite / branca cravina / rio de leite / lágrimas de prata

a) Que características em comum há entre"farol" e "lágrima de prata"?
b) E entre coalho de leite, branca cravina e rio de leite?

4. Compare os dois textos:
a) Qual deles explora as emoções do autor e do leitor?
b) Qual deles é mais frio e impessoal?


Fonte: Português: Linguagens

Atividade sobre Discurso Direto e Discurso Indireto - texto de Luís Fernando Veríssimo


1. Passe do discurso direto para o discurso indireto:
a) "- Quero fazer uma tatuagem, mas minha mãe não deixa".
b) "- O ruim da tatuagem é que, se você se arrepender mais tarde, não sai".

2. Reescreva o texto abaixo, passando-o para o discurso direto e fazendo as adaptações necessárias:

Ela me chamou e disse que eu não ficasse triste, mas vovô não ia mais voltar. Perguntei se ele tinha morrido, ela disse que não, mas era como se tivesse. Perguntei se então a gente não ia poder vê-lo nunca mais, ela disse que podia, mas não convinha.

3. Leia o texto que segue, de Luís Fernando Veríssimo:
Duas peças

Pai e Filha, 1951, 52, por aí.
PAI - Minha filha, você vai usar... isso?
FILHA - Vou, pai.
PAI - Mas aparece o umbigo!
FILHA - Que que tem?
PAI - Você vai andar por aí com o umbigo de fora?
FILHA - Por aí, não. Só na praia. Todo mundo está usando duas-peças, pai.
PAI - Minha filha... Pelo seu pai. Pelo nome da família. Pelo seu bom nome. Use maiô de uma peça só.
FILHA - Não quero!
PAI - Então este ano não tem praia!
FILHA - Mas pai!

Pai e filha, 1986.
FILHA - Pai, vou usar maiô de uma peça.
PAI - Muito bem, minha filha. Gostei da sua independência. Por que ser como todas as outras? Uma peça. Ótimo. Você até vai chamar mais atenção.
FILHA - Só não decidi ainda qual das duas, a de cima ou a de baixo.

Reescreva as três últimas falas das personagens, passando-as para o discurso indireto. Se necessário, consulte o quadro sobre as transformações que acontecem na passagem de um discurso para outro.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Fonte: Português: Linguagens

Atividade a partir do poema "Cimento Armado", de Paulo Bonfim


Leia o poema a seguir de Paulo Bonfim:

CIMENTO ARMADO

Batem estacas no terreno morto,
No terreno morto surge vida nova,
As goiabeiras do velho parque
E os roseirais abandonados,
Serão cortados
E derrubados

Um prédio novo de dez andares,
Frio e cinzento,
Terá seu corpo de cimento-armado
Enraizado no velho parque
de goiabeiras
De roseirais

Batem estacas no terreno morto.
Século vinte…
Vida de aço…
Cimento-armado!

Batem as estacas
Um prédio novo, de dez andares,
Terraços tristes,
Pássaros presos,
Rosas suspensas,
Flores da vida,
Rosas de dor.

1. Nos versos “Batem estacas no terreno morto, / No terreno morto surge vida nova”:
a)   Qual é o sujeito da frase do 1° verso? e do 2°?
b)   Associando-se um sujeito a outro, a quem se refere a vida nova?

2. O eu lírico refere-se a um terreno morto. O que ele era antes do início da construção de um prédio?

3. Depois de serem cortados e derrubados os roseirais e as goiabeiras:
a)   O que se enraizará e tomará corpo no terreno morto?
b)   De que material será essa nova vida que ali irá surgir?

4. Na frase "As goiabeiras do velho parque / E os roseirais abandonados / Serão cortados / E derrubados":
a) Em que voz está o verbo?
b) Nessa frase, omitiu-se o agente da passiva. Na sua opinião, essa omissão é proposital? Por quê?

5. O eu lírico refere-se a uma situação que ocorre no século XX.
a)   Por que, na sua opinião, o terreno está morto?
b)   Levante hipóteses: Por que, na sua opinião, nas grandes cidades, os prédios tomaram o lugar dos parques?


Fonte: Português: Linguagens

Atividade sobre "contexto discursivo" a partir de uma anedota


 Leia esta anedota:

De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:
        _ Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.
        Lá de dentro, estremunhado, o filho respondeu:
        _ Pai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos.
        E o pai respondeu lá de fora:
        _ Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; em segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio. (Anedotinhas do Pasquim)

1. Durante a leitura ou a audição da anedota, o leitor ou ouvinte é levado a compreendê-la de determinada forma, até ter uma surpresa.
a)   Em que parágrafo ocorre a surpresa?

b)   Como o leitor ou ouvinte compreende o texto antes de chegar a esse parágrafo?

c)   Tal compreensão se deve a duas razões: uma é o comportamento do filho, e a outra é a omissão de uma informação essencial para a compreensão global do texto.
- Qual é esse comportamento?

- Qual é a informação omitida?

2. Onde reside o humor da anedota?


Fonte: Português: Linguagens