sábado, 6 de abril de 2013

Atividade sobre o gênero Manifesto


Manifesto é um gênero textual que se caracteriza como sendo uma manifestação por escrito de um apelo coletivo. A comunidade se reúne e expõe sua queixa ou seu protesto, em grupo, por intermédio de um texto escrito.
Esse tipo de texto apresenta algumas características, tais como:
  • clareza e simplicidade na linguagem;
  • objetividade e precisão da informação contida no texto;
  • ausência de ambiguidade ou contradição que possa comprometer a recepção da mensagem, ou seja, o manifesto/abaixo-assinado não pode gerar dúvidas no leitor;
  • o texto deve ser escrito na terceira pessoa do plural, já que se trata de um apelo coletivo. Por exemplo: o que nos encoraja a escrever esse protesto é...
Leia o texto abaixo, publicado em 2008, no Jornal de Hoje, a respeito do protesto feito contra a construção de hotéis na Via Costeira, que compromete a vista para o mar. Observe que não se trata de um manifesto textual, mas sim de um texto jornalístico que fala sobre um manifesto feito pelas pessoas no local da via costeira.

Jornal de Hoje:
AMBIENTALISTAS FAZEM PROTESTO CONTRA MURO ERGUIDO NA VIA COSTEIRA
30 Abril 2008 — Yuno Silva 
Obra com mais de 2 metros de altura impede vista para o mar e, segundo manifestantes, não está de acordo com o Plano Diretor.
Ambientalistas e lideranças de Conselhos de moradores promoveram na manhã de hoje, na Via Costeira, uma manifestação de repúdio contra um muro de quase 200 metros, que foi erguido, recentemente, pelo Imirá Plaza Hotel, para cercar o anexo onde funciona a arena de shows do empreendimento. Segundo os manifestantes, a obra impede a visão do mar e desrespeita o próprio Plano Diretor do município.
Diante disso, o grupo distribuiu panfletos a pedestres e motoristas que trafegavam pela avenida Dinarte Mariz (Via Costeira). Enquanto funcionários do hotel davam os últimos retoques na obra, faixas eram erguidas pelos ambientalistas, com a frase: “Queremos ver o mar!”. Apesar disso, o gerente do Imirá não quis se pronunciar à imprensa, mas disse à reportagem do JH que não entendia o motivo da polêmica.
No entanto, para o arquiteto e urbanista Heitor Andrade, a construção do muro é ilegal, já que não estaria em conformidade com o artigo 21 da Lei Complementar nº 82, de 2007, que corresponde ao próprio Plano Diretor da cidade, que está em vigência, em relação à Zona Especial Turística (ZET2). Segundo ele, a própria legislação não permite construções civis na Via Costeira, com obras que ultrapassem o nível do meio fio da pista. “Cadê a lei? Essa obra não condiz com o que está firmado no Plano Diretor. Não faz qualquer sentido esse muro erguido acima do nível permitido”, disse Heitor.
Quem garante também a irregularidade é o presidente da Associação Potiguar “Amigos da Natureza”, Francisco Iglesias, que questiona a legalidade da obra e adverte para a construção de novos muros. “Se um hotel faz isso, depois outros irão copiar a mesma idéia, pois não estão nem aí para o impacto que estão provocando”, alertou.
De acordo com Iglesias, o grupo de ambientalistas já enviou ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), cobrando explicações sobre a suposta autorização para a execução da obra, e solicitando, paralelo a isso, o imediato embargo.
Na Via Costeira existem 13 acessos livres aos cerca de 10 quilômetros de praia, mas para a presidente da Associação dos Conjuntos Ponta Negra e Alagamar (AMPA), Vera Almeida, falta urbanização no local, que garanta a mínima estrutura a banhistas e turistas. “Como se isso não bastasse, ainda querem nos privar de contemplar um dos mais belos visuais do mundo, que serve como verdadeiro cartão-postal. Não concordamos, portanto, com a privatização feita pelos hoteleiros do nosso patrimônio”, observou Vera.
A paisagem também foi defendida pelo economista Rodrigo Câmara, que trafegava pela Via Costeira e resolveu aderir ao movimento. “Moro em Ponta Negra e passo por aqui todos os dias, quando vou trabalhar. Se a Prefeitura permitir esse muro eu tenho certeza que haverá um grande protesto na cidade. Ninguém está de acordo com isso, a não ser por motivos financeiros”, criticou.
Diante disso, os manifestantes resolveram, também, fazer um abaixo-assinado com assinaturas de qualquer cidadão que não concorde com obras que tirem a visão do mar, em toda a extensão da Via Costeira. No documento, que será entregue às autoridades, o grupo pede a demolição imediata do muro.
Fonte: <http://sospontanegra.wordpress.com/category/manifesto/>. Acesso em: 25 fev. 2010.

