terça-feira, 7 de maio de 2013

Atividades sobre preposição - com música de Marisa Monte


O texto abaixo é a letra de uma canção do compositor Nando Reis, interpretada pela cantora  Marisa Monte em seu disco Mais. Leia-o e responda às questões de 1 a 5.

Diariamente
Para calar a boca: rícino
Para lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora
Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador
Para o Pará e o Amazonas: látex
[…]
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado
Para o automóvel que capota: guincho
[…]
Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagi
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta: diariamente

1. Em quase todos os versos da canção, temos a presença de um sinal de pontuação: o dois-pontos.  Observe estes três versos do texto:
“Para lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora”

 Empregando dois-pontos, o autor tornou a frase mais econômica, menor, pois deixou de empregar uma ou mais palavras para ligar as duas partes do verso.
a) Sem empregar esse sinal de pontuação, reescreva os três versos acima, acrescentando uma ou  mais palavras para ligar as duas partes de cada frase.
b) A que classe gramatical pertencem as palavras suprimidas pelo autor: substantivo, adjetivo,  verbo ou advérbio?
c) A estrutura desses versos e dessas frases lembra um tipo de linguagem que procura vender  determinado produto. Que linguagem é essa?

2. Logo à primeira leitura, notamos que a letra da canção apresenta uma construção especial, graças à repetição de palavras e estruturas de frases.
a) Que palavra se repete em todos os versos?
b) Qual a sua classe gramatical?
c) Essa palavra geralmente transmite a ideia de tempo, lugar ou finalidade. Na canção, qual desses sentidos aparece com maior frequência?

3. Observe estes versos do final da canção:
“Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta”
Neles, o autor quebrou a estrutura que vinha utilizando e não empregou dois-pontos nem um  termo posterior para fechar o verso. Então, faça você o que ele não fez: a exemplo do restante  do texto, empregue dois-pontos e invente um substantivo que sirva de fechamento para cada  verso.

4. O nome da canção é “Diariamente”, palavra que também aparece no último verso. Que relação  você acha que há entre o título e as repetições existentes na canção?

5. A exemplo de Nando Reis, construa um poeminha com os mesmos procedimentos empregados  na canção “Diariamente”. Comece com uma preposição e empregue dois-pontos ou vírgula e, em  seguida, um substantivo. Sugerimos as preposições contra, após e a locução prepositiva antes de. Mas, se preferir, escolha outras preposições e locuções.

6. Compare estes enunciados:
Não me referi ao skate de Carlos, mas ao skate de Filipe.
Não me referi ao skate de Carlos, mas ao de Filipe.

Às vezes, procuramos formas mais sintéticas, mais concisas para expressar uma ideia. É o que  vemos no segundo enunciado, em que ficou subentendida a palavra skate, representada pela  combinação ao.

Faça o mesmo com os enunciados que seguem, suprimindo o termo destacado:
a) Nunca gostei dos filmes de terror; gosto mais dos filmes de aventura. ...gosto mais dos de aventura.
b) Não estou precisando no momento dos exercícios de Matemática, mas estou precisando dos  exercícios de Geografia. … mas dos de Geografia.
c) Não assisti ao circo francês, e sim ao circo chinês. … e, sim, ao chinês

7. A preposição com, entre outros sentidos, pode apresentar o de companhia e modo. Verifique que  valores essa preposição tem nas frases abaixo:
Entrei com cuidado naquela sala escura. modo
Entrei com meu pai naquela sala escura. companhia
Entrei com medo naquela sala escura. modo

8. Às vezes a omissão de uma preposição numa frase pode resultar em ambiguidade, isto é, duplo  sentido. Observe:
Gosto de livros sobre viagens espaciais e filmes em geral.
Gosto de livros sobre viagens espaciais e sobre filmes em geral.
Gosto de livros sobre viagens espaciais e de filmes em geral.

