domingo, 13 de outubro de 2013

Atividade sobre adjetivo e locução adjetiva com poesia de Cecília Meireles



RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles)

Leia o poema de Cecília Meireles e responda às questões a seguir:

1) O eu lírico descreve detalhadamente como ele é. Retire do poema as características a ele dirigidas.

2) Em qual pessoa do discurso o poema foi escrito?

3) Em sua opinião, o que o eu lírico quis dizer quando menciona no poema: "Em que espelho ficou perdida a minha face?"

4) Um conjunto de versos chama-se estrofe. Uma linha em branco separa uma estrofe da outra. Seguindo esse raciocínio:
a. Quantas estrofes há no poema de Cecília Meireles?
b. E quantos versos há nesse poema?

5) Esse poema se estrutura numa comparação entre como a pessoa era no passado e como ela é no presente. Para isso, o eu poético utiliza-se de alguns termos para caracterizar as partes do corpo desse eu que está sendo desenhado ao leitor. Essas palavras são nomeadas por ___________________ e servem para expressar características, qualidades (ou defeitos) e estados dos seres.

6) Reproduza em caderno um esquema, preenchendo-o com adjetivos e locuções adjetivas que delimitam o sentido dos substantivos destacados do texto.

CONCEITUANDO...
Adjetivo – é a palavra que expressa características, qualidades (ou defeitos) e estados dos seres.
Locução adjetiva – é toda expressão constituída, em geral, por preposição (de, com, sem etc) + substantivo, que serve para caracterizar o substantivo.

Fonte: http://keylapinheiro.blogspot.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Interpretação do poema "Soneto de Fidelidade" Vinícius de Morais


Soneto de fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícius de Morais. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974. p. 269.)

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO
1. A 1ª estrofe pode apresentar algumas dificuldades de compreensão. A fim de compreendê-la  melhor, faça o que é pedido.
a) Ponha na ordem direta este trecho: “De tudo ao meu amor serei atento / antes”.
b) Explique o sentido da expressão ser atento (1º verso).
c) Indique a que se refere a expressão maior encanto (3º verso)?
d) Responda: Para o eu lírico, a fidelidade supõe exclusividade ou não?

2. Na 2ª estrofe, o eu lírico afirma que vai dedicar-se à pessoa amada nos mais diferentes momentos da vida.
a) Quais são esses momentos?
b) Segundo o texto, o amor e a fidelidade terão de passar por situações contraditórias, como sugere o verso “Ao seu pesar ou seu contentamento”. Que figura de linguagem se verifica nessa oposição de situações?

3. O poema pode ser visto como organizado em duas partes: a primeira, formada pelas  duas quadras (estrofes de quatro versos); a segunda, pelos dois tercetos (estrofes de  três versos). Observe as formas verbais presentes nessas partes:
1ª parte: “serei”, “quero viver”, “hei de espalhar”
2ª parte: “procure”, “possa”, “seja”, “dure”
a) Em que modo estão as formas verbais de cada uma das partes?
b) As formas verbais das duas partes expressam fatos que ainda virão a ocorrer. Em qual delas,  porém, há a certeza de que esses fatos ocorrerão?
c) Em qual das partes as formas verbais dizem respeito a um plano hipotético, imaginário, possível?
d) Que expressão do texto confirma sua resposta anterior?

4. Você já aprendeu que metáfora é a substituição de um termo por outro  com base em uma comparação implícita, como ocorre neste verso de  Camões: “Amor é fogo que arde sem se ver”.
No penúltimo verso do poema, o amor é conceituado por meio de  uma metáfora.
a) Identifique-a.
b) Explique o sentido dela no contexto do poema.

5. O autor encerra o texto empregando um paradoxo, figura de linguagem  que consiste na convivência de dois elementos opostos, que à primeira  vista se excluem.
a) Identifique o paradoxo existente na última estrofe.
b) Explique o sentido dele no contexto do poema. 

6. O poema se intitula “Soneto de fidelidade”. Qual ou quais dos itens seguintes traduzem melhor  o conceito de fidelidade e de amor no texto?
a) Fidelidade é entrega total à pessoa amada e renúncia a outras possibilidades amorosas.
b) Fidelidade é uma exclusividade amorosa que deve durar para sempre.

# RESPOSTAS (GABARITO).
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Atividade sobre figuras de sintaxe a partir de um anúncio de Festival de Cinema


Leia o anúncio a seguir e responda às questões de 1 a 3.

1. O enunciado principal do anúncio é ambíguo, isto é, apresenta duplicidade de sentidos.
a) Que sentido tem o enunciado “Curta. De montão”, considerando-se curta uma forma verbal?
b) E que sentido ele tem, considerando-se curta um substantivo?

2. Compreendido em um ou em outro sentido, esse enunciado apresenta elipses. Explique em que
elas consistem.

3. Os provérbios são frases de caráter prático e popular que têm quase sempre forma sucinta.  Por isso, muitas vezes há neles termos subentendidos, isto é, apresentam casos de elipse ou  zeugma.
Fazendo as adaptações necessárias, reescreva os provérbios abaixo explicitando os termos subentendidos. Veja um exemplo:
Tal pai, tal filho.
O filho é tal qual o pai é.
a) Amigo de todos, amigo de ninguém.
b) Antes pouco do que nada.
c) Casa de ferreiro, espeto de pau.
d) Homem calado, muito cuidado.
e) Cada macaco no seu galho.
f ) Pai avarento, filho pródigo.


Fonte: Português: Linguagens

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Atividade sobre figuras de sintaxe a partir de um poema de Reynaldo Jardim


Leia o poema a seguir, de Reynaldo Jardim, e responda às questões de 1 a 6.

