sábado, 4 de maio de 2013

Aula sobre Predicado II - 7º ano


Leia estes textos para responder às questões de 1 a 4:

TEXTO I
     Ele foi cavando, cavando,  cavando, pois sua profissão —  coveiro — era cavar. Mas, de  repente, na distração do ofí- cio que amava, percebeu que  cavara demais. Tentou sair da  cova e não conseguiu. Levantou  o olhar para cima e viu que,  sozinho, não conseguiria sair.  Gritou. Ninguém atendeu.  Gritou mais forte. Ninguém  veio. Enrouqueceu de gritar,  cansou de esbravejar, desistiu  com a noite. […] Só pouco  depois da meia-noite é que lá  vieram uns passos. Deitado no  fundo da cova o coveiro gritou.  Os passos se aproximaram. Uma  cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: “O que é que há?”
     O coveiro então gritou desesperado: “Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!” “Mas, coitado!” — condoeu-se o bêbado. — “Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou  a terra de cima de você, meu pobre mortinho!” E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo  cuidadosamente.
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 12. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. p. 12.)

TEXTO II
     Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo. Ficava à margem do Itapicuru, no Maranhão, no alto da ribanceira do rio.
     Uma ruazinha apenas, com vinte ou trinta casas, algumas palhoças espalhadas pelos arredores e  nada mais. Nem igreja, nem farmácia, nem vigário. De civilização — a escola apenas. […]
     Vila pacata e simples de gente simples e pacata. […]
     A melhor casa de telha era a da minha família, com muitos quartos e largo avarandado na frente  e atrás. Chamavam-lhe a casa-grande por ser realmente a maior do povoado.
     Para aquela gente paupérrima éramos ricos. […]
     Não havia no lugarejo ninguém mais importante do que meu pai. Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico. […]
     Era um homem inculto, mas com uma inteligência tão viva, que se acreditava ter ele cursado escolas. E, ao lado disso, uma alma aberta, franca, jovial e generosa, que fazia amigos ao primeiro contato.
(Viriato Corrêa. Cazuza. 27. ed. São Paulo: Nacional, 1997. p. 16-7.)

1. Em relação ao texto I, indique:
a) as personagens; o coveiro e o bêbado c) o lugar; um cemitério
b) o fato principal; d) o tempo. à tarde e à noite

2. Observe os verbos empregados no texto I.
a) Eles são, na maioria, verbos de ligação ou verbos significativos? São verbos significativos.
b) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite.” intransitivos
 • “‘Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!’ E pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.” transitivos
c) O que eles indicam: ação ou estado? ação

3. Observe os verbos do texto II.
a) Classifique os verbos destacados nestes trechos do texto:
 • “Pirapemas, o povoado em que eu nasci, era um dos lugarejos mais pobres e mais humildes do  mundo.”
 • “A melhor casa de telha era a da minha família”
 • “Para aquela gente paupérrima éramos ricos.”
 • “Era tudo: autoridade policial, juiz, conselheiro e até médico.” verbos de ligação
b) O que eles indicam: ação ou estado? estado

4. O texto I conta uma história, e o texto II conta como são o povoado, seus moradores e o pai do  narrador-personagem.
a) O texto I é narrativo, descritivo, argumentativo, científico ou instrucional? E o texto II?
b) Que tipo de predicado predomina no texto I? E no texto II? No texto I, verbal; no texto II, nominal.

Fonte: CEREJA e MAGALHÃES. Português: Linguagens.

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