Comparando as três frases, verificamos que a primeira apresenta sentido ambíguo, que se esclareceria com a repetição de sobre ou com o emprego da preposição de.
Como nesse caso, dê duas redações diferentes às frases que seguem, evitando a ambiguidade  delas por meio do emprego de preposições:
a) Na rua, fui abordado por um sujeito estranho com óculos escuros e um gato.
b) Você está sem criatividade para trabalhar e namorar há quanto tempo?
c) Ele foi tomado como informante da polícia e ladrão.

9. Você já deve ter ouvido muita gente dizer:
Comprei uma tevê a cores nova.
Nós somos em cinco irmãos na minha casa.
 Nos dois enunciados, o emprego das preposições não está de acordo com a norma-padrão da  língua. Você é capaz de descobrir de que forma eles ficariam de acordo com a norma-padrão?

10. Compare estes enunciados:
Depois de muito pensar, resolvi ir aos Estados Unidos.
Depois de muito pensar, resolvi ir para os Estados Unidos.

 Na língua coloquial, é comum as pessoas empregarem uma preposição por outra, sem reparar na  diferença de sentido existente entre elas. Em um desses enunciados, a preposição está relacionada  à ideia de permanência ou destino, no outro, à ideia de passagem.
a) Em qual dos enunciados o locutor informa que pretende viver nos Estados Unidos?
b) Em qual deles o locutor informa que pretende visitar os Estados Unidos ou permanecer por
pouco tempo no país?

# RESPOSTAS (GABARITO)

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atividades sobre Transitividade verbal – objeto direto e objeto indireto


Leia este poema, de Elias José, e responda às questões de 1 a 4:

Tempo
Passou o tempo de roubar amoras,
mangas, goiabas e mexericas
no quintal dos vizinhos.

Passou o tempo de sonhar vitórias,
com sorriso de campeão
de futebol, basquete ou corrida de carro.

Passou o tempo de empinar pipas
e dar asas aos olhos e ao corpo
para soltar-me no espaço com elas.

Passou o tempo de não ter vergonha
de ser rei dos castelos de areia
ou de esconder tesouros de figurinhas,
bolinhas de gude e pedras preciosas.

Passou o tempo de caçar briga,
chamar pro braço ou xingar a mãe
e a raça toda do amigo-inimigo.

Chegou um tempo de sonhar com a noite
na cidade, com todas as luzes e sons
que ainda amedrontam quando chamam.

Chegou o tempo de brigar com o mundo,
sentir sufoco, calor nas mãos
e asas nos pés que querem sumir,
sair de casa e ganhar o mundo.

Chegou o tempo de pensar em namoradas
e sonhar com corpos e beijos
que vivem mais nos poemas que no real.
(Cantigas de adolescer. 7. ed. São Paulo: Atual, 1993. p. 40-1.)

1. O poema intitula-se “Tempo” e está organizado em duas partes: a primeira trata das lembranças  do passado e a segunda descreve o presente.
a) Que estrofes do poema formam a primeira parte?
b) Quais formam a segunda parte?
c) Em cada uma das partes, um único verbo inicia todas as estrofes. Que verbos se repetem nas  duas partes?

2. O primeiro verso da primeira estrofe de cada parte se repete quase inteiro nas estrofes seguintes.
De uma estrofe para outra, alteram-se apenas o segundo verbo do verso e o objeto. Observe os
versos iniciais das duas primeiras estrofes:
                                                 Verbos transitivos diretos       Objetos diretos
Passou o tempo de                roubar                      amoras
Passou o tempo de                sonhar                      vitórias

Note que, nesses dois versos, os verbos são transitivos diretos e seus complementos são objetos  diretos. Com os versos iniciais das estrofes seguintes, faça um quadro semelhante em seu caderno. A seguir:
a) verifique, em cada verso, se o segundo verbo é transitivo direto ou indireto;
b) verifique se o complemento do segundo verbo é objeto direto ou objeto indireto;
c) conclua: Na primeira parte predominam verbos transitivos diretos ou indiretos? E na segunda?

