sexta-feira, 17 de março de 2017

Análise do poema "Erro de português" (Oswald de Andrade)


Assunto: Modernismo no Brasil (1ª fase) 

- Os modernistas brasileiros surgiram com o sentimento de liberdade de criação e desejo de romper com o tradicional.
- Tem início oficial com a Semana de Arte de Moderna de 1922, com apresentações de artistas;
- Principais nomes dessa fase: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.

Leia o poema abaixo de Oswald de Andrade:

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

# Exercícios:
1. A que fato da história do Brasil o 1º verso se refere?

2. Metaforicamente, a que fato se refere o 3º verso?

3. O poema nos traz uma hipótese: a inversão do fato histórico.
a) Que verso expressa essa possível inversão?

b) Expliquem os versos seguintes (os 2 últimos). Quais poderiam ser as consequências da inversão?

4. Enfim, as palavras "vestir" e "despir" foram empregadas em que sentido no poema?

5. Identifique 3 características da linguagem poética do Modernismo nesse poema.

6. Oswald lamenta a história como foi: "Que pena!". Você acha que, se os portugueses não tivessem colonizado, mas sim se submetidos à cultura indígena, nosso país estaria melhor? Justifique sua resposta.

terça-feira, 7 de março de 2017

Atividade sobre sentido denotativo e sentido conotativo


Assunto: Denotação e conotação

Leia estes textos:

TEXTO 1
Cavalo de fogo

Mas a minha mais remota recordação
só muito tempo depois eu vim a saber que era um cometa
e precisamente o cometa de Halley
– maravilhoso Cavalo Celestial! –
com a sua longa cauda vermelha atravessando, ondulante, de lado a lado,
bem sobre o meio do mundo,
a noite misteriosa do pátio...
Jamais esquecerei a sua aparição
porque
naquele tempo de espantos e encantos
o cometa de Halley não se contentava em parecer em cavalo, apenas:
o cometa de Halley era um cavalo!
(Mario Quintana)

TEXTO 1
Cometa. [...] Astro geralmente formado de um núcleo pouco denso, quase sempre com uma cauda luminosa e que descreve, em torno do sol, uma elipse muito alongada. (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa) 

Exercícios:
1. Apesar das diferenças que têm quanto à linguagem e à organização, os dois textos apresentam um assunto em comum. Qual é ele?

2. Compare estes dois conceitos de cometa:
"maravilhoso Cavalo Celestial com a sua longa cauda vermelha"
"Astro formado de um núcleo pouco denso, quase sempre com uma cauda luminosa"

a) Em qual dos conceitos há uma explicação objetiva (sentido comum)? Por quê?
b) Em qual dos conceitos há uma explicação com sentido subjetivo (figurado)? Por quê?

3. Para dizer o que é um cometa, o autor do texto I atribui características a ele por meio de imagens. Veja:
"Cavalo Celestial com a sua longa cauda vermelha"

a) Que características o cometa (de Halley) e um cavalo têm em comum?
b) Qual a razão do emprego do adjetivo celestial?

4. Quais versos expressam, na visão do eu lírico, quando menino, a certeza de que o cometa não era um astro, mas um animal?

5. Compare os dois textos.
a) Qual deles explora as emoções do autor e do leitor?
b) Qual deles é mais objetivo e impessoal?

Fonte: Cereja e Magalhães (Português: Linguagens)

Atividade sobre pontuação (desvios da língua)


Assunto: Pontuação

A pontuação expressa nossas emoções, nossos pensamentos, mostra, muitas vezes,
como é o fluxo do nosso pensamento e como este é organizado na escrita.

Observe a diferença provocada pela presença e pela ausência da pontuação:

I. "Não, vamos à festa".
II. "Não vamos à festa".

# Reflexão:
a) Em qual a presença da vírgula confere um sentido afirmativo à frase?
b) Em qual confere tom negativo à frase?


# Exercícios:
1. Explique a diferença do sentido entre uma frase e a outra com ou sem a presença da vírgula.
a) "Não, espere." / "Não espere."

b) "Vamos perder, nada foi resolvido". / "Vamos perder nada, foi resolvido"

c) "Esse juiz é corrupto." / "Esse, juiz, é corrupto."

2. O problema de pontuação nas frases abaixo causa confusão de sentido. Reescreva-as adequadamente:
a) "Vendo meninas, aceito cartão."

b) "Estou vendendo meu filho não usa mais."

c) "Não vejo a hora de comer Jesus."

d) "Esqueci de dar, boa noite."

e) "Brasil perde o 1º set. Vamos virar meninas."

f) "Proibido bicicletas fumar cães."

g) "Respeite o pedestre não, pare na faixa."

h) "Oi, como você, tá?"

quarta-feira, 1 de março de 2017

Importância da leitura - melhora vocabulário, interpretação e produção de texto


Um dos grandes desafios dos professores da educação básica é ensinar a leitura para os alunos, mas ensinar não só a decifrar códigos, e sim a ter o hábito de ler. Seja por prazer, seja para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Infelizmente, com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura.

