domingo, 13 de outubro de 2013

Atividade sobre figuras de sintaxe a partir de um poema de Reynaldo Jardim


Leia o poema a seguir, de Reynaldo Jardim, e responda às questões de 1 a 6.

Eu vejo uma gravura

Eu vejo uma gravura
 grande e rasa.
No primeiro plano
 uma casa.
À direita da casa
 outra casa.
Lá no fundo da casa
 outra casa.
Em frente da casa
 uma vala:
 onde escorre a lam
 doutra casa.
E no chão da casa
 outra vala:
 onde escorre o esgoto
 doutra casa.
Esta casa que eu vejo
 não se casa
com o que chamamos
 uma casa.
Pois as paredes são
Esburacadas
onde passam aranhas
 e baratas.
E os telhados são
 folhas de zinco.
E podem cair
 a qualquer vento.
E matar uma mulher
 que mora dentro.
E matar a criança
 que está dentro
 da mulher que mora
 nessa casa.
Ou da mulher que mora
 noutra casa.

É preciso pintar
 outra gravura
 com casas de argamassa
 na paisagem.
Crianças cantando
 a segurança
 da vida construída
 à sua imagem.
(Joana em flor. Rio de Janeiro: José Álvaro Editor, 1965. p. 63.)

1. O poema se intitula “Eu vejo uma gravura”. Gravura é o mesmo que um quadro, uma pintura.
a) O que retrata essa gravura?
b) Essa gravura retrata uma paisagem fictícia, fruto da imaginação do artista, ou uma paisagem real, conhecida em nosso país? Justifique.

2. A linguagem do poema organiza-se de forma a chamar a atenção sobre si. Para esse fim, as figuras  de sintaxe cumprem um papel importante.
a) Na 1ª estrofe, uma palavra é omitida várias vezes, por já ter sido expressa anteriormente. Qual  é essa palavra?

b) Qual é a figura de sintaxe que corresponde à ausência dessa palavra?

3. Observe a 3ª estrofe do poema:
a) Nos versos "É matar uma mulher / Que mora dentro", é omitido um termo que complementaria a palavra dentro. Qual é esse termo e qual a figura de sintaxe corresponde à sua ausência?
b) Nos versos “Ou da mulher que mora / noutra casa”, são omitidas duas orações inteiras, já  expressas anteriormente. Quais são essas orações e a qual figura de sintaxe corresponde essa  omissão? 
c) Nessa estrofe, nota-se o emprego sistematizado da conjunção e. Que figura de sintaxe essa  repetição constitui e que efeito de sentido ela cria no texto?

4. Nestes versos da 2ª estrofe:
“Esta casa que eu vejo
 não se casa
com o que chamamos
 uma casa.”
a) Que jogo de sentidos é feito com a palavra casa?
b) Nesses versos, que sentimento o eu lírico revela?
 • raiva • indignação • pena • esperança

5. O espaço assume um papel importante na construção do texto. Na 1ª estrofe, a casa em destaque  está totalmente cercada por outras casas, a ponto de o esgoto de uma passar dentro de outra. Na  3ª estrofe, o texto faz referência à “criança / que está dentro / da mulher que mora / nessa casa”.
a) Tanto em uma estrofe quanto na outra, como é a organização do espaço nessa favela?
b) Que efeito essa organização do espaço tem sobre a qualidade de vida das pessoas? Por quê?


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Atividades sobre Orações coordenadas (9º ano)


Leia o poema a seguir, de Maria do Carmo B. C. de Melo, e responda às questões de 1 a 6.

A gaiola
E era a gaiola e era a vida era a gaiola
e era o muro a cerca e o preconceito
e era o filho a família e a aliança
e era a grade a filha e era o conceito
e era o relógio o horário o apontamento
e era o estatuto a lei e o mandamento
e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola
e era a casa o nome a vestimenta
e era o imposto o aluguel a ferramenta
e era o orgulho e o coração fechado
e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar
e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola.
(Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.)

1. O poema refere-se à vida cotidiana de uma pessoa e ao modo como ela se sente.
a) A pessoa em questão é homem ou mulher, adulto ou criança? Justifique com elementos do  texto. 
b) A experiência vivida por essa pessoa é apenas particular, pessoal, ou pode também representar  uma experiência humana mais geral, de muitas pessoas? Justifique. 

2. Tanto na 1ª estrofe quanto na 2ª são enumerados vários elementos da vida cotidiana dessa pessoa. Esses elementos ora se referem à sociedade, ora ao relacionamento entre as pessoas.
a) Identifique no poema elementos ligados à vida social. 
b) Palavras e expressões como orgulho, coração fechado, sentimento trancado a cadeado,  amor, desamor, medo de magoar referem-se ao mundo interior, aos sentimentos. Como essa  pessoa vive, do ponto de vista emocional? 
c) No final do poema há uma metáfora que resume a forma como essa pessoa vive e se sente. Identifique essa metáfora. 