3. Compare as ações do eu lírico na infância com as da atualidade:

Passado                                   Presente
• Roubava amoras.                 • Sonha com a noite.
• Sonhava vitórias.                  • Briga com o mundo.
• Empinava pipas.                   • Pensa em namoradas.
• Não tinha vergonha.
• Caçava brigas.

a) Em qual dos dois tempos o poeta tinha ou tem uma relação mais concreta e direta com o  mundo? Qual a razão disso?
b) Em qual dos tempos o poeta tinha ou tem uma relação com o mundo mais abstrata e indireta?

4. No poema, as relações do eu lírico com o mundo e o emprego de objetos podem ser esquematizados desta forma:

Eu - mundo:
no passado relação mais direta predomínio de verbos transitivos diretos
no presente relação indireta predomínio de verbos transitivos indiretos

De acordo com o texto e com o esquema, quais das afirmativas seguintes correspondem a conclusões a que esse estudo do poema possibilita chegar?
a) Na primeira parte do texto, que trata da infância, o poeta tem uma relação mais direta com o mun - do; na construção do texto, igualmente, predominam verbos transitivos diretos e objetos diretos.
b) Na primeira parte do texto, que trata da infância, o poeta tem uma relação indireta e abstrata  com o mundo. Os verbos utilizados para construir essa ideia são, predominantemente, transitivos diretos, e seus complementos são objetos diretos.
Na primeira parte, o segundo verbo do primeiro verso é sempre transitivo direto; na segunda parte, transitivo indireto. Na primeira parte, é sempre objeto direto; na segunda parte, objeto indireto.  Na primeira parte predominam verbos transitivos diretos; na segunda parte, transitivos indiretos.
c) Na segunda parte do texto, que trata da adolescência, o poeta tem uma relação mais indireta
e abstrata com o mundo. Os verbos utilizados para construir essa ideia são, predominantemente, transitivos indiretos, e seus complementos são objetos indiretos.
d) Na segunda parte do texto, que trata da adolescência, o poeta tem uma relação indireta e concreta com o mundo; a estrutura do texto é construída, predominantemente, a partir de verbos
transitivos diretos e objetos diretos.

5. Suponha que você esteja escrevendo e, de repente, a ponta de seus lápis se quebre. Crie uma
frase, pedindo um lápis ou um apontador emprestado, fazendo uso:
a) de um verbo transitivo direto e um objeto direto;
b) de um verbo transitivo indireto e um objeto indireto;
c) de um verbo transitivo direto e indireto e dois objetos: um direto e outro indireto.

# RESPOSTAS (GABARITO)

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domingo, 5 de maio de 2013

Atividades sobre Predicado - 7º ano


Leia este poema, de Alcides Buss, observando sua estrutura visual:

Fio de fala
 A faca   corta.
 A faca   fala
 A faca   fala
 no seu   FA…
 A faca   corta
  no seu   CA…
  A faca   fala
 quando   corta.
  A faca   corta
  quando   fala.
— Você   afia
      o fio   da fala?
    Como   a nave
     corta   o ar,
    como   o vento
    corta   a face
       e o   remédio
    corta   a dor
    a fala   também
    corta   caminho
       pro   amor!
(In: Vera Aguiar, coord. Poesia fora da estante. Porto Alegre: Projeto, 1995. p. 34.)

1. Você deve ter notado que todos os versos do poema apresentam um espaço que separa algumas  de suas palavras. Olhe o texto na vertical e leia o 1º verso. O que sugere esse espaço?

2. Na 3º e na 4º estrofes do poema, o autor joga com palavras e com ideias. Levante hipóteses sobre  o que significam as frases:
a) “A faca fala / quando corta.” Resposta pessoal. Sugestão: Cumpre seu papel, que é o de cortar.
b) “A faca corta / quando fala.” Resposta pessoal. Sugestão: O mesmo sentido da frase anterior e, além desse, o de que a faca só sabe se “comunicar” com as  coisas de forma cortante.