Um ato de grande importância para a aprendizagem do ser humano, a leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a escrita. O contato com os livros ajuda ainda a formular e organizar uma linha de pensamento. Dessa forma, a apreciação de uma obra literária é uma aliada na hora de elaborar uma redação.

A leitura também pode ser uma opção para as férias, pois é uma ótima técnica para memorização de conteúdos. Assim, o aluno continua em contato com a escola, mesmo não indo às aulas.

O hábito da leitura pode também funcionar como um exercício de fixação, pois boa parte dos assuntos estudados na escola é ensinada apenas na teoria. Além disso, durante a leitura, é possível notar faces diferentes de um mesmo assunto, descobrindo um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.

Criar o hábito

É comum algumas pessoas dizerem que não têm paciência para ler um livro, no entanto, é tudo uma questão de hábito, de transformar a leitura em prazer. Vale lembrar que, além dos livros didáticos, previstos em diversas etapas dos estudos, é importante buscar outras obras de interesse, independentes do conteúdo.

Por isso, mesmo cumprindo o cronograma escolar ou lendo as obras para o vestibular, por exemplo, os estudantes podem dedicar-se a leituras descompromissadas, fazendo das férias tempo propício para isso. Poesias, romances, epopeias, vale tudo quando a intenção é viajar pelas páginas de uma obra literária. Jornais, revistas e periódicos também são ótimos aliados de leitores assíduos.

O hábito da leitura deve ser estimulado ainda na infância para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e, acima de tudo, prazeroso. Uma leitura realizada com prazer desenvolve a imaginação, a escuta atenta e a linguagem das crianças.

Sugestões

Falar de leitura é muito subjetivo, pois ela está inteiramente ligada a gostos pessoais. Por isso, sugerir textos ou obras pode ser uma tarefa muito arriscada. No entanto, diante da riqueza da Literatura Brasileira, algumas obras e autores não podem passar despercebidos, haja vista a sua importância para nossa cultura.

Além daquilo que já é cobrado pelos professores nos tempos de escola, os principais vestibulares do Brasil incluem em suas provas algumas obras que a maioria dos estudantes já teve ou terá contato uma vez na vida. Pensando nisso, preparamos uma lista de livros que costumam cair nas provas e que são ótimas dicas de leitura.

- Contos, de Machado de Assis
- Capitães da Areia - Jorge Amado
- Vidas Secas - Graciliano Ramos
- Dom Casmurro - Machado de Assis
- A Hora da Estrela - Clarice Lispector
- Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
- Dois Irmãos - Milton Hatoum
- Iracema - José de Alencar
- O Guarani - José de Alencar

Por Rafael Batista
Equipe Brasil Escola

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O certo é “biscoito” ou “bolacha”? (Variedade linguística / etimologia)


Ambos são corretos, mas “biscoito” entrou primeiro na língua portuguesa, e esse é o único critério em que é possível apontar um vencedor. Os dois termos são equivalentes no que diz respeito à legislação e também são ambos válidos quando se aplica sua etimologia ao modo que o alimento é produzido hoje no Brasil. O país é atualmente o segundo maior produtor de biscoitos/bolachas do mundo, com 1,2 mil tonelada fabricada por ano, segundo a Associação Nacional da Indústria de Biscoitos (Anib). Também segundo o órgão, o produto está presente em 99,9% dos lares brasileiros e a média adquirida pelas pessoas em cada visita ao mercado é de 700 g.

DUELO DE TITÃS
O resultado definitivo da briga mais famosa da Internet

Round 1: Etimologia do biscoito
“Biscoito” vem do latim bis (duas vezes) + coctus (cozido) e chegou ao português pela palavra francesa “bescuit”, que surgiu no século 12. O nome vem da prática de assar o alimento duas vezes para que ficasse menos úmido e durasse mais sem estragar. A prática de assar mais de uma vez se aplica à bolacha (biscoito recheado) dos dias de hoje, porque ela vai ao forno quatro vezes

Round 2: Etimologia da bolacha
“Bolacha” vem de “bolo” (do latim “bulla”, objeto esférico) com o sufixo “acha”, que indica diminutivo. A palavra holandesa “koekje” significa a mesma coisa e gerou termos como “cookie” e “cracker”. Para diferenciar dos biscoitos, convencionou-se que koekje e derivados são os que utilizam um componente levantador, como o fermento. Os produtos brasileiros utilizam, então podemos chamar de bolachas

Round 3: Legislação
Quem regula o produto é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que considera os dois termos como sinônimos. Eles são definidos como: “produto obtido pelo amassamento e cozimento conveniente de massa preparada com farinhas, amidos, féculas fermentadas, ou não, e outras substâncias alimentícias”. E, sim, o órgão leva em consideração as variações com cobertura e recheio e diz que é mesmo tudo igual

Round 4: Inserção na língua portuguesa
O desempate vem do fato de que as duas palavras entraram na língua portuguesa em momentos diferentes. O registro mais antigo que a reportagem encontrou para “bolacha” é de 1543. Já para “biscoito”, o registro encontrado é de 1317, ainda na forma “bíscoyto”. Há quem diga, porém, que “biscoito” só entrou no português no século 15 – ainda assim, décadas antes de “bolacha”


Fonte: Victor Bianchin, in site "Mundo Estranho"