domingo, 30 de março de 2025

Atividade sobre Coesão e coerência

Questão 132 da prova cinza do segundo dia do Enem 2014 
 
Reciclar é só parte da solução

O lixo é um grande problema da sustentabilidade. Literalmente: todos os anos, cada brasileiro produz 385 kg de resíduos — dá 61 milhões de toneladas no total. O certo seria tentar diminuir ao máximo essa quantidade de lixo. Ou seja, em vez de ter objetos recicláveis, o ideal seria produzir sempre objetos reutilizáveis, o que diminui os resíduos. Mas, enquanto isso não acontece, temos que nos contentar com a reciclagem. E é aí que vem um detalhe perigoso: reciclar o lixo também polui o ambiente e gasta energia. Reciclar vidro, por exemplo, é 15% mais caro do que produzi-lo a partir de matérias-primas virgens. Afinal, é feito basicamente de areia, soda e calcário, que são abundantes na natureza. Então, nenhuma empresa tem interesse em reciclá-lo. Já o alumínio é um supernegócio, porque economiza muita energia.
HORTA, M. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 25 maio 2012.

O emprego adequado dos elementos de coesão contribui para a construção de um texto argumentativo e para que os objetivos pretendidos pelo autor possam ser alcançados. A análise desses elementos no texto mostra que o conectivo
A) “ou seja” introduz um esclarecimento sobre a diminuição da quantidade de lixo.
B) “mas” instaura justificativas para a criação de novos tipos de reciclagem.
C) “também” antecede um argumento a favor da reciclagem.
D) “afinal” retoma uma finalidade para o uso de matérias primas.
E) “então” reforça a ideia de escassez de matérias-primas na natureza.

# Questões:
1. Identifique o tópico frasal do texto?

2. Qual é o assunto central do texto?

3. De acordo com o texto, qual seria a melhor solução para resolver o problema do lixo na sociedade? 

4. Segundo o texto, em quais situações é vantagem e/ou desvantagem fazer a reciclagem do lixo?

5. No trecho “... nenhuma empresa tem interesse em reciclá-lo”, o pronome “lo” se refere a que palavra?

6. Identifique no texto, uma oração que expressa ideia de:
a) “oposição”

b) “explicação”

c) “tempo”

d) “adição”

e) “conclusão”

terça-feira, 25 de março de 2025

Atividade sobre paródia a partir de uma versão da fábula "O Sapo e o Escorpião"

Leia uma versão da fábula “O Sapo e o Escorpião”:

Escorpião: Oh, Sapo! Na boa, véi! Me dá uma carona pra atravessar o rio?
Sapo: Mas... você não vai me picar não, né? Agora eu tenho uma web namorada.
Escorpião: Nããão... É claro que não. 
Sapo: Cê tem certeza?
Escorpião: Não sei nadar, cara! Se eu te picar, eu afundo também! 
Sapo: Faz sentido.
Escorpião: Olha bem pra mim e diz se eu não tenho cara de honesto?
Sapo: (pausa) É... tem cara de honesto.
Sapo: (nadando pelo rio com o escorpião nas costas) “Oh, motorista, pode corrê... A quinta série não tem medo de mor...” (afogou)
Sapo: (no céu) Ah... agora eu não você poder ver a minha web namorada mais! (triste)
Escorpião: Oh, Sapo! Vacilo meu. Eu que errei. Me deixa te recompensar agora...
Sapo: Cê faria isso por mim? 
Escorpião: Eu tive uma vida inteira de traição, agora vou me redimir...
Sapo: Bonito isso. Obrigado! Pode falar pela gente...
Anjo: Bem... por que estão aqui?
Escorpião: O Sapo! Ele que me ofereceu carona e depois me jogou no rio! Ele é um monstro! (choro dissimulado)
Fonte: Youtube de Rafaella Tuma

# Questões:
1. Por que o texto lido é uma paródia?

2. O que difere a fábula original da outra versão apresentada?

3. E o que a versão mantém da fábula original?

4. Elabore uma paródia de alguma música que você gosta.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Proposta de produção de um conto fantástico

Elabore um conto fantástico buscando aproveitar as opções nos campos abaixo:

1. O início:
Era uma vez
Certo dia
Há muito tempo
Num passado muito distante

2. O herói ou a heroína
Rei Arthur
Cavaleiro Jonas
Princesa Elisabeth
Mago Merlin
Guerreira Joana

3. O lugar
O Reino do Norte
A Vila das Flores
A Ilha dos Deuses
A Terra do Ouro
País dos Anjos

4. O vilão
O Dragão da Maldade
O Príncipe das Trevas
A Rainha Má
O Monstro do Pântano
O Cavaleiro Sem Cabeça

5. Qual problema causado pelo vilão?
Sequestro da princesa
Roubo do Tesouro
Conquista de todo o território
Expulsão de todos os habitantes
Destruição de todos os animais do local