3. Nesse poema, o corte espacial resulta num corte também sintático. Identifique um exemplo em  que:
a) o sujeito fica separado de seu predicado; Entre outros, “A faca corta”, “A faca fala”.
b) o verbo fica separado de seu objeto; Entre outros, “corta o ar”, “corta a face”.
c) o adjunto adnominal é separado de seu núcleo. Entre outros, “a nave”, “o vento”.

 4. O poema se chama “Fio de fala”. Esse título faz um jogo sonoro com a expressão fio da faca, isto  é, a parte afiada da lâmina. Contudo, considerando as ideias gerais do poema, há uma grande  diferença de função entre essas duas expressões.
a) O que faz normalmente o fio da faca? Corta.
b) No poema, qual é o papel do fio da fala? Une as pessoas para o amor.

5. Observe todos os verbos presentes no poema.
a) São significativos ou de ligação? Significativos.
b) Qual é o único tipo de predicado existente em todo o texto? Predicado verbal.
c) Conforme vimos:
 • O predicado verbal indica a ação realizada pelo sujeito da oração.
 • O predicado nominal indica qualidade ou estado do sujeito.
 Considerando essas afirmações, conclua: Por que há na construção do poema apenas o tipo  de predicado que você identificou? Porque todo o poema só trata das ações de cortar e falar, praticadas por diferentes sujeitos.

6. Embora o papel do “fio da fala”, no poema, seja unir, e não separar, o corte espacial foi mantido  até o último verso. Agora o poeta é você: invente outro final para o poema, criando um verso que  sugira visualmente a união proporcionada pela fala no amor. Respostas pessoais. Contudo, espera-se que o aluno  rompa o espaço  em branco existente no poema, centralizando o seu verso. Além disso, pode até unir formalmente as palavras (para reforçar a ideia de união). Exemplo: proamor, falamor ou fiodefalamor.

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens.

Leia também:
Atividade sobre sujeito e predicado - 7º ano
Exercícios sobre sujeito e predicado
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sábado, 4 de maio de 2013

Aula sobre Predicado II - 7º ano


Leia estes textos para responder às questões de 1 a 4:

TEXTO I
     Ele foi cavando, cavando,  cavando, pois sua profissão —  coveiro — era cavar. Mas, de  repente, na distração do ofí- cio que amava, percebeu que  cavara demais. Tentou sair da  cova e não conseguiu. Levantou  o olhar para cima e viu que,  sozinho, não conseguiria sair.  Gritou. Ninguém atendeu.  Gritou mais forte. Ninguém  veio. Enrouqueceu de gritar,  cansou de esbravejar, desistiu  com a noite. […] Só pouco  depois da meia-noite é que lá  vieram uns passos. Deitado no  fundo da cova o coveiro gritou.  Os passos se aproximaram. Uma  cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: “O que é que há?”
     O coveiro então gritou desesperado: “Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!” “Mas, coitado!” — condoeu-se o bêbado. — “Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou  a terra de cima de você, meu pobre mortinho!” E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo  cuidadosamente.
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 12. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. p. 12.)

TEXTO II
     Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo. Ficava à margem do Itapicuru, no Maranhão, no alto da ribanceira do rio.
     Uma ruazinha apenas, com vinte ou trinta casas, algumas palhoças espalhadas pelos arredores e  nada mais. Nem igreja, nem farmácia, nem vigário. De civilização — a escola apenas. […]
     Vila pacata e simples de gente simples e pacata. […]
     A melhor casa de telha era a da minha família, com muitos quartos e largo avarandado na frente  e atrás. Chamavam-lhe a casa-grande por ser realmente a maior do povoado.
     Para aquela gente paupérrima éramos ricos. […]
     Não havia no lugarejo ninguém mais importante do que meu pai. Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico. […]
     Era um homem inculto, mas com uma inteligência tão viva, que se acreditava ter ele cursado escolas. E, ao lado disso, uma alma aberta, franca, jovial e generosa, que fazia amigos ao primeiro contato.
(Viriato Corrêa. Cazuza. 27. ed. São Paulo: Nacional, 1997. p. 16-7.)