3. Releia o 1º verso do poema:
“E era a gaiola e era a vida era a gaiola”

a) Considerando-se que a gaiola representa o isolamento, a prisão, o que sugere a repetição da  forma verbal era e da palavra gaiola
b) Considerando-se que a pontuação é um recurso gráfico que serve para criar pausas e tornar  mais organizado e claro o texto escrito, o que sugere a falta de pontuação do poema?
c) Observe que a palavra vida aparece entre duas ocorrências da palavra gaiola. A posição dessas  palavras no verso confirma ou nega o conteúdo dele? Por quê? 
 
4. Na construção do poema, destaca-se uma conjunção coordenativa.
a) Identifique-a e classifique-a. 
b) Que papel essa conjunção cumpre normalmente? 
c) Reconheça no texto exemplos desse papel desempenhado pela conjunção e
d) Que efeito de sentido a repetição dessa conjunção produz no texto? 

5. A exemplo da poetisa, escreva você também um poema, fazendo uso constante de uma conjunção  coordenativa, com a finalidade de reforçar determinada ideia. Sugerimos mas ou pois, porém  escolha outra, se preferir. 


Fonte: Português: Linguagens

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Questões SAERJ - Artigo enciclopédico - 1º ano Ensino Médio


Leia o texto abaixo, retirado da enciclopédia virtual “Wikipédia”:

Bucolismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O bucolismo exalta as belezas da vida no campo
Bucolismo é o termo utilizado para designar uma espécie de poesia pastoral, que descreve a qualidade ou o caráter dos costumes rurais, exaltando as belezas da vida campestre e da natureza, característica do arcadismo. A base material do progresso consubstanciava-se nas cidades. Mudava o mundo, modernizavam-se as cidades e, consequentemente, redobravam os problemas dos conglomerados urbanos. A natureza acenava com a ordem nos prados e nos campos, os indivíduos resgatavam sentimentos corroídos pelo progresso. Os árcades buscavam uma vida simples, bucólica, longe do burburinho citadino. Eles tinham preferência pela vida nos campos, próxima à natureza. 
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Bucolismo)

1. A que gênero textual pertence o texto “Bucolismo”?
a) resumo                          b) resenha
c) artigo enciclopédico d) verbete de dicionário
e) capítulo literário

2. Qual o objetivo comunicativo desse texto?
a) Contar histórias
b) Dar instruções
c) Defender uma opinião
d) Explicar sobre um assunto
e) Argumentar

3. No trecho “Os árcades buscavam uma vida simples, bucólica, longe do burburinho citadino”, que palavra melhor substitui o sentido do termo destacado na frase acima?
a) sussurro b) som confuso c) desordem
d) murmuro e) buzina

4. No trecho “Mudava o mundo, modernizavam-se as cidades e, consequentemente, redobravam os problemas dos conglomerados urbanos”, qual o valor semântico expresso pela conjunção destacada?
a) conclusão b) alternância c) oposição
d) adição         e) explicação

5. No trecho “Eles tinham preferência pela vida nos campos, próxima à natureza”, o conectivo em destaque se refere a
a) buscolimo                         b) indivíduos            c) árcades
d) conglomerados urbanos e) prados e campos Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Questões Saerj - Português - Romance "Vila dos Confins"


Leia o fragmento abaixo do capítulo – “Sertão dos Confins” – da obra Vila dos Confins de Mário Palmério e responsa às questões que seguem:

     O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso e branco, que principia na Serra dos Ferreiros e acaba no Ribeirão das Palmas. (...)
     Ah, e a caatinga!
     Lavoura, lavoura mesmo, por ora nada: meia quarta de arroz aqui, litrinho ali de feijão comum; milho, cana e mandioca; e, lá uma vez na vida, um canteirinho de algodão. (...)
Se o Sertão dos Confins é magro de boas terras, tem lá as suas compensações. A caça encontra-se à vontade nas tiras de mato e nas varjões beira-rio: jacus, jaós, patos, e tudo o que é raça de passarão morador nas redondezas de água corrente e parada. Nos campos pragueja a caça miúda das perdizes, codornas e nhambus. Para os que apreciam bichos de porte, há fartura de emas, queixadas, capivaras, e todo o tipo de veados das três moradas: campeiros, catingueiros e mateiros. Antas e cervos não fugiram de todo ainda, apesar de um ou outro caçador que sempre dá de aparecer por aquelas bandas. Tampouco as onças-pintadas, e outras pestes da mesma marca: sucuris e jacarés, sem falar nas piranhas, a maldição mor das águas sertanejas. As sucuris, essas, então, infestam as cabeceiras e brejos daqueles cafundós. Uma desgraça! Jacaré, também, enxame deles. E jacarés papo-amarelo, dos manatas — sornas sempre, mas refinadíssimos ladrões de tudo o que é criação de terreiro. Uma beleza, o Sertão dos Confins, para quem gosta de caçadas. (...)
     Para quem gosta da pesca, então é que é pagode! Peixe por demais: de escama ou de couro, de bigode ou sem bigode, a peixaria é um dilúvio. Dourados e matrinxãs, surubis e pacus, taguaras e piaus, jaús, pirás, corvinas... — povo aquático de todas as categorias e tamanhos. Tarrafa jogada em rasoura não volta murcha. Na pior das desgraças, são lá as suas oito ou dez curimatás de palmo e tanto, e cascudões de mais de quilo (um ensopado de cascudo, torrado antes no borralho para se conseguir arrancar o capotão de couro duro que nem ferro, e temperado sem misérias de pimenta, é prato de muito luxo). Anzol iscado com muçum não esfria na água e vai parar certinho no bucho de um moleque dos seus oito ou dez quilotes. Isso, quando o pescador é azarado, porque na maioria dos casos o peixe costuma pesar arroba e coisa. E não é novidade, não senhor, arrancar-se um pintadão de mais de cinco arrobas! (...)
     Este, um ligeiro apanhado do Sertão dos Confins. Esqueceram-no as geografias, esqueceram-no os governos. Quem desejar pormenores, só mesmo dando um pulo até lá.