6. Como o herói vai impedir novas ações do vilão?

7. Como será o embate entre o herói e o vilão?

8. Como será o desfecho desse embate?

Um exemplo:
“Era uma vez uma princesa que se chamava Elizabeth. Ela era muita querida por seu povo que habitava a Ilha dos Deuses. 
No entanto, um grande vilão insistia em causar problemas entre os moradores da ilha. Todos o conheciam como o Dragão da Maldade.
Um dia, o Dragão fez uma visita surpresa à Ilha dos Deuses e, impiedosamente, matou todo o rebanho que era cuidado pelo povo que ali vivia.
A Princesa Elizabeth era a pessoa mais respeitada da Ilha dos Deuses e, logo, sentiu-se na obrigação de reunir um grupo de guerreiros para dar fim ao Dragão.
Liderados pela corajosa Elizabeth, os guerreiros foram para a trás das montanhas a fim de encontrar o Dragão. Chegando próximo ao local: o monstro os recebeu com uma chama de fogo, que foi contida por potentes escudos. 
A princesa era uma excelente arqueira e, aproveitando-se do descuido do Dragão, acertou uma flecha bem no coração do bicho, matando-o na hora.
Com a morte do Dragão, a Princesa Elizabeth e os guerreiros retornaram para a Ilha dos Deuses e foram festejados por seus feitos heroicos.”

quarta-feira, 19 de março de 2025

Texto, parágrafo, frase e oração

Leia a fábula a seguir: 

“O SAPO E O ESCORPIÃO”

Era uma vez um sapo e um escorpião que estavam parados à margem de um rio.
– Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? – perguntou o escorpião ao sapo.
– De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
– Mas, se eu te picar com meu veneno – respondeu o escorpião com uma voz terna e doce –, morro também. Dê uma carona para mim. Prometo ser bom, meu amigo sapo.
O sapo concordou.
Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
– Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! – disse o sapo.
E o escorpião simplesmente respondeu:
– Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la.

# Questões:
1. Qual a moral da fábula “O Sapo e o Escorpião”?

2. O texto é dividido em partes menores. Parágrafos são partes do texto que agrupam ideias. Quantos parágrafos há no texto lido?

3. Observe o 4º parágrafo. Eles apresentam partes menores, as frases, delimitadas pelo ponto.
a) Quantas frases há neste parágrafo?
b) O parágrafo se inicia com letra minúscula ou maiúscula?

4. Existem 4 tipos diferentes de frases. Identifique e classifique cada uma delas no texto.

5. Observe a frase “Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer”. É uma frase contendo partes menores, as orações.
a) Se cada verbo indica uma oração, quantas orações há nesta frase?
c) A classificação desta frase seria período simples (uma oração) ou período composto (2 ou mais orações)?

domingo, 16 de março de 2025

Atividade sobre crônica

Leia o texto abaixo, de Luís Fernando Veríssimo:

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
– Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. [...]
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.
Um, curto, grosso e sincero.
– Não. [...]
O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. [...] Outro caminho, menos honesto, mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
– Não me diga. Você é o... o...
“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. [...]. Ou você pode dizer algo como:
– Desculpe, deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa “não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!”. [...]
E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
– Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. [...] Você ainda arremata:
– Há quanto tempo! [...]
Quem será esse cara meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, [...].
Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
– Cê tem visto alguém da velha turma?
– Só o Pontes.
– Velho Pontes! ([...] Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...) [...]
– Sabe que a Ritinha casou? [...]
– Com quem?
– Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. [...] Como que não conhece o Bituca?)
– Claro que conheci! Velho Bituca...
– Pois casaram.
É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.
– E não avisou nada? [...]
– Desculpe, Edgar. É que...
– Não desculpo não. [...] (Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar.
Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima ideia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”.)
– Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
– Certo, Edgar. E desculpe, hein? [...]
Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.

# Questões:
1.O texto "Grande Edgar" é uma crônica. Onde os cronistas buscam assuntos para seus textos?

2. O texto lido apresenta uma narrativa leve ou pesada? Por quê?

3. Esse texto faz críticas a algum comportamento humano? Qual?

4. Esse texto apresenta os elementos básicos da narrativa? Identifique-os no texto.
a) fatos:
b) personagens:
c) tempo e espaço: são limitados
d) narrador: 

5. A linguagem do texto é pessoal ou impessoal? Por quê?

6. E o nível de linguagem adotado? Padrão ou não padrão?

7. Nas falas dos personagens há exemplos de linguagem não padrão? Identifique-os.