1. Em relação ao texto I, indique:
a) as personagens; o coveiro e o bêbado c) o lugar; um cemitério
b) o fato principal; d) o tempo. à tarde e à noite

2. Observe os verbos empregados no texto I.
a) Eles são, na maioria, verbos de ligação ou verbos significativos? São verbos significativos.
b) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite.” intransitivos
 • “‘Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!’ E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.” transitivos
c) O que eles indicam: ação ou estado? ação

3. Observe os verbos do texto II.
a) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo.”
 • “A melhor casa de telha era a da minha família”
 • “Para aquela gente paupérrima éramos ricos.”
 • “Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico.” verbos de ligação
b) O que eles indicam: ação ou estado? estado

4. O texto I conta uma história, e o texto II conta como são o povoado, seus moradores e o pai do  narrador-personagem.
a) O texto I é narrativo, descritivo, argumentativo, científico ou instrucional? E o texto II?
b) Que tipo de predicado predomina no texto I? E no texto II? No texto I, verbal; no texto II, nominal.

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens.

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Exercícios sobre sujeito e predicado
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Atividades sobre Adjunto adverbial


Leia este poema, de Carlos Drummond de Andrade, e responda às questões de 1 a 5.

Classe mista
“Meninas, meninas,
do lado de lá.
Meninos, meninos,
do lado de cá.”
Por que sempre dois lados,
corredor no meio,
professora em frente,
e o sonho de um tremor de terra
que só acontece em Messina,
jamais, jamais em Minas,
para, entre escombros, me ver
junto de Conceição até o fim do curso?

1. A partir do 5º verso do poema, é o eu lírico quem fala. Nos quatro versos iniciais, as aspas indicam que quem fala é outra pessoa. Quem provavelmente é essa pessoa? Por quê?

2. O eu lírico sonha com um terremoto em Minas. Por quê? Qual é o verdadeiro desejo dele?

3. O adjunto adverbial tem um papel de destaque na construção desse poema.
a) Identifique e reúna os adjuntos adverbiais em dois grupos: os que indicam lugar e os que indicam tempo. de lugar: do lado de lá, do lado de cá, no meio, em frente, em Messina, em Minas, entre escombros, junto de Conceição; de tempo: sempre, jamais
b) Qual dos dois tipos de advérbio aparece mais vezes no texto? Os de lugar.
c) Que relação há entre o desejo do eu lírico de ficar junto de Conceição e o predomínio desse  tipo de adjunto adverbial no texto?

4. Antigamente, a maior parte das escolas não misturava meninos e meninas numa mesma sala de  aula. O poema provavelmente retrata uma situação vivida pelo poeta quando criança (ele nasceu  em 1902). Para os padrões atuais de escola:
a) Você acha que essa classe é realmente mista?
b) Que parte da sala de aula representa, verticalmente, a divisão entre meninos e meninas?

5. Faça você também um poema empregando vários adjuntos adverbiais do mesmo tipo. Sugerimos
o par ontem e hoje, que permite comparar o passado e o presente. Se quiser, brinque com as
situações, mostrando as vantagens que tinha quando bebê e as desvantagens de ter crescido; ou as
vantagens de ser filho único e as desvantagens de ter mais irmãos; e assim por diante. Se preferir,
escolha outros adjuntos ou pares de adjuntos. Ao terminar, dê um título ao seu texto.

# RESPOSTAS (GABARITO)

Fonte: Português: Linguagens — William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães

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Atividades sobre adjunto adverbial II
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