Atividades:
De acordo com a matéria que você acabou de ler, responda:
1. O que defendem os manifestantes?
2. Quais argumentos eles utilizam?
3. De que forma se deu a ação dos manifestantes?
4. Segundo Heitor Andrade, por que a construção do muro é ilegal?
5. Qual a posição da Associação Potiguar “Amigos da Natureza”?
6. Enquanto cidadão e parte da comunidade de Natal, qual a sua opinião a respeito? Justifique com argumentos próprios. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Atividade sobre o gênero Texto Científico



Atividade 1
Leia o texto científico abaixo:
 
Definir é difícil

    Definir conceitos como “ciência”, “ideologia”, e “classe social” tem exigido inúmeras obras de fôlego, devido à complexidade das teorias envolvidas e à sua transformação histórica.
    Qualquer campo do conhecimento depara com essa dificuldade, em maior ou menor grau, sendo de boa praxe que os trabalhos de pesquisa coloquem, logo no seu início, como o autor vai entender os principais conceitos que utilizará, para diferenciá-los do que outros autores entendem ou utilizá-los como referência.
    Até termos usados na forma do senso comum podem se mostrar inadequados para um tratamento mais rigoroso, como veremos adiante.
    A definição que consideramos, de “acessibilidade”, surgiu no contexto de pessoas com dificuldades sensoriais de locomoção, audição, visão, fala etc., que encontram muitas barreiras para se integrar à vida cotidiana – os especialistas dizem que os ambientes não são “acessíveis” para elas.
    Se formos procurar num dicionário, encontraremos definições como “acessível: a que se pode ter acesso” e, por sua vez, “acesso: entrada, elevação, comunicação, assomo, passagem”. São noções vagas, que dão alguma idéia do problema mas não explicitam como definir se um ambiente é ou não acessível para todas as pessoas.
    Para contornar essa imprecisão, a norma técnica brasileira Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço, mobiliário e equipamentos urbanos – NBR 9050, da associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – definiu que acessibilidade é a “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, espaço, mobiliários e equipamentos urbanos”. Essa definição pode ser expressa visualmente por um símbolo, como o da figura abaixo.
Fonte: Magalhães (2005, p.193-194).

Com base no texto, responda ao que se pede.
a) O que o título sugere? Justifique sua resposta com os dois primeiros parágrafos do texto.
b) Qual o problema identificado na definição de “acessibilidade”
c) Qual solução encontrada para contornar a imprecisão do termo “acessibilidade”?
 
Na atividade a seguir você exercerá a prática de encontrar os significados dos vocábulos em consulta ao dicionário, entendendo que as palavras, conforme o contexto, apresentam diferentes acepções. Desse modo, é importante que haja a interpretação dos vários sentidos que se dão à mesma palavra na compreensão de como as teorias são construídas.

Atividade 2
 Observe o exemplo abaixo sobre as definições do verbete: “Desenvolvimento”. Em seguida, procure no dicionário definições que abarquem os vocábulos a seguir. Ao fazê-lo, exponha os conceitos dos verbetes consultados com suas palavras:

DESENVOLVIMENTO:

é o aumento, a progressão, a ascensão. É também o contrário de subdesenvolvimento. Pode ser entendido, nessa mesma ideia de ascensão, como sendo o estágio de crescimento econômico-político de um país.  Pode-se, ainda, entender desenvolvimento como a construção de um projeto arquitetônico, o desenrolar de uma equação matemática 
ESTADO:
ÉTICA:
LIBERDADE:
TRABALHO:
Fonte: http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/ce/aula_05.html Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Exercícios sobre flexão de modos (Verbo) - 6º ano



Leia a tira a seguir, de Laerte, e responda às questões 1 e 2.

1. Observe o emprego do verbo ter no último quadrinho.
a) Em que modo está a forma verbal tenha?
( ) indicativo ( ) subjuntivo ( ) imperativo
b) O que essa forma verbal expressa?
( ) certeza ( ) possibilidade, dúvida ( ) ordem, pedido
c) Que palavra da frase dita pela personagem confirma sua resposta à pergunta anterior?
2. Observe agora o 1º quadrinho da tira.
a) Em que modo está a forma verbal é? No indicativo.
b) Que ideia essa forma verbal exprime: de certeza ou de possibilidade?

Leia o anúncio a seguir e responda às questões 3 e 4.