QUESTÕES:
1. De acordo com esse texto, a caça é encontrada à vontade
a) nas faixas de mato   
b) nas lavouras de arroz
c) nos campeiros   
d) nos catingueiros
2. No último parágrafo desse texto, percebe-se que o narrador
a) convida o interlocutor para conhecer o lugar
b) despreza os detalhes do lugar
c) evidencia o descaso com o lugar
d) explica a importância política do lugar
3. No trecho “... a peixaria é um dilúvio”, o termo em destaque sugere
a) fartura   
b) ironia   
c) menosprezo   
d) temporalidade

4. No trecho “essas, então, infestam as cabeceiras e brejos...”, o pronome demonstrativo "essas" em destaque refere-se à palavra
a) antas   
b) codornas   
c) sucuris
d) emas
5. No trecho “e piaus, jaús, pirás, corvinas...”, o uso das reticências dá ideia de
a) continuidade   
b) hesitação   
c) pausa   
d) suspense
6. No trecho “... apesar de um ou outro caçador...”, a expressão em destaque estabelece com a oração anterior uma ideia de
a) comparação
b) concessão
c) finalidade
d) proporção
7. No trecho “O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso...”, o recurso estilístico empregado é 
a) a atribuição de ações a seres inanimados
b) a mistura de diversas impressões
c) o exagero na apresentação
d) o jogo de oposição semântica

8. Em “Se o Sertão dos Confins é magro de boas terras...”, a conjunção em destaque expressa
a) causa
b) consequência
c) condição
d) conclusão
9. No trecho “... mas refinadíssimos ladrões de tudo o que é criação de terreiro”, o conectivo em destaque indica
a) explicação    b) conclusão   c) oposição   d) condição
10. Em “Isso, quando o pescador é azarado...”, a conjunção destacada expressa ideia de 
a) adição   b) consequência   c) tempo d) condição

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Questões Saerjinho - Língua Portuguesa (3º bimestre 2012) - romance "A bolsa amarela"



Leia o texto abaixo, um fragmento de "A bolsa amarela", de Lídia Bojunga:


QUESTÕES:
1. No trecho "Achei isso genial:", o uso dos dois pontos
a) indica uma opinião da narradora
b) expressa uma citação
c) anuncia a fala de uma personagem
d) apresenta uma enumeração
RESPOSTA

2. No trecho "... se a gente passava a mão arranhava um pouco.", o conectivo "se" estabelece com a oração anterior uma ideia
a) causal    b) condicional    c) consecutiva     d) opositiva
RESPOSTA

3. Qual é o fato que dá início a essa narrativa?
a) Raquel ter ganhado a bolsa.
b) A bolsa ser amarela.
c) Raquel ter dado um nó na alça da bolsa.
d) A bolsa poder guardar muitas coisas dentro.
RESPOSTA

4. Esse texto é um fragmento de
a) conto b) diário c) romance d) crônica
RESPOSTA

5. Qual a finalidade desse tipo de texto?
a) descrever os fatos do dia-a-adia de uma pessoa
b) informar fatos do dia-a-dia de uma pessoa
c) narrar enredos extensos vividos por personagens
d) contar fatos curtos sobre seres imaginários
RESPOSTA
 
6. No trecho “ele já tinha desbotado um pouco”, o conector "ele" se refere
a) bolsa b) ombro c) amarelo d) nó
RESPOSTA

7. No trecho “vai dar pra guardar um bocado de coisa aí dentro”, há o predomínio da linguagem
a) técnica b) jornalística c) coloquial d) publicitária

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