Eu vejo uma gravura

Eu vejo uma gravura
 grande e rasa.
No primeiro plano
 uma casa.
À direita da casa
 outra casa.
Lá no fundo da casa
 outra casa.
Em frente da casa
 uma vala:
 onde escorre a lam
 doutra casa.
E no chão da casa
 outra vala:
 onde escorre o esgoto
 doutra casa.
Esta casa que eu vejo
 não se casa
com o que chamamos
 uma casa.
Pois as paredes são
Esburacadas
onde passam aranhas
 e baratas.
E os telhados são
 folhas de zinco.
E podem cair
 a qualquer vento.
E matar uma mulher
 que mora dentro.
E matar a criança
 que está dentro
 da mulher que mora
 nessa casa.
Ou da mulher que mora
 noutra casa.

É preciso pintar
 outra gravura
 com casas de argamassa
 na paisagem.
Crianças cantando
 a segurança
 da vida construída
 à sua imagem.
(Joana em flor. Rio de Janeiro: José Álvaro Editor, 1965. p. 63.)

1. O poema se intitula “Eu vejo uma gravura”. Gravura é o mesmo que um quadro, uma pintura.
a) O que retrata essa gravura?
b) Essa gravura retrata uma paisagem fictícia, fruto da imaginação do artista, ou uma paisagem real, conhecida em nosso país? Justifique.

2. A linguagem do poema organiza-se de forma a chamar a atenção sobre si. Para esse fim, as figuras  de sintaxe cumprem um papel importante.
a) Na 1ª estrofe, uma palavra é omitida várias vezes, por já ter sido expressa anteriormente. Qual  é essa palavra?

b) Qual é a figura de sintaxe que corresponde à ausência dessa palavra?

3. Observe a 3ª estrofe do poema:
a) Nos versos "É matar uma mulher / Que mora dentro", é omitido um termo que complementaria a palavra dentro. Qual é esse termo e qual a figura de sintaxe corresponde à sua ausência?
b) Nos versos “Ou da mulher que mora / noutra casa”, são omitidas duas orações inteiras, já  expressas anteriormente. Quais são essas orações e a qual figura de sintaxe corresponde essa  omissão? 
c) Nessa estrofe, nota-se o emprego sistematizado da conjunção e. Que figura de sintaxe essa  repetição constitui e que efeito de sentido ela cria no texto?

4. Nestes versos da 2ª estrofe:
“Esta casa que eu vejo
 não se casa
com o que chamamos
 uma casa.”
a) Que jogo de sentidos é feito com a palavra casa?
b) Nesses versos, que sentimento o eu lírico revela?
 • raiva • indignação • pena • esperança

5. O espaço assume um papel importante na construção do texto. Na 1ª estrofe, a casa em destaque  está totalmente cercada por outras casas, a ponto de o esgoto de uma passar dentro de outra. Na  3ª estrofe, o texto faz referência à “criança / que está dentro / da mulher que mora / nessa casa”.
a) Tanto em uma estrofe quanto na outra, como é a organização do espaço nessa favela?
b) Que efeito essa organização do espaço tem sobre a qualidade de vida das pessoas? Por quê?


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Atividades sobre Orações coordenadas (9º ano)


Leia o poema a seguir, de Maria do Carmo B. C. de Melo, e responda às questões de 1 a 6.

A gaiola
E era a gaiola e era a vida era a gaiola
e era o muro a cerca e o preconceito
e era o filho a família e a aliança
e era a grade a filha e era o conceito
e era o relógio o horário o apontamento
e era o estatuto a lei e o mandamento
e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola
e era a casa o nome a vestimenta
e era o imposto o aluguel a ferramenta
e era o orgulho e o coração fechado
e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar
e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola.
(Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.)

1. O poema refere-se à vida cotidiana de uma pessoa e ao modo como ela se sente.
a) A pessoa em questão é homem ou mulher, adulto ou criança? Justifique com elementos do  texto. 
b) A experiência vivida por essa pessoa é apenas particular, pessoal, ou pode também representar  uma experiência humana mais geral, de muitas pessoas? Justifique. 

2. Tanto na 1ª estrofe quanto na 2ª são enumerados vários elementos da vida cotidiana dessa pessoa. Esses elementos ora se referem à sociedade, ora ao relacionamento entre as pessoas.
a) Identifique no poema elementos ligados à vida social. 
b) Palavras e expressões como orgulho, coração fechado, sentimento trancado a cadeado,  amor, desamor, medo de magoar referem-se ao mundo interior, aos sentimentos. Como essa  pessoa vive, do ponto de vista emocional? 
c) No final do poema há uma metáfora que resume a forma como essa pessoa vive e se sente. Identifique essa metáfora. 

3. Releia o 1º verso do poema:
“E era a gaiola e era a vida era a gaiola”

a) Considerando-se que a gaiola representa o isolamento, a prisão, o que sugere a repetição da  forma verbal era e da palavra gaiola? 
b) Considerando-se que a pontuação é um recurso gráfico que serve para criar pausas e tornar  mais organizado e claro o texto escrito, o que sugere a falta de pontuação do poema?
c) Observe que a palavra vida aparece entre duas ocorrências da palavra gaiola. A posição dessas  palavras no verso confirma ou nega o conteúdo dele? Por quê? 
 
4. Na construção do poema, destaca-se uma conjunção coordenativa.
a) Identifique-a e classifique-a. 
b) Que papel essa conjunção cumpre normalmente? 
c) Reconheça no texto exemplos desse papel desempenhado pela conjunção e
d) Que efeito de sentido a repetição dessa conjunção produz no texto? 

5. A exemplo da poetisa, escreva você também um poema, fazendo uso constante de uma conjunção  coordenativa, com a finalidade de reforçar determinada ideia. Sugerimos mas ou pois, porém  escolha outra, se preferir. 


Fonte: Português: Linguagens

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