3. Na parte superior e na parte inferior do anúncio foram empregadas quatro formas verbais.
a) Observe o emprego da forma verbal fique, no texto da parte inferior: "A burocracia mata a natureza. Exija que a Lei da Mata Atlântica não fique só no papel". Ela expressa certeza ou possibilidade?
b) Quais das formas verbais empregadas no anúncio expressam a ideia de uma ação certa, segura?
c) Alguma das formas verbais faz um apelo, um pedido ao leitor? exija

4. Sabendo-se que arquivo-morto é o nome dado aos documentos que não são mais consultados, ou o são muito raramente, qual é a "premonição" a que o anúncio se refere? Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Verbos - Flexão de Tempo (atividades) - 6º ano



1. Você gosta de viagens espaciais e de viagens no tempo? Leia este texto:

Um passeio no tempo seria divertido, mas arriscado. Já pensou se numa dessas viagens você encontrasse seus antepassados e mudasse a vida deles? Imagine se sem querer você provocasse uma briga entre seus bisavós e eles não tivessem filhos? Assim você nunca iria nascer.
Como a gente não pode mesmo viajar no tempo, o jeito é se divertir com a ideia. Imagine que legal dar um pulo na pré-história e saber mais sobre os dinossauros ou conhecer as máquinas do futuro. Já pensou? (Recreio, nº 91.)

A respeito do primeiro parágrafo do texto, responda:
a) Qual é o assunto abordado? Uma viagem no tempo.
b) Nesse parágrafo, foram empregados vários verbos. Observe as formas verbais destacadas neste trecho:

"Já pensou se [...] você encontrasse seus antepassados e mudasse a vida deles? [...] sem querer você provocasse [...] e eles não tivessem filhos?"

Em que modo estão essas formas verbais: no indicativo, no subjuntivo ou no imperativo?
c) Considerando o assunto do parágrafo, responda: Por que foi empregado esse modo verbal?

2. Leia o boxe "Outras viagens".
 Você pode ter a sensação de viajar no tempo mesmo sem uma nave superveloz. Confira estas dicas:
• Faça um passeio de maria-fumaça.
• Veja fotografias e filmes antigos.
• Visite museus.
• Viaje para cidades históricas.
• Leia livros de história.
• Visite exposições de ciência e tecnologia.
• Assista a filmes e leia livros de ficção científica.

a) Qual é o assunto desse boxe?
b) Em que modo estão, na maioria, as formas verbais empregadas no texto?
c) Considerando o assunto do boxe, responda: Por que foi empregado esse modo verbal?
3. Observe:

Ontem eu fui ao cinema e vocês também foram.
Amanhã, eu irei ao cinema e vocês também irão.

Complete as frases, colocando os verbos no passado e depois no futuro, de acordo com a norma-padrão:
a) Ontem, eu estive no colégio e eles também estiveram. (estar)
Amanhã, eu estarei no colégio e eles também estarão.
b) Ontem, eu dei uma entrevista ao jornal e vocês também deram. (dar)
Amanhã, eu darei uma entrevista ao jornal e vocês também darão.
c) Ontem, eu disse um poema no sarau do colégio e meus colegas também disseram. (dizer)
Amanhã, eu direi um poema no sarau do colégio e meus colegas também dirão.
d) Ontem, eu fui sincera com meus pais e eles também foram sinceros comigo. (ser)
Amanhã, eu serei sincera com meus pais e eles também serão sinceros comigo.
e) Ontem, eu não pude chegar cedo à aula e vocês também não puderam. (poder)
Amanhã, eu não poderei chegar cedo à aula e vocês também não poderão.

4. Observe:

Ontem, eu tive uma boa surpresa. E você, também teve?
Amanhã, nós teremos uma boa surpresa. E vocês, também terão?

Complete as frases, colocando os verbos no futuro e no plural, de acordo com a norma-padrão:
a) Ontem, eu quis falar com a direção. E você, também quis?
b) Ontem, eu trouxe todos os livros. E ela, também trouxe?
c) Ontem, eu fiz toda a lição. E você, também fez?
d) Ontem, eu pus o dinheiro na conta. E ele, também pôs? Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 26 de março de 2013

Aula sobre o Gênero Relato "Relato de um náufrago"


O texto que segue é um fragmento do livro "Relato de um Náufrago", de Gabriel Garcia Marquez:

EU ERA UM MORTO

Não me lembro do amanhecer do sexto dia. Tenho uma idéia nebulosa de que, durante toda a manhã, fiquei prostrado no fundo da balsa, entre a vida e a morte. Nesses momentos, pensava em minha família e a via tal como me contaram agora que esteve durante os dias do meu desaparecimento. Não fiquei surpreso com a notícia de que tinham me prestado homenagens fúnebres. Naquela sexta manhã de solidão no mar, pensei que tudo isso estava acontecendo.
Sabia que haviam comunicado à minha família o meu desaparecimento. Como os aviões não voltaram, sabia que tinham desistido da busca e que me haviam declarado morto.
Nada disso era errado, até certo ponto.
Em todos os momentos, tratei de me defender. Encontrei sempre um meio de me defender. Encontrei sempre um meio de sobreviver, um ponto de apoio, por insignificante que fosse, para continuar esperando. No sexto dia, porém, já que não esperava mais nada. Eu era um morto na balsa. 
Á tarde, pensando que logo seriam cinco horas e os tubarões voltariam, fiz um desesperado esforço para me levantar e me amarrar à borda. Em Cartagena, há dois anos, vi na praia os restos de um homem destroçado por tubarão. Não queria morrer assim. Não queria ser repartido em pedaços entre um montão de animais insaciáveis.
Eram quase cinco horas. Pontuais, os tubarões estavam ali, rodando a balsa. Levantei-me penosamente para desatar os cabos do estrado.
A tarde era fresca. O mar, tranqüilo. Senti-me ligeiramente fortalecido. Subitamente, vi outra vez as sete gaivotas do dia anterior e essa visão infundiu em mim renovados desejos de viver.
Nesse instante teria comido qualquer coisa. A fome me incomodava. Mas o pior era a garganta e a dor nas mandíbulas, endurecidas pela falta de exercício. Precisava mastigar qualquer coisa. Tentei arrancar tiras de borrachas dos sapatos, mas não tinha com que cortá-las. Foi então que lembrei dos cartões da loja de Mobile.
Estavam num dos bolsos da calça, quase completamente desfeitos pela umidade. Rasguei-os, levei-os à boca e comecei a mastigar. Foi um milagre: a garganta se aliviou um pouco e a boca se encheu de saliva. Lentamente continuei mastigando, como se aquilo fosse chiclete. 
[...] Pensava continuar mastigando os cartões indefinidamente para aliviar a dor das mandíbulas e até achei que seria desperdício jogá-los no mar. Senti descer até o estômago a minúscula papa de papelão moído e desde esse instante tive a sensação de que me salvaria, de que não seria destroçado pelos tubarões. [...]
Afinal, amanheceu o meu sétimo dia no mar. Não sei por que estava certo de que esse não seria o ultimo. O mar estava tranqüilo e nublado, e quando o sol saiu, mais ou menos às oito da manhã, eu me sentia reconfortado pelo bom sono da noite. Contra o céu cinza e baixo passaram sobre a balsa as sete gaivotas. 
Dois dias antes eu sentira uma grande alegria vendo as sete gaivotas. Mas quando as vi pela terceira vez, depois de tê-las visto durante dois dias consecutivos, senti o terror renascer. “são sete gaivotas perdidas”, pensei, com desespero. Todo marinheiro sabe que, às vezes, um bando de gaivotas se perde no mar e voa sem direção, durante vários dias, até encontrar e seguir um barco que lhes indique a direção do porto. Talvez aquelas gaivotas que vira durante três dias fossem as mesmas todos os dias, perdidas no mar. Isso significa que eu me distanciava cada vez mais da terra.

(Gabriel Garcia Márquez, Relato de um náufrago. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1970. p. 70-3.)

Exercícios:
1. Nesse fragmento, o marinheiro relata suas experiências, como náufrago, numa balsa à deriva no mar.
a) A que dias de sobrevivência no mar elas se referem?
b) Duas coisas particularmente o atormentavam: os tubarões e a fome. Apesar de não esperar mais nada, o que fez?

2. A visão das sete gaivotas infundia no narrador um desejo de viver.
a) Por que, na sua opinião, as gaivotas lhe davam esperança de vida?
b) No sétimo dia, entretanto, já era a terceira vez que ele a via. Com base em que conhecimento o narrador sentiu o terror renascer?

3. Observe os verbos e os pronomes empregados no texto.
a) Os verbos e pronomes estão em que pessoa?
b) Em que tempo está a maioria dos verbos?

4. Releia o 4º parágrafo do texto. Com base nele é correto dizer que esse texto é exclusivamente narrativo, que ele é exclusivamente descritivo ou que é narrativo e utiliza a técnica de descrição? Justifique sua resposta.

5. Lembre-se de algum episódio de sua infância que lhe tenha ficado na memória. Relate esse episódio, observando as características do relato pessoal.

(CEREJA e MAGALHÃES, Português: Linguagem) Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...